sábado, maio 31, 2008
o trabalho corre lento
poema para uma janela*
sexta-feira, maio 30, 2008
arrumar gavetas
quinta-feira, maio 29, 2008
quarta-feira, maio 28, 2008
azul
Fica bem no azul do Letras...
Obrigada, Beth!
vizinhos

Hoje, apesar de viver numa terra relativamente pequena e de província, já não sei o que é isso de ter vizinhos. Vejo-os muito raramente, quando acontece cruzar-me com eles nas escadas. Sei que eles continuam a habitar o mesmo prédio, até sei dizer a que horas alguns entram em casa, porque a qualidade da construção não nos garante privacidade. Sei também que continuam a habitar o mesmo espaço, porque, de vez em quando, dou com as beatas de um dos vizinhos de cima no capô do meu carro, porque “tropeço” frequentemente em papéis de rebuçados que crianças e progenitores deixam “esquecidos” nas escadas ou no átrio e porque, frequentes vezes, quando entro ou saio do prédio, encontro a porta da entrada aberta, fruto do descuido ou da pressa de alguém que saiu ou entrou antes de mim.
Neste mundo virtual, também o conceito de vizinho tem vindo a alterar-se. Há vizinhos que deixam de visitar-nos; outros que nos visitam para, num gesto simpático, retribuírem as nossas visitas; outros há que parecem incomodados quando lhes tocamos à campainha e que, abrindo-nos a porta, não nos deixam passar da entrada; alguns privam-nos de vez da sua companhia, fechando para sempre a porta. Felizmente há alguns que, com maior ou menor frequência, ainda aparecem, batem à porta, sentam-se no nosso sofá, contam-nos histórias, escutam as nossas com interesse, dão-nos conselhos e, aos pouquinhos, vão acedendo àquele lugar no nosso coração que reservamos para os amigos. É por estes que ainda vale a pena viver neste bairro.
terça-feira, maio 27, 2008
da janela
segunda-feira, maio 26, 2008
sexta-feira, maio 23, 2008
Votos de bom, óptimo, fim-de-semana
mar adentro
Soube bem, nesta tarde soturna e chuvosa, ver "Mar Adentro". Apesar do tema e independentemente deste, é um filme muito bonito - pela riqueza interior das personagens, pela música, pelos cenários, pela língua (algumas personagens expressam-se em galego, tão próximo do português) e, como lembrou muito bem a Infame da Vileza, pela interpretação do Javier Bardem!
Mar Adentro Mar adentro, mar adentro. Y en la ingravidade del fondo donde se cumplen los sueños se juntan dos voluntades para cumplir un deseo. Un beso enciende la vida con un relámpago y un trueno y en una metamorfosis mi cuerpo no es ya mi cuerpo, es como penetrar al centro del universo. El abrazo más pueril y el más puro de los besos hasta vernos reducidos en un único deseo. Tu mirada y mi mirada como un eco repitiendo, sin palabras 'más adentro', 'más adentro' hasta el más allá del todo por la sangre y por los huesos. Pero me despierto siempre y siempre quiero estar muerto, para seguir con mi boca enredada en tus cabellos. (Ramón Sampedro)quinta-feira, maio 22, 2008
quarta-feira, maio 21, 2008
terça-feira, maio 20, 2008
o que é a beleza?
Pergunto-me frequentemente por que razão alguns homens e algumas mulheres, longe de parecerem estrelas de cinema, anseiam por conquistar alguém que o pareça. Será que procuram compensar, pela beleza alheia, aquela que julgam faltar-lhes? Dar-lhes-á prazer exibir a parceira ou o parceiro como exibem a casa ou o carro que possuem, para que os amigos se roam de inveja?
segunda-feira, maio 19, 2008
domingo, maio 18, 2008
"Sim, tenho"
sábado, maio 17, 2008
rios de prazer
De novo o rio. À sua volta, desde a primeira vez, tudo está diferente. A Primavera exibe, agora, todo o seu esplendor. Sons, cores e aromas intensificaram-se. Ervas altas ocultaram alguns trilhos e a linha de caminho-de-ferro já sem uso. Na aldeia, uma cegonha, que ali fez ninho, desenha voos suficientemente baixos para que possamos admirá-la. As pessoas, em particular as mais idosas, aproveitando a trégua da chuva e do frio, sentam-se nas soleiras das portas, nas "escaleiras" de xisto, nas esplanadas improvisadas dos cafés ou nos bancos da praça e olham-nos curiosas. Perguntam quem e de onde somos. Aproximamo-nos. Respondem solícitas às nossas questões. Queremos saber a origem do topónimo, os lugares e edifícios de interesse, histórias do rio. Oferecem-se para nos mostrar a igreja e as várias capelas. A zeladora da capela de Nossa Senhora do Rosário mostra-nos esse espaço de culto de que é guardiã, conta-nos as histórias de algumas imagens, traz-nos um livro que integra algumas quadras que ela própria escreveu sobre a aldeia. Há quem se prontifique para ler algumas, em voz alta, ali mesmo, no centro da aldeia, junto ao coreto. Há uma senhora, já velhinha, que nos convida para um cafezinho em sua casa, apesar de sermos muitos. Sugere que passemos por lá um domingo à tarde, para o tal cafezinho e para nos contar histórias da aldeia, algumas "vermelhas" - di-lo com ar malandro. Para matar a solidão, acompanha-nos algum tempo. Das velhas casas de xisto sobram ruínas ou vestígios que coabitam com edificações modernas. As aldeias transmontanas estão descaracterizadas e, em grande parte, quase desabitadas, mas, percebi-o esta manhã, ainda não perdemos esta forma de ser hospitaleira.
sexta-feira, maio 16, 2008
é assim mesmo, nina!
When you try your best, but you don't succeed, When you get what you want, but not what you need, When you feel so tired, but you can't sleep Stuck in reverse! And the tears come streaming down your face When you lose something you can't replace When you love someone, but it goes to waste Could it be worse? Lights will guide you home And ignite to bones And I will try, to fix you And high up above or down below When you're to in love to let it go But if you never try, you'll never know Just what you're worth. Lights will guide you home And ignite to bones And I will try, to fix you. Tears stream down your face, When you lose something you cannot replace Tears stream down your face And I... Tears stream down your face I promise you that I'll learn from my mistakes Tears stream down your face And I... Lights will guide to home And ignite to bones And I will try to fix you
o desacordo ortográfico
quinta-feira, maio 15, 2008
Não está mal
alter ego
quarta-feira, maio 14, 2008
terça-feira, maio 13, 2008
e é isto uma democracia? - take 2
domingo, maio 11, 2008
devaneios de domingo à noite
cansaço ou sabedoria?
sábado, maio 10, 2008
De volta a casa
(Tirada do mesmo sítio da anterior... ontem o céu estava cinzento!)Foi bom regressar à Invicta, passar por ruas e lugares que, em tempos, foram quotidianos e que não revia há muito -a Quinta do Covelo, a Escola Filipa de Vilhena, em cujo recinto decorria,como há anos, o habitual jogo de futebol dos sábados de manhã, a Rua do Cantor Zeca Afonso, que conheci como descampado, hoje de cara lavada, as eternas casas degradadas da rua de Camões, a moderna estação da Trindade actualmente entregue ao Metro, a cinzenta e fria Avenida dos Aliados... de cortar o coração! - e, anónima, andar por entre a gente, entrar nas lojas, sentir o cheiro dos livros, sentar num café para saborear um cimbalino...
Da viagem... não encontro palavras para traduzir o êxtase dos sentidos que, nesta altura do ano, Trás-os-Montes nos proporciona.
A chuva, essa, deu tréguas...
sexta-feira, maio 09, 2008
Por vezes
Só espero que a chuva não pregue partidas!
Bom fim-de-semana para todos!
Parece
Depois do Félix, foi a vez da Carlota mo atribuir - obrigada! O Félix pedia-me para nomear 10 amigos a quem passar o testemunho; a Carlota disse-me que devo atribuí-lo a cinco. Nomear pessoas é sempre difícil, mas desta vez vou fazê-lo. Como da primeira vez não nomeei ninguém, vou abusar e juntar as dez nomeações primeiras às cinco que devo fazer agora, correndo, ainda assim, o risco de excluir algumas pessoas. Por razões óbvias, os meninos que me atribuiram o selo só virtualmente integram esta lista.
As quinze "vítimas", por ordem alfabética: Alecrim; Ana; Ana Maria; Astor; Carla; Cristina; Hipatia; Gala; Infame da Vileza; Kokas; M&M; Nilson; Tsiwari; Yashmeen; Wandolas.
sábado, maio 03, 2008
sábios conselhos :))

Se não encontras a tua metade da laranja, não desanimes. Procura a metade do limão, põe-lhe açúcar, aguardente e gelo e sê feliz!
(Moral da versão moderna da fábula A Cigarra e a Formiga, recebida por email)






