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sábado, julho 07, 2018

Bom fim-de-semana!


As flores da mãe.

terça-feira, junho 26, 2018

Cor e perfume


Do jardim da mãe.

segunda-feira, setembro 25, 2017

As feras

...  da minha mãe. Dois de 11 ou 12...

domingo, maio 07, 2017

Feliz dia, mães!


Um desenho da mana

Poema à mãe

No mais fundo de ti, eu sei que traí, mãe 

Tudo porque já não sou 
o retrato adormecido 
no fundo dos teus olhos. 

Tudo porque tu ignoras 
que há leitos onde o frio não se demora 
e noites rumorosas de águas matinais. 

Por isso, às vezes, as palavras que te digo 
são duras, mãe, 
e o nosso amor é infeliz. 

Tudo porque perdi as rosas brancas 
que apertava junto ao coração 
no retrato da moldura. 

Se soubesses como ainda amo as rosas, 
talvez não enchesses as horas de pesadelos. 

Mas tu esqueceste muita coisa; 
esqueceste que as minhas pernas cresceram, 
que todo o meu corpo cresceu, 
e até o meu coração 
ficou enorme, mãe! 

Olha — queres ouvir-me? — 
às vezes ainda sou o menino 
que adormeceu nos teus olhos; 

ainda aperto contra o coração 
rosas tão brancas 
como as que tens na moldura; 

ainda oiço a tua voz: 
          Era uma vez uma princesa 
          no meio de um laranjal...
 

Mas — tu sabes — a noite é enorme, 
e todo o meu corpo cresceu. 
Eu saí da moldura, 
dei às aves os meus olhos a beber, 

Não me esqueci de nada, mãe. 
Guardo a tua voz dentro de mim. 
E deixo-te as rosas. 

Boa noite. Eu vou com as aves. 

Eugénio de Andrade, Os Amantes Sem Dinheiro

domingo, março 19, 2017

Calêndula


Fui desejar um dia feliz ao pai e aproveitei para "roubar" calêndulas do jardim da mãe.

domingo, março 12, 2017

Parabéns, Mãe!



Hoje a minha mãe celebra 77 primaveras. A minha inspiração para a homenagear não foi além de um bolo, uma sobremesa e um presente. Em contrapartida, a minha irmã expressou o amor que sente por ela, grande como o meu e o do meu irmão, na ilustração e nas palavras que agora publico.

terça-feira, maio 03, 2016

Todos os sonhos do mundo


Surripiei hoje este "boneco" à mana. Uma bonita homenagem à maternidade e à poesia... digo eu!

domingo, maio 01, 2016

Feliz dia, mães!


(Um desenho surripiado à mana)


[...]
E as mães
(...)
Sentam-se, e estão ali num silêncio demorado e apressado,
vendo tudo,e queimando as imagens, alimentando as imagens,
enquanto o amor é cada vez mais forte.
E bate-lhes nas caras, o amor leve.
O amor feroz.
E as mães são cada vez mais belas.
Pensam os filhos que elas levitam.
Flores violentas batem nas suas pálpebras.
Elas respiram ao alto e em baixo.
São silenciosas.
E a sua cara está no meio das gotas particulares
da chuva,em volta das candeias.
No contínuo escorrer dos filhos.
[...]
Herberto Helder 

domingo, maio 03, 2015

Feliz Dia da Mãe!


Margarita Sikorskaia, "Colheita"

(...)
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade

Um dia muito feliz para todas as mães e para todas as mulheres que, não o sendo, assumem muitas vezes esse papel.

quarta-feira, março 12, 2014

Há pouco mais


de uma hora, a lua estava como a imagem a mostra.

Esta imagem é uma oferta para a minha mãe, que celebra hoje mais um aniversário.

domingo, maio 05, 2013

Poema à mãe

No mais fundo de ti, 
eu sei que traí, mãe 

Tudo porque já não sou 
o retrato adormecido 
no fundo dos teus olhos. 

Tudo porque tu ignoras 
que há leitos onde o frio não se demora 
e noites rumorosas de águas matinais. 

Por isso, às vezes, as palavras que te digo 
são duras, mãe, 
e o nosso amor é infeliz. 

Tudo porque perdi as rosas brancas 
que apertava junto ao coração 
no retrato da moldura. 

Se soubesses como ainda amo as rosas, 
talvez não enchesses as horas de pesadelos. 

Mas tu esqueceste muita coisa; 
esqueceste que as minhas pernas cresceram, 
que todo o meu corpo cresceu, 
e até o meu coração 
ficou enorme, mãe! 

Olha — queres ouvir-me? — 
às vezes ainda sou o menino 
que adormeceu nos teus olhos; 

ainda aperto contra o coração 
rosas tão brancas 
como as que tens na moldura; 

ainda oiço a tua voz: 
          Era uma vez uma princesa 
          no meio de um laranjal...
 

Mas — tu sabes — a noite é enorme, 
e todo o meu corpo cresceu. 
Eu saí da moldura, 
dei às aves os meus olhos a beber, 

Não me esqueci de nada, mãe. 
Guardo a tua voz dentro de mim. 
E deixo-te as rosas. 

Boa noite. Eu vou com as aves. 

Eugénio de Andrade, Os Amantes Sem Dinheiro
Com votos de dia muito feliz para todas as mães!