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segunda-feira, março 10, 2025

A Natureza não faz pausas...

 Alheia ao que sentimos, às cores lúgubres que se instalam dentro de nós, a Primavera chega, para tingir de cor os campos.



quinta-feira, julho 11, 2024

Talvez não fosse

 Aconteceu -me um poema.
Não era longo, nem erudito.
Era apenas a leve pena
de um pássaro no meu ombro,
a luz coada que me chegou
da infância,
o cheiro a feno...
Aconteceu -me um poema.
Ou talvez não fosse um poema.
Apenas um eco, uma brisa,
um grão de areia a morder-me
a memória...
Talvez fosse somente
esse aroma verde de mentrastos,
tinta de amoras nos dedos.
Talvez não fosse um poema...
Para se escrever um poema,
dizem os entendidos,
é preciso ser-se poeta,
é preciso saber escandir os versos,
acertar a métrica, o ritmo e,
com inteligência, a rima.
Para se ser poeta, é preciso que alguém
nos conceda o nome e o estatuto.
É preciso saber usar, com mestria,
figuras de retórica e insinuar sentidos ocultos.
É provável que não me tenha acontecido,
afinal, um poema,
mas vi nascer na página algo que lembra
uma flor a brotar no asfalto.

terça-feira, maio 09, 2023

sábado, março 25, 2023

Isto não é uma pintura...

 

... é só uma má foto!

segunda-feira, abril 11, 2022

quarta-feira, setembro 16, 2020

domingo, maio 24, 2020

Papoilar e primaverar

Fui ali "papoilar"e "primaverar"...
A ideia era apanhar cerejas pela fresca. As cerejas eram poucas, muito maduras ou podres. 
Em contrapartida, a Primavera estava ali "à mão de semear", em toda a sua ostentação.





terça-feira, julho 10, 2018

Não sei

Um mero devaneio, sem pretensões poéticas...




Não sei aproveitar o tempo
nem os meus olhos aproveitam
a cor viva das sardinheiras.
Quando as olho as flores estão secas
a pedir tesoura.
O relógio exibe os cortes
que a tesoura do deus Cronos operou
nos meus dias
cada vez mais minguados.



deep, há minutos

sábado, julho 07, 2018

Bom fim-de-semana!


As flores da mãe.

terça-feira, junho 26, 2018

Cor e perfume


Do jardim da mãe.

domingo, maio 06, 2018

Muitos

dias felizes para todas as mães!


Um ramo de arçã ou lavandula, que "colhi" esta tarde, num passeio à foz do Sabor, com pais e padrinhos.

sexta-feira, novembro 24, 2017

Fui despedir-me


Fui despedir-me de ti. Não de ti, na verdade. Fui despedir-me da tua forma física.
Vesti uma túnica azul céu e pus sobre ela um lenço com pequenas flores a lembrar o campo.
Comprei-te um ramo de margaridas, uma das tuas flores preferidas. Por ser feriado, havia menos lojas de flores abertas, por isso não encontrei as amarelas, só brancas. Um ramo simples, sem enfeites nem etiquetas. Que importa que os outros saibam que tas ofereci? Isto fica entre nós, como as longas conversas que tivemos durante anos e que, muitas vezes, à distância, apaziguaram a tua e a minha solidão.
Acautelei, no bolso, não fosse alguém lembrar-se de programar uma tertúlia para a despedida, um estreito volume com a poesia de Caeiro. Sei que o teu eleito era o Campos, mas que também nutrias pelo Mestre alguma simpatia.

Fui despedir-me de ti no outono, quando era suposto haver folhas secas no chão.

Um devaneio escrito, no dia 5 de Outubro, em homenagem a um amigo, e que hoje dedico também ao Pedro Rolo Duarte, que, não sendo um amigo, era alguém que respeitava e cujas crónicas costumava ler também aqui.

segunda-feira, junho 19, 2017

domingo, junho 11, 2017

Pormenores...

... de um curto passeio  de domingo.






segunda-feira, junho 05, 2017

Alfazema


"Colhida", ontem de manhã, no quintal da mãe.

domingo, junho 04, 2017

O ramalhete rubro das papoulas*


* Do poema "De tarde" de Cesário Verde

segunda-feira, maio 01, 2017

Meu Maio


A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!

Vladimir Maiakovski

sábado, abril 15, 2017

Renova-te


Cântico XIII
Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.
Cecília Meireles
Com votos de Páscoa Feliz, para quem a vive e de dias felizes para todos.

segunda-feira, abril 10, 2017

Flor de pão e queijo


...ou páscoa, primavera ou prímula. 

segunda-feira, março 20, 2017

Com um pé na Primavera


Um homem tem que viver.
E tu vê lá não te fiques
– um homem tem que viver
com um pé na Primavera.

[...]

Fernando Assis Pacheco (excerto de poema)