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sábado, março 09, 2019

Aqui, o homem

Nem Baco nem meio Baco!:

Aqui é o homem,
desde as mãos ossudas e calosas,
desde o suor
ao sonho que transpõe as nebulosas.
Montes de pedra dura,
gólgotas
onde os geios são escadas!
Venham ver como sobe o desespero
e a esperança, de mãos dadas.

É o homem.
Isso é o homem.
– Nem sátiro nem fauno –
Uma vontade erguida em rubro gládio
que ganha a terra, palmo a palmo.

Vinhas que são o inferno,
o único
em que o fogo é a taça da alegria!
Venham ver um senhor
grandioso como o sol ao meio-dia.

Nem Baco nem meio Baco!:
Aqui é o homem
que nada há que não suporte
mas suporta e persiste.
Aqui é o homem até à morte.

António Cabral, Poemas Durienses

domingo, junho 10, 2018

Richard Zimler e Somos Douro


Imagem surripiada da página da Anabela Mota Ribeiro do Facebook
(Eu apareço, fragmentada, no lado esquerdo.)

Fui, ontem, quase de improviso, ouvir Richard Zimler falar sobre o judaísmo em Portugal, na igreja da Misericórdia, em Torre de Moncorvo. A participação do escritor insere-se no festival Somos Douro, comissariado por Anabela Mota Ribeiro, uma duriense, e envolve dezanove municípios.
Chegámos a Torre de Moncorvo com chuva e frio e saímos de lá com mais chuva e o mesmo frio. Como nos atrasámos um pouco, tivemos de ficar de pé os mais de sessenta minutos que durou a intervenção de Richard Zimler. Apesar dos constrangimentos, foi agradável ouvi-lo, ainda que tivesse preferido que ele tivesse evitado o papel e que tivesse falado e não lido. No final, o público pôde interagir com o escritor, colocando-lhe perguntas. O munícipio teve a gentileza de oferecer aos participantes um porto de honra e um exemplar, que o autor autografou, de O Último Cabalista de Lisboa
Durante a palestra e depois na sessão de autógrafos pude confirmar a afabilidade e o sentido de humor do escritor.
Antes de regressarmos, procurámos uma loja de produtos regionais, onde comprámos as famosas amêndoas cobertas da terra. 

domingo, abril 08, 2018

De mãos dadas e coração cheio

Para o Pinta-amores da luisa.


Na entrada do tabuleiro de cima da ponte de D. Luiz, do lado de Gaia



quinta-feira, março 30, 2017

O Douro sublimado

«O Douro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso da natureza. (...) Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta.»

Miguel Torga, Diário XII

Hoje foi dia de visita ao Parque do Douro Internacional. O céu não se prestava a fotografias, mas fez-se o que se pode. Afinal, o objectivo não era fotografar...

Penedo Durão, Freixo de Espada-à-Cinta


Fraga do Puio, Picote


Miranda do Douro/ Espanha


O "2", que resulta da formaçao de algas, líquenes e leveduras, numa rocha nas arribas espanholas


O Douro visto do barco, que nos levou a ver a fauna e a flora das arribas, numa viagem de uma hora

Miranda do Douro à vista!

sábado, março 25, 2017

Duplo império


Ponte sobre o rio Douro, em Zamora
Atravesso as pontes mas
(o que é incompreensível)
não atravesso os rios, 
preso como uma seta
nos efeitos precários da vontade.
Apenas tenho esta contemplação
das copas das árvores
e dos seus prenúncios celestes,
mas não chego a desfazer
as flores brancas e amarelas
que se desprendem.
As estações não se conhecem,
como lhes fora ordenado,
mas tecem o duplo império
do amor e da obscuridade.

Pedro Mexia

quarta-feira, setembro 07, 2016

À proa dum navio de penedos


O Douro visto  a partir do miradouro de S. Leonardo da Galafura

São Leonardo da Galafura

À proa dum navio de penedos,
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto
De comando,
S. Leonardo vai sulcando
As ondas
Da eternidade,
Sem pressa de chegar ao seu destino.
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino.

Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.

Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!

Miguel Torga

terça-feira, março 29, 2016

A ponte é uma passagem...


Ponte sobre o rio Douro/ Duero

quinta-feira, maio 01, 2014

Onde o Douro também é Duero






Praia Fluvial da Congida e Penedo Durão, ambos no concelho de Freixo de Espada à Cinta

sexta-feira, setembro 06, 2013

Douro





Na tarde de hoje, participei, com dois amigos, numa visita à central hidroeléctrica de Picote, promovida pelo Centro de Ciência Viva de Bragança. Aproveitamos, depois, para conhecer um pequeno eco-museu que há na aldeia e para dar um saltinho à Fraga do Puio, de onde se avista o Douro. 
Antes de regressarmos a casa, fizemos um breve passeio pelas imediações da pousada, um edifício dos anos 60, reservado apenas a funcionários da EDP, que fica na aldeia do Barrocal.
Como se percebe, a luminosidade não foi a melhor para fotografar.

Algumas curiosidades aqui.

quarta-feira, agosto 17, 2011

sexta-feira, julho 30, 2010

Douro

                                                                      
(Na foz do Tua)
Só porque sim...


Quando esta foto foi tirada ainda o comboio circulava na linha do Tua.

quarta-feira, setembro 09, 2009

instantâneos

A partir do alto da Serra de Bornes: Macedo de Cavaleiros e algumas aldeias do concelho à direita do IP2 (Agosto/ 2009)
A partir da A24 - região do "Douro Vinhateiro" (Julho/ 2009)
Régua - ponte sobre o Douro (Julho/ 2009)

terça-feira, janeiro 06, 2009

Trás-os-Montes... sempre!

(Solar de Mateus, Miradouro de S. Leonardo da Galafura, com vista para o Douro e para os vinhedos)

Não vos trago ouro, incenso e mirra, porque não sou Rei Mago nem vós o Menino Jesus. Em contrapartida, neste dia de Reis, ofereço-vos mais um pedacinho (ou um "catchinho") deste reino maravilhoso. Feliz dia de Reis!

Fotos: deep Janeiro/ 2009

P.S. - O poema de Torga presente numa das imagens aqui.

domingo, abril 27, 2008



*Adaptação do título de uma obra de Carlos Franz, O Lugar Onde Mora o Paraíso