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domingo, novembro 18, 2018
Maravilhosa natureza
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domingo, novembro 04, 2018
quarta-feira, dezembro 27, 2017
Receita de Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(...)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
Com votos de um novo ano bom, em que imperem os dias felizes, saúde e boa disposição!
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sábado, dezembro 09, 2017
domingo, novembro 05, 2017
domingo, outubro 22, 2017
quinta-feira, dezembro 15, 2016
terça-feira, novembro 01, 2016
domingo, outubro 30, 2016
quarta-feira, novembro 11, 2015
A propósito do dia
Fez-se à estrada, quando o dia bocejava ainda, na esperança de esvaziar a alma e o coração de sentimentos gastos, de dar ao quotidiano outros rostos e outras vozes.
Deixou para trás um mundo de coisas “urgentes” que decidiu adiar. «Por vezes, é preciso parar.»- pensou - «Cansar o corpo, para percebermos que ainda temos alma.»
Em silêncio, entregou-se ao trabalho. Sabia que, por falta de hábito, os músculos começariam a dar sinal. Ignorá-los-ia – decidiu.
Minuto após minuto, hora após hora, apenas o som dos frutos a cair uns sobre os outros, o rumorejar das folhas, o grasnar de um corvo se atreviam a cortar o silêncio, luminoso como o dia.
E, à medida que o tempo se escoava, apercebeu-se, com contido júbilo, que o pensamento se esvaziara, que a alma se tornara mais leve, embora não tanto que não desse por ela.
Instintivamente, moveu a cabeça na direcção da Serra. Ali estava ela, como sempre, desde que se lembrava: generosa, maternal e cúmplice. Fechou os olhos por instantes e deixou que um morno e terno abraço a inundasse de energia. Como um beijo doce, uma leve brisa varreu-lhe as pálpebras, brincou com o cabelo.
Revigorada, plena de energia telúrica, fincou os pés no chão, dobrou de novo as costas e restituiu ao trabalho as mãos que, por breves segundos, haviam permanecido inertes. Gestos mecânicos conduziram-na até ao fim do dia.
De regresso a casa, alguns picos nos dedos, os músculos doridos, a certeza de uma semana de trabalho abateram-se sobre ela como uma sentença sem possibilidade de fiança.
deep, Novembro de 2007
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