Mostrar mensagens com a etiqueta Somerset Maugham. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Somerset Maugham. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, setembro 10, 2018
Ler
Leituras deste Verão
Etiquetas:
Afonso Cruz,
Agustina,
Antonio Tabucchi,
Camus,
Cuca Canals,
João Louro,
leituras,
Robert Capa,
Somerset Maugham,
Steinbeck,
Susanna Tamaro,
Tolstoi,
Verão
terça-feira, novembro 04, 2014
Personagens cúmplices
Embora seja um lugar comum dizer-se que os livros são boa companhia, que são amigos indispensáveis, só há dias tomei verdadeiramente consciência de que, quando leio, também o faço para me sentir mais acompanhada. Não são concretamente os livros, ou as histórias narradas, que me servem de companhia, mas as personagens.
Nas minhas últimas leituras - A invenção do amor, de José Ovejero, e Elegia para um americano, de Siri Hustvedt, os narradores, que assumem, simultaneamente, os papéis de protagonistas, são homens que vivem sós, o primeiro (Samuel) solteiro, o segundo (Erik) divorciado. Leio as suas narrativas, adivinho-lhes as vozes e imagino como seria assumir o papel da vizinha ou amiga, que partilha confidências e reflexões, no terraço de Samuel, com vista sobre Madrid, ou na sala da casa de tijolo vermelho de Erik, numa zona residencial de Nova Iorque.
Recentemente, cedi aos encantos de Vasco, o narrador autodiegético de Pretérito Perfeito, da Raquel Serejo Martins, e noutros tempos, aos de Holden, o protagonista do The Catcher in the Rye, de J. D. Salinger, sobre o qual escrevi recentemente, e de Larry, personagem principal de O Fio da Navalha, de Somerset Maugham. O primeiro encantou-me, talvez, pela fragilidade e pela aura de bom rapaz, o segundo pela irreverência e pela imaturidade, o terceiro pelo desejo de liberdade e pela personalidade misteriosa.
A cumplicidade que estabelecemos com as personagens não finda com o fim das leituras. Há personagens que nos acompanham ao longo dos anos e que, em certa medida, nos transformam. Porque nos espelhamos nelas e nos colocam num frente a frente com os nossos fantasmas, porque são aquilo que desejaríamos ser, porque sentimos que, em certas alturas,são as únicas "pessoas" capazes de nos compreender.
Etiquetas:
José Ovejero,
leituras,
Raquel Serejo Martins,
Salinger,
Siri Hustvedt,
Somerset Maugham
segunda-feira, janeiro 23, 2006
à cabeceira
«Não posso concordar com os pintores que, desdenhosamente, clamam que o leigo nada entende de pintura e que a melhor maneira de mostrar apreço pelas suas obras é através do silêncio e do livro de cheques. É uma visão errónea e grotesca (...): a arte é uma manifestação da emoção e a emoção fala uma linguagem que todos entendem.»
Somerset Maugham, A Lua e Cinco Tostões, Edições Asa
Subscrever:
Mensagens (Atom)









