como é que, depois de tantas campanhas de sensibilização, ainda há pessoas que não aprenderam que é mais rápido, económico (esqueçam o ecológico!) levar os diferentes tipos de lixo a um ecocentro do que esperar pela noite para os depositar em qualquer campo (alheio, está claro!).
Mais me espanta que haja pessoas que parecem não ter aprendido a usar caixotes do lixo em casa e que se sirvam do quintal do vizinho como depósito de "restos".
No fim da tarde de sexta, quando me dispus finalmente a tratar das árvores e a limpar a erva do quadrado murado a que chamo quintal, deparei-me com diversos objectos "estranhos" – beatas, embalagens de leite, pedaços de metal e de madeira, garrafas de cerveja, uma embalagem de amaciador da roupa, entre outras coisas que não sei nomear -, a quantidade suficiente para encher um saco de 30 litros.
Está visto que há macacos que aprendem mais depressa...
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terça-feira, julho 07, 2009
sábado, maio 30, 2009
haja paciência!
Se não tivesse mesmo de acabar uns trabalhos, até poderia encontrar nas tarefas domésticas da vizinhança algo de familiar e reconfortante. Dadas as circunstâncias, não é fácil conviver com a birra da criança, com o estrondo da porta que o pai fecha furiosamente, deixando para a mãe a tarefa incómoda de acalmar o rebento, com o ronco do corta-relvas de outro vizinho, com o zumbido do aspirador da esposa deste...
Até a música dos Red Hot Chilli Peppers, que chega com o vento e entra pela janela como um intruso, me tira o sossego necessário.
quarta-feira, maio 28, 2008
vizinhos

Ouvi dizer que ontem se comemorou o Dia Europeu dos Vizinhos. Parece que actualmente tudo é pretexto para se festejar e, curiosa e contraditoriamente, quanto mais festejamos e mais condições exteriores criamos para convivermos, mais nos fechamos sobre nós próprios. Constroem-se edifícios cada vez maiores, habitados por um número crescente de pessoas que têm apenas em comum o facto de viveremna mesma rua, no mesmo número ou no mesmo andar. Não são vizinhos. Pelo menos não como eu os concebi durante muito tempo. Um vizinho está a caminho de ser um amigo. Pode nunca vir a sê-lo e, quando chega a sê-lo, deixamos de nos referir a ele como “o nosso vizinho”. Um vizinho é mais do que um conhecido.
Na rua onde eu vivi a maior parte da minha vida, os vizinhos tinham conversas amenas na rua a pretexto de qualquer coisa, emprestavam coisas, trocavam favores, ofereciam produtos da horta ou ficavam de regar as plantas ou de receber o correio quando alguém estava fora uns dias. Os homens, por vezes, resolviam pequenos problemas de mecânica e as mulheres de costura ou de culinária. As crianças e os jovens vizinhos, no Verão, conviviam essencialmente na rua e, nas horas em que passavam na televisão os programas de culto, reuniam-se numa das casas para os verem juntos, pois, assim, tudo ganhava outro sabor. Também é verdade que novos e velhos empreendiam, por vezes, por miudezas guerras que duravam anos.
Hoje, apesar de viver numa terra relativamente pequena e de província, já não sei o que é isso de ter vizinhos. Vejo-os muito raramente, quando acontece cruzar-me com eles nas escadas. Sei que eles continuam a habitar o mesmo prédio, até sei dizer a que horas alguns entram em casa, porque a qualidade da construção não nos garante privacidade. Sei também que continuam a habitar o mesmo espaço, porque, de vez em quando, dou com as beatas de um dos vizinhos de cima no capô do meu carro, porque “tropeço” frequentemente em papéis de rebuçados que crianças e progenitores deixam “esquecidos” nas escadas ou no átrio e porque, frequentes vezes, quando entro ou saio do prédio, encontro a porta da entrada aberta, fruto do descuido ou da pressa de alguém que saiu ou entrou antes de mim.
Neste mundo virtual, também o conceito de vizinho tem vindo a alterar-se. Há vizinhos que deixam de visitar-nos; outros que nos visitam para, num gesto simpático, retribuírem as nossas visitas; outros há que parecem incomodados quando lhes tocamos à campainha e que, abrindo-nos a porta, não nos deixam passar da entrada; alguns privam-nos de vez da sua companhia, fechando para sempre a porta. Felizmente há alguns que, com maior ou menor frequência, ainda aparecem, batem à porta, sentam-se no nosso sofá, contam-nos histórias, escutam as nossas com interesse, dão-nos conselhos e, aos pouquinhos, vão acedendo àquele lugar no nosso coração que reservamos para os amigos. É por estes que ainda vale a pena viver neste bairro.
Hoje, apesar de viver numa terra relativamente pequena e de província, já não sei o que é isso de ter vizinhos. Vejo-os muito raramente, quando acontece cruzar-me com eles nas escadas. Sei que eles continuam a habitar o mesmo prédio, até sei dizer a que horas alguns entram em casa, porque a qualidade da construção não nos garante privacidade. Sei também que continuam a habitar o mesmo espaço, porque, de vez em quando, dou com as beatas de um dos vizinhos de cima no capô do meu carro, porque “tropeço” frequentemente em papéis de rebuçados que crianças e progenitores deixam “esquecidos” nas escadas ou no átrio e porque, frequentes vezes, quando entro ou saio do prédio, encontro a porta da entrada aberta, fruto do descuido ou da pressa de alguém que saiu ou entrou antes de mim.
Neste mundo virtual, também o conceito de vizinho tem vindo a alterar-se. Há vizinhos que deixam de visitar-nos; outros que nos visitam para, num gesto simpático, retribuírem as nossas visitas; outros há que parecem incomodados quando lhes tocamos à campainha e que, abrindo-nos a porta, não nos deixam passar da entrada; alguns privam-nos de vez da sua companhia, fechando para sempre a porta. Felizmente há alguns que, com maior ou menor frequência, ainda aparecem, batem à porta, sentam-se no nosso sofá, contam-nos histórias, escutam as nossas com interesse, dão-nos conselhos e, aos pouquinhos, vão acedendo àquele lugar no nosso coração que reservamos para os amigos. É por estes que ainda vale a pena viver neste bairro.
sábado, novembro 03, 2007
vizinhos
Tenho mesmo que assistir ao Paços de Ferreira - Benfica?!
Bem, se o vizinho do lado insiste...
sexta-feira, maio 12, 2006
todo o cais é uma saudade de pedra*
Há pouco mais de três anos comprei a casa onde habito. A decisão não foi fácil. O processo acabou por parecer-me menos difícil, quando senti que não estava sozinha. Viriam a habitar o prédio uma amiga de longa data e um casal também amigo, embora de menos anos. Nas primeiras reuniões de condomínio, respirava-se já uma certa cumplicidade, reforçada pela dificuldade em conseguir do vendedor algumas concessões e pelo proximidade de idades - curiosamente dei-me conta de que era a mais velha. Apesar de ter decorrido pouco tempo, abandonaram o prédio, por circunstâncias várias, os moradores de três apartamentos (50%). Porque começava a saborear, ainda que de forma reservada (mais por temperamento do que por desconfiança), a cordialidade que se instalava, entristeceu-me vê-los partir.
A minha morada da blogosfera tem menos dias, mas também aqui fui conquistando vozes cúmplices, de que sinto a falta quando falham na regularidade a que me habituaram e nas quais busco palavras de incentivo quando o alento falta ou uma gargalhada contagiante quando me apetece rir. Aqui, como no meu prédio, fui assistindo a abandonos que me causaram tristeza, mais ainda porque sei que não encontrarei o trilho por que seguiram.
*Primeiro verso da "Ode Marítima" de Fernando Pessoa
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