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sábado, setembro 12, 2020

Mais não digo...

Concluída a leitura de A Vida Nova, de Orhan Pamuk, retomei A Odisseia de Penélope, de Margaret Atwood, que deixei em suspenso há algum tempo. Tenho destas coisas: deixar leituras em suspenso e ler vários (demasiados) livros ao mesmo tempo - "uma promiscuidade", como costuma dizer uma amiga, em tom de brincadeira.

No primeiro, há um narrador em primeira pessoa, um jovem universitário de 22 anos, que, depois de ler e reler um determinado livro, decide largar tudo e viajar pela Turquia, em velhos autocarros, numa espécie de viagem de autodescoberta. 

No segundo, quem fala connosco é Penélope que, do Hades, arrisca contar a sua versão da ausência e do regresso de Ulisses a Ítaca. Na sua versão, Ulisses é o bravo herói da Odisseia, mas é também o ardiloso, o adúltero. Nas palavras da esposa recatada e paciente, há perspicácia, ironia e sentido de humor.

Mais não digo...


sexta-feira, fevereiro 07, 2020

Promiscuidade

Conversava, ontem à noite, com uma amiga que, não morando muito longe, vejo menos vezes do que gostaria. Dizia-me que tem, como eu, o hábito de ler vários livros ao mesmo tempo, «para os diferentes estados de alma».
Há uma outra amiga que me acusa, a brincar, de ser promiscua nesse meu hábito.
E, não tendo hoje nem tempo nem assunto, deixo-vos com alguns dos livros que actualmente me fazem companhia à cabeceira. Parte deles foram ofertas do último Natal.