sexta-feira, junho 09, 2023
A idade do cacifo
quinta-feira, maio 05, 2022
A Peça (Em 4 Turnos)
Como sou uma privilegiada, pude assistir ao ensaio geral, de que me ficaram algumas impressões:
O teatro tem o dom, que partilha
com outras formas de arte, de nos fazer rir, de nos comover, de nos obrigar a
ver a realidade com outros olhos. Assim acontece com “A Peça (em 4 Turnos)”, o
novo trabalho da Peripécia Teatro, que alia, como a companhia nos tem
habituado, ao talento e à versatilidade, a reflexão sobre o que não convém
esquecer e algumas notas de cómico.
Em
palco, quatro atores e um músico, que é também, a seu tempo, interveniente na
ação como personagem. A música, ora melódica, ora agressiva, marca a
dramaticidade ou a conflituosidade, interior ou exterior, da ação. São também
protagonistas algumas bicicletas, polivalentes nas suas funções. O movimento
das rodas traduz a monotonia dos dias e do trabalho árduo e mecânico, a
vigilância e a opressão das forças visíveis e ocultas do poder, ininterruptas -
como as máquinas e como os turnos - e opressivas.
“A
Peça (em 4 Turnos)” é uma peça sobre opressores e oprimidos, sobre patrões e
operários, sobre o medo e a delação, a luta e a resistência, mas também sobre a
liberdade (e a libertação), o amor, a amizade e o companheirismo.
Quatro
são os turnos das grandes fábricas, mas quatro são também as vidas reais trazidas
a cena pelos atores.
“A
Peça (em 4 Turnos)” revela-se uma reflexão sobre o compromisso que a arte, em
particular o teatro, deve ter com as pessoas, a lembrar Brecht ou Sttau
Monteiro. Por isso, em cena, há operários que, nas (escassas) horas livres, são
atores – ou pretendem sê-lo. Para driblar a opressão. Para enfrentar a
vigilância do Estado e da Igreja. Para contrariar a monotonia. Para se fazerem
ouvir. Para poderem ser o que quiserem, tendo a ilusão de que, sendo outros, o
mundo é mais justo e os dias menos penosos. Para acordarem e agitarem consciências.
Para que as pessoas abram as cabeças. São operários de punho erguido, com
“consciência operária”, como alguém refere na própria peça.
Neste
novo trabalho da Peripécia Teatro,
entretecem-se fios de diferentes épocas e diferentes vozes. Nele, evocam-se as
ditaduras de Salazar, de Franco e de Pinochet e os poetas, de cá e de além-mar,
que os ditadores torturaram e mataram, mas não silenciaram, porque vivem na
memória das gerações seguintes. “A Peça (em 4 Turnos)” é (ainda) sobre o nosso
tempo, pois enquanto houver opressores e oprimidos não podemos deixar que a
cortina se feche.
quarta-feira, maio 23, 2018
sábado, maio 05, 2018
La tortilla de mi madre
Mais informação aqui.
segunda-feira, março 27, 2017
Vinte e sete
quinta-feira, fevereiro 02, 2017
quinta-feira, março 27, 2014
Vinte e sete
quinta-feira, outubro 17, 2013
sexta-feira, outubro 26, 2012
terça-feira, março 27, 2012
sábado, abril 02, 2011
Antes solo que mal acompanhado
é o mais recente trabalho da companhia Peripécia Teatro. Estreia hoje, às 22 horas, no Teatro de Vila Real. A avaliar pelas peças anteriores, garanto que vale muito a pena ir.
terça-feira, abril 20, 2010
Remédios Santos - sem princípios activos
é a última produção da Peripécia Teatro, a que tive o prazer de assistir no segundo dia de apresentação, ou seja, na passada sexta-feira, dia 16.A imagem foi "roubada" aqui.
sexta-feira, dezembro 04, 2009
sábado, junho 06, 2009
terça-feira, janeiro 20, 2009
falar de teatro
(Mamã?!, Peripécia Teatro) À semelhança do que acontece noutros trabalhos da companhia, em Mamã?! o trágico e o cómico dão as mãos, alternando, no mesmo trabalho de palco, cenas de arrebatadora emotividade e momentos verdadeiramente hilariantes.
O argumento é aparentemente simples: uma bailarina de cabaré de grande sucesso vê de súbito a sua carreira comprometida quando engravida acidentalmente de um homem que acaba por abandoná-la.
A partir daí, tudo concorre para uma existência de miséria e de solidão. Num cenário minimalista, uma actriz, que enverga as vestes e assume as atitudes desajeitadas de um clown, contracena com um clarinetista, cuja música marca o ritmo trágico e emotivo da personagem central.
A tragicidade do assunto vê-se suplantada por surpreendentes cenas de cómico, enfatizadas pela multiplicidade de funções que os objectos e o guarda-roupa vão assumindo ao longo da peça.
Rir até às lágrimas é inevitável e obrigatório!
domingo, novembro 09, 2008
Mamã?!
quinta-feira, novembro 06, 2008
sexta-feira, setembro 12, 2008
momentos de boa disposição
domingo, abril 13, 2008
Vinte e sete
sexta-feira, outubro 12, 2007
para o fim-de-semana

No Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos, o Espaço t apresenta: "Do Porto para o Mundo: Pedaços de um Manifesto."
No dia 13 de Outubro (Sábado), venha à Estação de Metro da Casa da Música das 14:30h às 18:30h, ajudar a pintar uma "Tela para Mudar o Mundo", que será posteriormente dividida e enviada aos 300 dirigentes máximos do mundo.
Venha descobrir as diferenças que nos podem complementar, através da música, dança, teatro, cores, aromas …
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NOVECENTOS
O Pianista do Oceano
pela
Baseado no Texto Novecentos de
Alessandro Baricco
Criação, Adaptação e Dramaturgia
Peripécia Teatro e José Carlos Garcia.
13 de Outubro
21h30
Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros













