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sábado, novembro 29, 2008

a saúde está doente

Surge um problema de saúde. Chega-se ao serviço de urgência, onde, com alguma rapidez, se faz a triagem e uma médica de clínica geral - ao menos é simpática - atende.
"Será melhor consultar um médico da especialidade, mas para isso terá que ir para X. Quer ir de ambulância ou no seu carro?" A pessoa opta por ir de carro - se os exames demoram muito, ao fim de algum tempo, a ambulância deixa-nos pendurados.
De credencial na mão e pulseirinha amarela da triagem no pulso, segue-se para X. São apenas 32 quilómetros, mas convenhamos que a noite, o frio e a neve que começa a cair com alguma intensidade não ajudam.
Chega-se ao hospital de X. Felizmente, não há muita gente na sala de espera da urgência. Fazem nova triagem. A pulseira amarela é agora substituída por uma verde. Ah, afinal a médica tinha avaliado mal a situação. Pouco tempo depois, uma auxiliar vem chamar. De novo, um médico de clínica geral. Faz perguntas. Pede à enfermeira para tirar sangue para análise. Sem explicação, diz ao doente que espere.
É quase meia-noite. Ninguém quer saber se o doente, que não jantou, tem fome. Na sala de espera, há uma máquina com chocolates, mas só dá os produtos se se introduzir a quantia certa. Ninguém tem a quantia certa. A senhora da recepção não tem moedas. A cozinha já está fechada, informam. Pode ser que a espera não seja muita.
No corredor, passa uma enfermeira. "Sabe se o resultado das análises demora muito?" Não sabe. "O especialista está cá?" Não faz ideia. Repete-se a pergunta na recepção. A senhora também ignora.
O médico chama de novo. Faz um telefonema, supostamente para o especialista - não deveria estar ao serviço? -, imprime a receita e manda o doente embora.
Não se passou comigo, mas eu estava lá.

segunda-feira, junho 09, 2008

estranho

Há pouco menos de uma hora, dirigi-me ao serviço de urgência. A sala estava vazia... estranho. Feito o registo, sentei-me. Chamaram-me dois segundos depois. A médica que me atendeu, muito nova e estrangeira (brasileira ou de um país de leste, não apurei), balbuciou umas palavras incompreensíveis. Não percebi se pediu que me sentasse. Sentei-me de qualquer forma. Sei - disso tenho a certeza - que não me perguntou nada. Tomei, por isso, a iniciativa de lhe dizer ao que ia. Pegou numa espátula e num aparelhinho (de que desconheço o nome) com uma luzinha para observar as "rabugentas" das minhas amígdalas. Em cinco minutos fez isso e receitou os medicamentos. Deu-me a receita e desviou o olhar para o ecrã do computador. Tive que lhe perguntar se já tinha terminado. Anuiu com um aceno.
Quando saí a sala de espera continuava vazia...