Mostrar mensagens com a etiqueta mar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mar. Mostrar todas as mensagens

sábado, setembro 22, 2018

Com votos de um dia muito feliz

para a ana e para a CC!

Desiderata




Vai serenamente por entre a agitação e a pressa e lembra-te da paz que pode haver no silêncio. Sem seres subserviente, mantém-te tanto quanto possível, em boas relações com todos.
Diz a tua verdade calma e claramente e escuta com atenção os outros mesmo que menos dotados e ignorantes; também eles têm a sua história.
Evita as pessoas barulhentas e agressivas; são mortificações para o espírito.
Se te comparas com os outros, podes tornar-te presunçoso ou melancólico, porque haverá sempre pessoas superiores e inferiores a ti.
 Apraz-te com as tuas realizações tanto como com os teus planos.
Põe todo o interesse na tua carreira ainda que ela seja humilde; é um bem real nos destinos mutáveis do tempo.
Usa de prudência nos teus negócios porque o mundo está cheio de astúcia; mas que isto não te cegue a ponto de não veres virtude onde ela existe; muitas pessoas lutam por altos ideais e em todo o lado a vida está cheia de heroísmo.
Sê fiel a ti mesmo. Sobretudo não simules afeição nem sejas cínico em relação ao amor porque, em face da aridez e do desencanto, ele é perene como a relva.
Toma amavelmente o conselho dos mais idosos, renunciando com graciosidade às ideias da juventude.
Educa a fortaleza de espírito para que te salvaguarde numa inesperada desdita. Mas não te atormentes com fantasias. Muitos receios surgem da fadiga e da solidão.
Para além de uma disciplina salutar, sê gentil contigo mesmo.
Tu és filho do universo e, tal como as árvores e as estrelas, tens direito de o habitar. E quer isto seja ou não claro para ti, sem dúvida que o universo é – te disto revelador.
Portanto vive em paz com Deus seja qual for a ideia que d´Ele tiveres. E quaisquer que sejam as tuas lutas e aspirações, na ruidosa confusão da vida, conserva-te em paz com a tua alma.
Com toda a sua falsidade, escravidão e sonhos desfeitos o mundo é ainda maravilhoso.
Sê cauteloso. Luta para seres feliz.


Max Ehrmann, com tradução de M. L. Peixoto

terça-feira, julho 31, 2018

Do baú


Falas-me do sol
e da areia morna
de outros poentes.

Em troca, conto-te
o frio das noites, 
o cinzento das horas
que se agarrou a mim
como uma pele nova.

Peço-te, com os olhos
e com o que silencio,
que me leves contigo
a ver os poentes em brasa
de que perdi a memória.

Mas tu ignoras os meus gritos,
tu preferes não ver
o gume em que caminho
nas horas de desespero...

Tu nunca ficas:
o teu coração precisa de luz...

Tu nunca ficas: os teus braços
anseiam ser asas...

Tu nunca olhas para trás: o teu mundo
são o mar e a vastidão
de montanhas e de desejos...

deep, Janeiro de 2013

sábado, novembro 25, 2017

sexta-feira, setembro 22, 2017

Feliz aniversário, CC!


Uma foto com o mar ao fundo para desejar um aniversário muito feliz à CC.

Com um abraço apertado.

segunda-feira, março 27, 2017

Tosco alinhavo


Talvez o mar,
o amor,
a brisa,
a morna areia
na tarde calma
nos sejam mágoa.

Talvez a noite,
a madrugada,
a rósea alva
fossem promessas,
lembranças vagas…

Talvez a vida
ou – talvez – nada!

Deep/ Abril de 2013

domingo, janeiro 01, 2017

Imagens do primeiro dia


Dos 8º negativos de T-o-M...


aos 10º de Leça...

No regresso a T-o-M, fui recebida por nevoeiro, árvores cobertas de gelo e -6º.

Um bom ano para todos!


terça-feira, agosto 23, 2016

Espanha


A representação de um jogo infantil, numa praceta de Salamanca


Os meus companheiros de passeio, numa rua de Salamanca, com a torre da Catedral, ao fundo


"La Plaza Mayor", em Salamanca


Homenagem a Rosalía de Castro, poetisa galega, num jardim em Santiago


Torre da catedral de Santiago


Uma "instalação", numa rua de Santiago


Homenagem aos heróis da BD, no porto da Corunha


Varandas típicas da Corunha


Passeio marítimo da Corunha, a partir do Museu do Homem

Nessa tarde


Torre de Hércules, Corunha

Nessa tarde em que as aves
adivinhavam tempestades
recolhi as velas
e fiz-me barco ancorado.

Nessa tarde de sal e maresia
lancei os sonhos ao mar
e deixei que, num vaivém de espuma,
se fizessem ondas.

De olhos postos no horizonte em brasa,
fui concha e alga na orla do mar, fui farol...
E, no entanto, um maremoto me nascia no peito.

Outubro de 2012

sábado, abril 16, 2016

Nessa tarde


(Ao fundo, a Graciosa)
Nessa tarde em que as aves
adivinhavam tempestades
recolhi as velas
e fiz-me barco ancorado.

Nessa tarde de sal e maresia
lancei os sonhos ao mar
e deixei que, num vaivém de espuma,
se fizessem ondas.

De olhos postos no horizonte em brasa,
fui concha e alga na orla do mar, fui farol...
E, no entanto, um maremoto me nascia no peito.

deep, 2012

terça-feira, dezembro 15, 2015

Mar


(Praia do Norte, Nazaré)

Há amigos que fazem maravilhas...

quinta-feira, dezembro 10, 2015

Desiderata


(Imagem de Nirav Patel)

Vai serenamente por entre a agitação e a pressa e lembra-te da paz que pode haver no silêncio. Sem seres subserviente, mantém-te tanto quanto possível, em boas relações com todos.
Diz a tua verdade calma e claramente e escuta com atenção os outros mesmo que menos dotados e ignorantes; também eles têm a sua história.
Evita as pessoas barulhentas e agressivas; são mortificações para o espírito.
Se te comparas com os outros, podes tornar-te presunçoso ou melancólico, porque haverá sempre pessoas superiores e inferiores a ti.
 Apraz-te com as tuas realizações tanto como com os teus planos.
Põe todo o interesse na tua carreira ainda que ela seja humilde; é um bem real nos destinos mutáveis do tempo.
Usa de prudência nos teus negócios porque o mundo está cheio de astúcia; mas que isto não te cegue a ponto de não veres virtude onde ela existe; muitas pessoas lutam por altos ideais e em todo o lado a vida está cheia de heroísmo.
Sê fiel a ti mesmo. Sobretudo não simules afeição nem sejas cínico em relação ao amor porque, em face da aridez e do desencanto, ele é perene como a relva.
Toma amavelmente o conselho dos mais idosos, renunciando com graciosidade às ideias da juventude.
Educa a fortaleza de espírito para que te salvaguarde numa inesperada desdita. Mas não te atormentes com fantasias. Muitos receios surgem da fadiga e da solidão.
Para além de uma disciplina salutar, sê gentil contigo mesmo.
Tu és filho do universo e, tal como as árvores e as estrelas, tens direito de o habitar. E quer isto seja ou não claro para ti, sem dúvida que o universo é – te disto revelador.
Portanto vive em paz com Deus seja qual for a ideia que d´Ele tiveres. E quaisquer que sejam as tuas lutas e aspirações, na ruidosa confusão da vida, conserva-te em paz com a tua alma.
Com toda a sua falsidade, escravidão e sonhos desfeitos o mundo é ainda maravilhoso.
Sê cauteloso. Luta para seres feliz.


Max Ehrmann, com tradução de M. L. Peixoto

Recebi, há dias, de um amigo, este poema que, segundo algumas pessoas, é de um anónimo.

terça-feira, julho 08, 2014

Nostalgia


(Calheta do Nesquim, Pico)

Deixo, por instantes, as minhas companheiras para trás e sento-me, sozinha, no muro desta igreja, de olhos postos no mar, no cais e nos barcos baleeiros, manobrados por sete jovens de ambos os sexos. 
Assalta-me, de súbito, um sentimento de nostalgia, que é comum em mim, quando experimento momentos assim, de paz. Reconheço, talvez pela primeira vez, que as saudades que possa sentir não são de alguém que gostaria de ter comigo. Tenho, talvez, saudades daquela que não sou, daquela que desejaria ser, mais livre e de bem com a vida.

sexta-feira, agosto 30, 2013

Dizer-te que a noite

Só mais um devaneio... nada mais!



Dizer-te que a noite 
é um monstro que nos devora
não apaga a tua sede de estrelas.

Ainda que saibas que o rio
sempre se perderá na imensidão
do mar
não deixarás de percorrer
as suas margens.

Ainda que eu saiba que corres, 
como o rio,
em direcção ao mar,
não deixarei de te amar.

Não deixarei de perseguir
o teu olhar de água,
os teus dedos delicados,
como são delicados os caules
das flores que colhias para mim.

Não deixarei de seguir o curso
da tua voz, poderosa como o leito
do rio que persegues.

Deep/ há minutos

quarta-feira, julho 10, 2013

Ilhas







1, 2 e 3 - Terceira
4, 5 e 6 - Graciosa

segunda-feira, março 25, 2013

Nem sempre é assim


«(...) mas a solidão também vicia. Uma solidão que nos faz perder a paciência para quase tudo e quase todos.»

«Sinto-me areia. Areia depois do mar. As pessoas. As mãos. Os sorrisos. As conversas. Os pés. Os dedos. Tudo passa por mim. Tudo deixa marcas. Marcas profundas que se afundam pele dentro, que se enterram no meu corpo. Chegam a magoar. Deixam cicatriz. Fazem tatuagens. Depois mirram, acanham-se, contraem-se, desaparecem. Abandonam-me. Perdem-se no oceano imenso, nesse mar, que sem amor de amar, porque é só mar, só água e sal e mais nada, leva para longe o meu passado, arrebatando, apagando tudo o que me toca.»

Excertos de A Solidão dos Inconstantes, de Raquel Serejo Martins, cuja leitura está a escassas páginas do fim.

segunda-feira, outubro 01, 2012

Fiz-me barco ancorado


Nessa tarde em que as aves
adivinhavam tempestades
recolhi as velas
e fiz-me barco ancorado.

Nessa tarde de sal e maresia
lancei os sonhos ao mar
e deixei que, num vaivém de espuma,
se fizessem ondas.

De olhos postos no horizonte em brasa,
fui concha e alga na orla do mar, fui farol...
E, no entanto, um maremoto me nascia no peito.

Deep/ Outubro de 2012

quarta-feira, setembro 05, 2012

Saudades do mar


(Zambujeira do Mar, Agosto de 2012)

domingo, julho 08, 2012

Saudades do mar


Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que suponho
Seres um milagre criado só para mim.



Sophia de M. B. Andresen

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Se o mundo não tivesse palavras


 (Praia da Areia Branca, Fevereiro de 2012)


Se o mundo não tivesse palavras 
a palavra do mar, com toda a sua paixão, 
bastava. Não lhe falta 
nada: nem o enigma nem 
a obsessão. Entregue ao seu ofício 
de grande hospitaleiro 
o mar é um animal que se refaz 
em cada momento. 
O amor também. Um mar 
de poucas palavras.

Casimiro de Brito






"Sea of love" (Cat Power)

quinta-feira, agosto 11, 2011

Há muito



Há muito que deixei aquela praia
De grandes areais e grandes vagas
Mas sou eu ainda quem na brisa respira
E é por mim que espera cintilando a maré vasa


Sophia de M. B. Andresen


Há muito que estes frascos guardam as conchas e os búzios que apanhei em diferentes praias. Alguns talvez na Póvoa, outros talvez em Matosinhos, parte deles seguramente na praia de Espinho. 
Estes pequenos objectos, mais do que pedaços roubados ao mar, são memórias de bons momentos e de pessoas especiais. Entre essas pessoas conta-se a amiga que hoje celebra mais um aniversário e que alguns de nós tratávamos carinhosamente por "Sapinho". Vinte anos depois, ela continua no meu coração e, ainda que à distância, muito presente nos meus dias. São para ela a imagem das conchas e dos búzios e o poema da Sophia.
Parabéns, amiga!