Apesar da minha falta de jeito para animais, deixaram ao meu cuidado, durante duas semanas, um pequeno peixe vermelho – ou cor-de-laranja? Claro que tratar de um peixe é muito mais fácil do que tratar de um gato ou de um cão – esses já ninguém se atreve a deixar-mos -, mas muito menos emocionante.
Dantes, embora gostasse, como ainda gosto, de observar peixes, pareciam-me seres com uma existência monótona, incapazes de reacções emotivas. Contudo, tenho-me dado conta, nos últimos dias, que não é bem assim. Afinal, um peixe pode ter reacções de felicidade, de impaciência ou de nervosismo. Já percebi que, quando chego à cozinha, depois de um dia de trabalho ou de uma noite de sono, o peixe manifesta a sua felicidade através de piruetas mais exuberantes, de investidas contra o vidro do aquário ou de mergulhos ruidosos. Se me vê pegar na caixinha da comida, mostra sinais de impaciência e parece ficar verdadeiramente nervoso quando pressente que vou tirá-lo da sua casa para a limpar e para lhe mudar a água.
De vez em quando, surpreendo-me a falar com ele, no tom lamechas que usamos com as crianças pequenas. Será que os peixes gostam que falem com eles?
Dantes, embora gostasse, como ainda gosto, de observar peixes, pareciam-me seres com uma existência monótona, incapazes de reacções emotivas. Contudo, tenho-me dado conta, nos últimos dias, que não é bem assim. Afinal, um peixe pode ter reacções de felicidade, de impaciência ou de nervosismo. Já percebi que, quando chego à cozinha, depois de um dia de trabalho ou de uma noite de sono, o peixe manifesta a sua felicidade através de piruetas mais exuberantes, de investidas contra o vidro do aquário ou de mergulhos ruidosos. Se me vê pegar na caixinha da comida, mostra sinais de impaciência e parece ficar verdadeiramente nervoso quando pressente que vou tirá-lo da sua casa para a limpar e para lhe mudar a água.
De vez em quando, surpreendo-me a falar com ele, no tom lamechas que usamos com as crianças pequenas. Será que os peixes gostam que falem com eles?