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quinta-feira, setembro 24, 2015

Por decreto íntimo


Despede-se o Verão
com os seus dias de ócio e de calor.

Despede-se da cepa que lhe deu vida
e acolheu o cacho farto de uva.

Despedem-se de ti o meu olhar,
as minhas mãos, todo o meu corpo
e, com pontual solidariedade, a alma.

Recolho as mãos, dispensadas do ofício
da ternura.
Cubro, de novo, o coração
para os dias frios que o esperam.

Instituo, por decreto íntimo,
Setembro como o mês das despedidas.

23 de Setembro de 2015


Não gosto de despedidas...

segunda-feira, julho 06, 2015

Janela


Trás-os-Montes, 20-06-2015

sexta-feira, junho 05, 2015

Devaneio acerca de uma janela


A persiana levantada - para sempre-
deixa entrar - para sempre -, a esta hora,
a luz mansa do sol que, em despedida,
lambe a vidraça, agora suja,
e vem, insinuando-se, a esta hora,
esboçar carícias na parede, agora nua.

Deep, há minutos