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terça-feira, junho 09, 2020

Os últimos companheiros


Acabei de o ler no fim de semana, depois de algum tempo em pausa.


Adquirido e lido há duas semanas.


Leitura concluída há dias, depois de algum tempo de suspensão.


Comprado e lido há duas semanas, de um fôlego.


Em processo de leitura - estou a meio das 704 páginas.

Sim, ao mesmo tempo, tenho (tele)trabalhado e tenho-me esforçado por não descurar as lides domésticas (consegui, finalmente, arrumar livros, filmes e cds!). Tenho - isso sim - suprimido algum tempo à televisão.

Em resposta à pergunta da ana:

O primeiro e o terceiro são romances históricos. O sonho do celta tem por base a vida de Roger Casement, figura real e controversa, que esteve no Congo, no Peru e no Brasil, onde testemunhou as atrocidades cometidas contra os índios, e que pugnou pela independência da Irlanda, sendo, por isso, .acusado de traição pelo governo de Inglaterra. 
A ação de Lillias Fraser começa com a batalha de Culloden, que pôs frente a frente os clãs escoceses, a favor da independência da Escócia, e o exército real britânico e termina em Lisboa, nos anos imediatamente posteriores ao terramoto.
Em Chuva miúda há uma figura central, Aurora, a quem todos os elementos da mesma família procuram para, em conversas torrenciais e intermináveis, confessarem mágoas antigas, alheios às necessidades da própria interlocutora. Dessas conversas, entretece-se a história de três irmãos, apresentada sob diferentes prismas. 
Em Deixa-te de mentiras, há um narrador que, na idade adulta, recorda com saudade - e alguma mágoa - um amor adolescente.
Em Servidão humana, que, como o próprio autor adverte no prefácio, é um romance inspirado nas suas vivências, narra-se a juventude de Philip, que decide estudar arte em Paris, fascinado pelo mundo boémio e artístico, e que, desiludido, regressa a Inglaterra para estudar medicina. Como só ainda vou a meio do romance, não posso adiantar mais.



Faltava este...

segunda-feira, setembro 09, 2019

sexta-feira, outubro 08, 2010

O Nobel "escrevedor"

Escrever um romance é uma cerimónia parecida com o strip-tease. Como a rapariga que, sob impudicos reflectores, despe as suas roupas e mostra, um por um, os seus encantos secretos, também o romancista desnuda em público a sua intimidade através dos seus romances. Há, evidentemente, diferenças. Aquilo que o romancista exibe de si mesmo não são os seus encantos secretos, como a rapariga desenvolta, mas demónios que o atormentam e obcecam, a parte mais feia de si mesmo: as suas nostalgias, as suas culpas e os seus rancores. Outra diferença é que, num strip-tease, a rapariga começa vestida e acaba despida. No caso do romance, a trajectória é inversa: o romancista começa por estar despido e acaba vestido. 

Mario Vargas Llosa, História secreta de um romance