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quarta-feira, setembro 22, 2021

Felicidades, muitas...

Um nascer do Sol em Trás-os-Montes e um poema para a ana e para a CC, que hoje estão de Parabéns.



Indago a forma definitiva do outono.
Um diálogo pode mudar a paisagem.
Fazer nascer um poema.
Criar obsessões.
Destruir emboscadas.
Cada instante é a metamorfose
de uma asfixia interior.
Confundo os caracteres e um imaginário
se revela numa iconografia fantástica.
Nas entrelinhas, um espectáculo de ironias
reitera entregas e recusas
como um dever por cumprir.
Graça Pires, Outono: lugar frágil, 1994

 

quarta-feira, julho 22, 2020

segunda-feira, março 23, 2020

Anoiteceu mais cedo

Anoiteceu mais cedo. À porta fechada,
preparo um roteiro de viagens.
Sublinho rotas e derrotas.
Tatuo nos pulsos uma rosa dos ventos
e gravo na mão esquerda um astrolábio.
Tenho uma ilha adiada no peito.
É a época das marés vivas. Pressinto-o,
pela intensa ondulação do meu cabelo,
antecipando a tormenta.

Graça Pires

sexta-feira, julho 20, 2018

Amizade

Só os amigos conservam no olhar o nosso nome.
Só eles nos devolvem o movimento
das mãos para que os gestos nos comovam.
Só com eles partilhamos a casa e o silêncio.
Sem urgência.

Graça Pires, Caderno de significados, 2013

quarta-feira, março 21, 2018

Celebrar a poesia e os poetas

Anoiteceu mais cedo. À porta fechada,
preparo um roteiro de viagens.
Sublinho rotas e derrotas.
Tatuo nos pulsos uma rosa dos ventos
e gravo na mão esquerda um astrolábio. 
Tenho uma ilha adiada no peito.
É a época das marés vivas. Pressinto-o,
pela intensa ondulação do meu cabelo,
antecipando a tormenta.

Da Graça Pires, que me visita regularmente, deixando sempre palavras calorosas

domingo, outubro 15, 2017

Indago a forma definitiva do outono


Indago a forma definitiva do outono.
Um diálogo pode mudar a paisagem.
Fazer nascer um poema.
Criar obsessões.
Destruir emboscadas.
Cada instante é a metamorfose
de uma asfixia interior.
Confundo os caracteres e um imaginário
se revela numa iconografia fantástica.
Nas entrelinhas, um espectáculo de ironias
reitera entregas e recusas
como um dever por cumprir.

Graça Pires, Outono: lugar frágil, 1994

domingo, junho 12, 2016

Amizade

Só os amigos conservam no olhar o nosso nome.
Só eles nos devolvem o movimento
das mãos para que os gestos nos comovam. 
Só com eles partilhamos a casa e o silêncio.
Sem urgência.
Graça Pires, Caderno de significados, 2013

terça-feira, fevereiro 09, 2016

Anoiteceu mais cedo

Anoiteceu mais cedo. À porta fechada,
preparo um roteiro de viagens.
Sublinho rotas e derrotas.
Tatuo nos pulsos uma rosa dos ventos
e gravo na mão esquerda um astrolábio. 
Tenho uma ilha adiada no peito.
É a época das marés vivas. Pressinto-o,
pela intensa ondulação do meu cabelo,
antecipando a tormenta.
Graça Pires (o blog da autora aqui)


segunda-feira, outubro 15, 2012

Indago a forma definitiva do outono


Indago a forma definitiva do outono.
Um diálogo pode mudar a paisagem.
Fazer nascer um poema.
Criar obsessões.
Destruir emboscadas.
Cada instante é a metamorfose
de uma asfixia interior.
Confundo os caracteres e um imaginário
se revela numa iconografia fantástica.
Nas entrelinhas, um espectáculo de ironias
reitera entregas e recusas
como um dever por cumprir.

Graça Pires, Outono: lugar frágil, 1994

segunda-feira, outubro 01, 2012

Anoiteceu mais cedo

Anoiteceu mais cedo. À porta fechada, 
preparo um roteiro de viagens. 
Sublinho rotas e derrotas. 
Tatuo nos pulsos uma rosa dos ventos 
e gravo na mão esquerda um astrolábio. 
Tenho uma ilha adiada no peito. 
É a época das marés vivas. Pressinto-o, 
pela intensa ondulação do meu cabelo, 
antecipando a tormenta.

Graça Pires