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domingo, outubro 14, 2018

Tempestade


Um "boneco" da mana

Assim também por cá esteve a noite anterior...

domingo, junho 10, 2018

Richard Zimler e Somos Douro


Imagem surripiada da página da Anabela Mota Ribeiro do Facebook
(Eu apareço, fragmentada, no lado esquerdo.)

Fui, ontem, quase de improviso, ouvir Richard Zimler falar sobre o judaísmo em Portugal, na igreja da Misericórdia, em Torre de Moncorvo. A participação do escritor insere-se no festival Somos Douro, comissariado por Anabela Mota Ribeiro, uma duriense, e envolve dezanove municípios.
Chegámos a Torre de Moncorvo com chuva e frio e saímos de lá com mais chuva e o mesmo frio. Como nos atrasámos um pouco, tivemos de ficar de pé os mais de sessenta minutos que durou a intervenção de Richard Zimler. Apesar dos constrangimentos, foi agradável ouvi-lo, ainda que tivesse preferido que ele tivesse evitado o papel e que tivesse falado e não lido. No final, o público pôde interagir com o escritor, colocando-lhe perguntas. O munícipio teve a gentileza de oferecer aos participantes um porto de honra e um exemplar, que o autor autografou, de O Último Cabalista de Lisboa
Durante a palestra e depois na sessão de autógrafos pude confirmar a afabilidade e o sentido de humor do escritor.
Antes de regressarmos, procurámos uma loja de produtos regionais, onde comprámos as famosas amêndoas cobertas da terra. 

sexta-feira, junho 08, 2018

Chuva


Uma "imperfeição" da mana para ilustrar esta chuva, que promete ficar até de manhã...

sexta-feira, maio 25, 2018

Balada da chuva



Com alterações e supressões...


Cai, chuva, cai…
Cai e acalma
o pó nos caminhos

Cai,
Impiedosa,
Cai,
Clemente
Cai,
Misericordiosa.

Cai, chuva, cai…
Verte-te inteira
Sobre os campos sequiosos.

Cai, chuva, cai…
Faz ganir de dor
O metal de varandas
E caleiras.

Vem, chuva, vem…
Escorre de mansinho
Pela vidraça,
Sobre as árvores do quintal.

Vem…
E sê música de embalar.

deep, maio de 2017

domingo, dezembro 10, 2017

llueve mucho, mucho


«hoy llueve mucho, mucho,
y pareciera que están lavando el mundo»

Juan Gelmán, "Lluvia"

sábado, maio 13, 2017

Cai, chuva, cai


Cai, chuva, cai.
Derruba tua impiedade
sobre os homens,

Cai, chuva, cai.
Atira a tua fúria contra o asfalto,
faz ganir de dor o metal
de varandas e caleiras.

Cai, chuva, cai.
Concede aos campos
e às culturas a tua misericórdia.

Cai, chuva, cai...
Devolve-me as horas da infância,
o odor do musgo e da terra molhada,
a solidão das ruas da aldeia,
em melancólica comunhão
com o fumo das lareiras.

Cai, chuva, cai,
agora mansa,

e embala o meu sono.

deep, há minutos

quarta-feira, dezembro 21, 2016

Chega a ter gosto


Chega a ter gosto 
a chuva 
vista dos cafés 
caindo sobre as estátuas 
e a nostalgia 
chega a ser morna 
com fumo e álcool 
na garganta 
Até os homens 
passarem junto aos vidros 
Reais Molhados 
Sem emoções instruídas 
Pensando em remédios 
e prestações 
grisalhos 
sem serem velhos 
e falando sós 
sem serem loucos 

António Reis, Poemas Quotidianos

domingo, novembro 27, 2016

Sensação de paz


Na sala, todos trabalham em silêncio. Através dos vidros simples das janelas corridas, ocultas por estores de lâminas, chega o som persistente da água que corre pelas caleiras. 
No exterior há um pátio, pequeno e quadrado, no centro do qual, a exceder o telhado, uma conífera, talvez um cedro, se exibe frondosa e digna na sua verticalidade. São agora mais intensos o verde e o perfume resinoso, depois da chuva, que continua a despenhar-se do céu, numa cadência regular, desde a tarde do dia anterior. 
O som da chuva não perturba o trabalho, parece, antes, ser música que embala e concentra. A temperatura do interior aprimora a sensação de paz.

terça-feira, setembro 27, 2016

Das memórias boas...


Resgato do baú um texto com alguns anos.

Assomo à varanda. Aqui é impossível não acreditarmos que a Terra é redonda. É difícil não nos sentirmos extasiados com tamanha beleza. O olhar, que, em dias claros, se perde pelos montes até ao planalto, embate agora numa cortina de água.

Num plano mais próximo, campos de verde novo alternam com terras recentemente lavradas.
Aproximo o olhar, que agora se fixa nos caminhos estreitos de terra batida, ladeados de muros de xisto que, como tentáculos, se estendem até às hortas, aos pomares, aos soutos, só depois aos olivais.
Sob a chuva miudinha, que se entranha no empedrado das ruas desertas (essas ruas que já foram de lama e de xisto e onde rolaram alegres carros feitos de tábuas e de rodas de charrua), nas árvores e nos telhados, e o fumo que se desprende das chaminés das poucas casas ainda habitadas, a aldeia é um ser melancólico e solitário, ofendido com a indiferença dos homens que se recolhem no calor das lareiras, no agasalho das casas. Também lhe viro as costas, quando um frio húmido me chega aos ossos. 
Sento-me no velho e pesado escano de madeira, em frente à lareira, onde pedaços de grossos troncos ardem. Memórias antigas teimam em roubar-me ao presente. O sabor inigualável da sopa de feijão vermelho que a tia cozinhava, à lareira, em panela de ferro. O aroma do café de mistura que se exalava do pote de barro preto. O tio que respondia em frases rimadas e que usava sempre colete, de cujo bolso pendia a corrente de um relógio. O rádio Westinghouse do tio que ele guardava tão religiosamente que só o víamos - e ouvíamos - quando coincidia a nossa visita com a hora do noticiário ou do terço. Os almanaques que, com o tempo, passámos a conhecer de cor. As conversas demoradas à lareira.
As histórias de tempos difíceis, de pobreza, de partilha e de bondade, apesar de tudo...

domingo, setembro 25, 2016

A noite deu em chuvosa


A chuva chegou quase sem aviso. Vesti um agasalho e sentei-me na varanda a ouvi-la e a vê-la cair. No ouvido tinha ainda "A Perfect Day", do Lou Reed, que um vizinho de bom gosto "oferecera" umas horas antes.

sábado, janeiro 23, 2016

Contra a chuva


Mais um "boneco" da mana

sábado, janeiro 09, 2016

Chuva





«hoy llueve mucho, mucho,
y pareciera que están lavando el mundo»

Juan Gelmán, "Lluvia"

domingo, fevereiro 01, 2015

Dias cinzentos


"Wringing the clouds", de Sarah-Jane Szikora

Como se não bastassem o frio e o cinzento carregado do céu, tudo me diz que vem por aí gripe...

sábado, novembro 15, 2014

Contrariar o mau humor


(Desconheço o autor da imagem.)

Contrariar o mau humor que caracteriza mais um dia: levantar cedo, sem despertador; pôr alguma ordem na casa; tomar um pequeno-almoço ligeiro, mas descansado; vestir uma peça de roupa nova; ousar uma maquilhagem discreta; entregar-se a uma conversa amena com as amigas, enquanto se saboreia um café aromático e quente; caminhar pelas ruas alguns minutos, debaixo de chuva; ouvir os sons; sentir os aromas; cumprimentar, com ligeiros acenos ou breves palavras, algumas pessoas que se cruzam connosco.

quinta-feira, novembro 13, 2014

Como se «pareciera que están lavando el mundo»


Concedo-me um momento. Um momento que, ainda que possa ter o testemunho de outras pessoas, é só meu. A chuva, que hoje insiste em povoar-nos as horas, não permite grandes aventuras, por isso, depois de umas compras breves, mas necessárias, sento-me na pastelaria do costume, a esta hora quase vazia. Peço um café e uma nata - é certo que não é dos "Pastelinhos", mas  não deixa de ser saborosa, o suficiente para satisfazer a urgência de mimo, mais do que de açúcar. Coisa pouca, é certo.
Não fosse a música que jorra da televisão e que excede em decibéis mais do que os meus ouvidos e a minha vontade de sossego consentem, estes minutos poderiam significar um modesto pedaço de paraíso.
Entretanto, levanto a cabeça do pequeno caderno de apontamentos em que escrevo, e vislumbro, já a fugir-me do alcance da vista, a amiga de muitos anos, a mais antiga, depois dos irmãos e de alguns primos. Apresso-me a telefonar-lhe e, em poucos minutos, ela surge, sorridente, na minha frente, para alguns minutos de conversa amena, a polvilhar de açúcar o fim da tarde. Quebro, assim, a rotina neste dia que acordou tempestuoso, a desfazer-se em chuva, como se «pareciera que están lavando el mundo» (Juan Gelmán).

quarta-feira, outubro 15, 2014

Chuva


Imagem captada por Thomas Hoepker, em Trás-os-Montes, em 1964

sexta-feira, junho 06, 2014

Chuva


Longe do mar, mas com chuva...

Imagem de Soizick Meister

terça-feira, outubro 01, 2013

Memórias da chuva... em modo "repeat"


Gosto de sol, pela luz, pelo calor (desde que não seja excessivo). Experimento uma espécie de aconchego quando o sol entra, morno, pelas frinchas das persianas e se desenha em jogos de luz e sombra nas paredes. Fascinam-me ainda os raios de luz reflectidos, a lembrar pirilampos, na água, como, apesar de repetidos, o nascer e o pôr do sol são ainda êxtase.
Já a minha relação com a chuva é mais contraditória. Aprecio-a pelo que tem de benéfico, pela cor que empresta às paisagens, ou quando me embala e convoca o meu sono. Porém, quando se demora, acaba por me aborrecer e deprimir.
É, talvez por tudo isto, um pouco estranho que algumas lembranças felizes tenham como cenário dias de chuva e lugares onde ela é frequente. Ocorrem-me as paisagens e os caminhos de S. Miguel, onde o verde é mais vivo e o cheiro de terra molhada e de algumas plantas se tornam inesquecíveis depois da chuva; um fim de tarde em Serralves, em que, debaixo de uma chuva impiedosa, fizemos o trilho de areia vermelha que nos conduziu a uma palestra de Eduardo Lourenço; a imagem de grossas gotas de chuva em investida contra a janela, num despertar em Amesterdão; um início de noite, num minúsculo jardim de uma casa vitoriana, em Londres; uma chuva torrencial em Santiago.
Tudo me chega de tempos e espaços longínquos, como cenas de um sonho, e tudo, ao mesmo tempo, tão meu, ainda que em fragmentos que ameaçam fugir-me.

06 de Maio de 2012

terça-feira, abril 23, 2013

Não venho falar-te das tormentas


Não venho falar-te das tormentas,
Nem das horas em que, esquecidos de nós,
Nos entregámos nos braços sempre ávidos 
Da angústia.

Não quero lembrar-te
Como, em noite de pesadelo,
O silêncio se abateu 
sobre as nossas certezas
Como condenação
sem direito a fiança.

Venho, antes, dizer-te que afastei as negras aves
Que outrora ousaram roubar-nos a paz,
Que me esforcei por limpar de ervas daninhas
os canteiros onde quis que florescêssemos.

Quero, antes, devolver-te a brisa que nos
Trouxe à comunhão,
A luz que guia os nossos passos
Num caminho feito de partilha.

Ouso, antes, lembrar-te
Que depois de uma tarde de chuva
Fica sempre o odor a musgo e a terra molhada
E que a própria chuva
Não é nota destoante 
numa qualquer etérea melodia.

Mais um dos meus devaneios, pretensamente poéticos, que é de Janeiro ou Fevereiro de 2011 e que acabei de reencontrar...

sábado, fevereiro 02, 2013

Chuva


Ontem, a partir do meio da tarde, a chuva caiu copiosamente, como no domingo passado, quando tirei esta foto. Ouvi-a cair durante horas, de encontro aos telhados e ao metal das caleiras e do gradeamento da varanda.
Há dias em que a chuva me deprime. Ontem, apaziguou-me. Só faltou uma chama de lareira.