terça-feira, maio 21, 2019

Pé ante pé

Regresso, pé ante pé, um mês e alguns dias depois de ter passado a linha do meio século. Deste lado, nada de novo, só a rotina a devorar-me as horas, o ânimo e um resto de imaginação.

Do baú, resgato um tosco devaneio, que suponho ser de 2014:

Não sei de que água é feito esse mar
que atravessa os meus sentidos
E que não sabe a sal.
Não sei em que distância me perdi,
Por que sendas e escarpas
Deixei que o corpo se embrenhasse
E perdesse a noção das horas.
É este o meu ofício: nada saber.

quinta-feira, março 28, 2019

Beber horas roubadas

Chama-se amor a isto:
beber horas roubadas,
no receio constante
de que alguém as descubra
(assim se tem cadastro!);
morder com pressa
a polpa dos minutos,
sem lhes sorver o sumo,
sem lhes tirar a casca
(assim se apanham úlceras!);
ter este modo brusco
de engolir os segundos,
como se fossem cápsulas
de qualquer barbitúrico
(assim se morre às vezes!)
O culpado: este cão
que trazemos bem preso,
todo agarrado ao pulso,
e a que chamamos Tempo.
(sempre a ganir de susto.)

David Mourão-Ferreira

segunda-feira, março 25, 2019

sábado, março 23, 2019

Não te analises

Não te analises.
Não procures no perfume das flores
a tempestades das raízes.
Nem queiras
desatar o fumo
do carvão das fogueiras.
Ama
com ossos de cinza
e cabelos de chama.
E deixa-te viver
Em rio a correr…

J. Gomes Ferreira, Poeta Militante

Ernest


Caricatura de Ernest Hemingway (numa alusão à obra O Velho e o Mar), da autoria de Dalcio Machado, para o PortoCartoon 2015

Em exposição no Museu Nacional da Imprensa, no Porto

terça-feira, março 19, 2019

domingo, março 10, 2019

Tradições, família, amigos, o planalto e o rio




Caminhada com passagem por uma aldeia abandonada. Na última imagem, as ruínas de um moinho.



Passagem por Podence, terras dos enigmáticos e carismáticos caretos.





Portas de Picote e o Douro visto do miradouro Fraga do Puio



 Miranda do Douro


Mogadouro - a árvore em frente ao que resta do castelo