quinta-feira, novembro 08, 2018

quarta-feira, novembro 07, 2018

segunda-feira, novembro 05, 2018

Dia Mundial do Cinema

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Cinema. Todos temos um filme favorito. Qual é o seu?

domingo, novembro 04, 2018

quarta-feira, outubro 24, 2018

De volta aos piercings e aos bordados

Li, "de raspão", que a Fernanda Câncio ridicularizou, nas redes sociais, a Dina Aguiar pelo facto de esta ter o hábito de se despedir diariamente dos espectadores com um "Até amanhã, se Deus quiser". Não sei se a Dina Aguiar é crente (suponho que o seja) e se a expressão decorre dessa crença ou se é um automatismo de alguém que, tendo, como eu, uma origem rural e de província, interiorizou essas e outras expressões. Eu não uso a expressão e é muito raramente que vejo o programa, mas, nas poucas vezes que o vi, não reparei nesse hábito da apresentadora, talvez porque tal não me provoque urticária. 
Podemos sempre advogar que o canal é público e laico, mas talvez não tenhamos o direito de impedir que a apresentadora "denuncie" publicamente a sua crença.
Quanto às palavras e à atitude da Fernanda Câncio entendo-as como um sinal de pouca tolerância e da arrogância de alguém pensa que só somos cultos se formos urbanos e citadinos e que Portugal se restringe à capital.
Este episódio, com contornos de fait-divers, lembra-me um texto que escrevi há tempos e leva-me, de novo, ao conceito de "tolerância". Talvez eu própria esteja a ser pouco tolerante com uma das partes...

segunda-feira, outubro 22, 2018

Elegia pura


Aqui não acontece nada,
salvo o tempo,
irrepetível
música que ressoa,
extinta já,
num coração oco, abandonado,
que alguém toma um momento,
escuta
e arremessa.

Ángel González

domingo, outubro 14, 2018

Para os pinta-amores


Republico esta porta com gateira em forma de coração para os "pinta-amores" da luisa. Foi fotografada, há mais de sete anos, em Valpereiro, uma aldeia do concelho de Alfândega da Fé.

Tempestade


Um "boneco" da mana

Assim também por cá esteve a noite anterior...

Tragam-me




(Duy Huynh)

Tragam-me um homem que me levante 
com os olhos 
que em mim deposite o fim da tragédia 
com a graça de um balão acabado de encher 
tragam-me um homem que venha em baldes, 
solto e líquido para se misturar em mim 
com a fé nupcial de rapaz prometido a despir-se 
leve, leve, um principiante de pássaro 
tragam-me um homem que me ame em círculos 
que me ame em medos, que me ame em risos 
que me ame em autocarros de roda no precipício 
e me devolva as olheiras em gratidão de 
estarmos vivos 
um homem homem, um homem criança 
um homem mulher 
um homem florido de noites nos cabelos 
um homem aquático em lume e inteiro 
um homem casa, um homem inverno 
um homem com boca de crepúsculo inclinado 
de coração prefácio à espera de ser escrito 
tragam-me um homem que me queira em mim 
que eu erga em hemisférios e espalhe e cante 
um homem mundo onde me possa perder 
e que dedo a dedo me tire as farpas dos olhos 
atirando-me à ilusão de sermos duas 
novíssimas nuvens em pé. 

Cláudia R. SampaioVer no Escuro


Poema surripiado do mural do Facebook de uma amiga.

domingo, outubro 07, 2018

Não sei adivinhar as tempestades

1.
Não sei adivinhar as tempestades.
No fim de uma estação as borboletas morrem
e o vento quebra nas varandas altas.
É por trás dos vidros que então nos defendemos
de todas as surpresas: morremos de antemão.
E sob trovoada
assombra-nos o voo dos pássaros à chuva.

Carlos Poças Falcão, Arte Nenhuma