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quinta-feira, fevereiro 25, 2016

Na falta de marcadores


Isabel, imagino que não tenhas problemas em marcar livros. Deixo-te, ainda assim, algumas ideias.  :D

segunda-feira, julho 14, 2014

Ainda não sei


(Imagem do filme "Antes do amanhecer")

Ainda não sei dar um nome àquilo que me prende a ti. Poderia tentar dar-lhe vários nomes, mas todos, certamente, me pareceriam imperfeitos, insuficientes... patéticos, até. Há realidades e sentimentos que nascem antes de os nomearmos. Alguns não chegamos sequer a nomeá-los, porque não se assemelham a nada que conheçamos ou que tenhamos experimentado.
Pergunto-me se aquilo que sinto - tenha o nome que tiver - é verdadeiro. Claro que sim. Na medida em que existe, é verdadeiro. 
Se coincide com o que tu possas sentir? Não faço ideia. Dificilmente. Há tantas variantes a determinar o que um e outro possa sentir. Há tantas diferenças nas nossas semelhanças!
Não te sonho, pois sonhar-te significa pensar-te no futuro. (O futuro pode ser, para aqueles que gostam de liberdade, um lugar que sufoca, que aprisiona. Não quero, de forma alguma, que te sintas preso.) Prefiro pensar-te no presente. Conforta-me saber que existes. Saber que posso ver-te ou ouvir-te.
Se vai valer a pena? Já vale a pena. Há-de sempre ter valido a pena. A tua existência a oxigenar os meus dias há-de, certamente, ter valido a pena.

sexta-feira, maio 10, 2013

As cadeiras

(Robert Doisneau)

À aula de
quarta-feira assistiram 13 alunos e
27 cadeiras. Em resumo: a sala cheia.
Quando a
lição terminou os 13 alunos partiram e
acto contínuo contei 20 casais de cadeiras.
Às aulas que tenho dado nunca faltam
as cadeiras
ficam a ouvir-me caladas
(as costas muito direitas).
É bom de ver que as cadeiras entendem
tudo à primeira
parecem bem mais maduras (mais
pés
assentes na terra).

José Luís Barreto Guimarães

domingo, abril 07, 2013

Há 120 anos


Almada Negreiros, "A sesta" (1939)

nasceu, em São Tomé e Príncipe, José Sobral de Almada Negreiros, que integrou, com Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e outros, o grupo modernista do Orpheu.

domingo, janeiro 13, 2013

sábado, janeiro 12, 2013

terça-feira, novembro 13, 2012

T-o-M


Thomas Hoepker, Casamento em Trás-os-Montes, 1964

quarta-feira, novembro 07, 2012

O lado B



(Imagem de Soizick Meister)


Apesar das cores inigualáveis, dos frutos que oferece, do intimismo que se associa a esta estação, há um lado obscuro no outono, um lado B que preferia saber viver de outra forma. 
A diminuição da intensidade e das horas de luz, os dias húmidos e cinzentos, o frio que chega sem aviso deprimem-me, entram-me no corpo, tomam-me os ossos e a alma que, como o céu, por vezes, se pinta de um cinzento opaco e por ele se deixa oprimir, como se não houvesse outra saída, uma possibilidade de luz.
É certo que vou encontrando subterfúgios para que a tristeza e o vazio não vençam e, assim, passo a passo, me vou adaptando ao convívio com estes dias tristonhos, mas, nesse entretanto, as minhas maiores vontades são dormir e fugir para onde haja sol.

quarta-feira, outubro 10, 2012

:))


Bansky, "Zebra"

terça-feira, junho 05, 2012

Acenando à primavera

Imagem de Soizick Meister

quarta-feira, maio 09, 2012

As pessoas normais


"As meninas" de Velasquez

“Que ridícula soava a ideia de uma triste anã querer amar se o amor era um sentimento raro já para as pessoas normais. Para as pessoas. (...)     
Calada, a anã nunca confessaria às vizinhas que as achava um pouco invejosas. Generosas nas couves e nas batatas, mas invejosas na expectativa das alegrias. Qualquer coisa boa que tivesse para contar fazia nascer um sorriso amarelo na cara das outras. Como se as outras ali fossem carpir a vida e não estivessem nada interessadas em que afinal pudesse ser melhor, ao menos às vezes, para uma anã. (...) E assim continuavam a conversa como se a anã tivesse à viva força de ser coitadinha, como a viam e como a queriam ver, como se a anã fosse digna apenas enquanto permanecesse cabisbaixa e gemendo, subserviente perante a generosidade social, sem amor, apenas piedade.”

Valter Hugo Mãe, O filho de mil homens


Assim somos e pensamos muitas vezes: os outros são "anões" a quem não concedemos o direito de serem felizes ou de serem bons em alguma coisa, menos ainda se suspeitarmos que são mais felizes ou melhores do que nós.
Este é um livro sobre a inveja, a mesquinhez, o preconceito, os rótulos e os estereótipos, mas também sobre o amor.

sábado, fevereiro 25, 2012

segunda-feira, setembro 05, 2011

Menos azul...


(Liniers - imagem da net)

quinta-feira, outubro 22, 2009

Aqui, como em Berlim,

(Imagem de um postal que me ofereceram)

terça-feira, outubro 20, 2009

drawing

Milton Glaser: Draws & Lectures (C. Coy)

Como não tenho o mínimo jeito para desenhar, só posso admirar (e invejar!) quem consegue fazê-lo.

segunda-feira, setembro 28, 2009

sexta-feira, maio 22, 2009

dolce far niente

(Imagem oferecida por uma amiga)

Há janelas que nos convidam a usufruir do sol morno num dia de Inverno. Esta, que a imagem que uma amiga me enviou representa, lembra-me a hora da sesta nas tardes de Verão no campo, em que a canícula nos obriga a recolhermo-nos na sombra para, no interior das casas, nos deixarmos embalar pelos sons que, do exterior, nos chegam abafados pelo calor. Faz-me desejar as férias, não as das viagens, mas os dias de dolce far niente.

Bom fim-de-semana para todos!

quinta-feira, abril 30, 2009

Ena... tantas!
Não sei se é obra da Joana Vasconcelos, mas tem pinta disso...
(Imagens recebidas por email)

quinta-feira, abril 09, 2009

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta

Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta, Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter, Pergunto a mim próprio devagar Porque sequer atribuo eu Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza? Tem beleza acaso um fruto? Não: têm cor e forma E existência apenas. A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão. Não significa nada. Então porque digo eu das coisas: são belas? Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver, Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens Perante as coisas, Perante as coisas que simplesmente existem. Que difícil ser próprio e não ser senão o visível! (Alberto Caeiro)
Com votos de Páscoa Feliz para todos!