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segunda-feira, setembro 10, 2018

Ler

Leituras deste Verão 

Desde Junho até ao presente:







Em processo de leitura (tenho este hábito "promíscuo" de ler vários livros ao mesmo tempo):



terça-feira, janeiro 09, 2018

Como no?


Num restaurante em Barcelona

segunda-feira, setembro 25, 2017

As feras

...  da minha mãe. Dois de 11 ou 12...

segunda-feira, julho 03, 2017

Não devia


Mogadouro, Agosto de 2017

Quem tem assim o verão
dentro de casa
não devia queixar-se de estar só,
não devia.
Eugénio de Andrade (excerto de poema)

sábado, setembro 24, 2016

Do baú

... para assinalar a despedida do Verão.


(Imagem de Duy Huynh)


Despede-se o Verão
com os seus dias de ócio e de calor.

Despede-se da cepa que lhe deu vida
e acolheu o cacho farto de uva.

Despedem-se de ti o meu olhar,
as minhas mãos, todo o meu corpo
e, com pontual solidariedade, a alma.

Recolho as mãos, dispensadas do ofício
da ternura.
Cubro, de novo, o coração
para os dias frios que o esperam.

Instituo, por decreto íntimo,
Setembro como o mês das despedidas.

deep, 23 de Setembro de 2015

terça-feira, agosto 11, 2015

quinta-feira, julho 29, 2010

Com este calor insuportável...



... o que apetece mesmo é um mergulho - que há-de ficar para outro dia. :(

segunda-feira, junho 21, 2010

Janis Joplin- Summertime



Está oficialmente aberta a "silly season"...

sábado, junho 21, 2008

parece que já é Verão

(Uma austrolestes annulosus ou libélula de cauda anelada azul)

Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...

Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?

Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...

Pessoa-Alberto Caeiro

sábado, março 01, 2008

Há muitos, muitos anos

houve pelo menos um Verão em que esta música se ouvia repetidamente nas rádios generalistas. Nesse tempo, era tudo ainda a feijões. Não tínhamos preocupações, embora, por vezes, nos lamentássemos da sorte e nos sentíssemos as pessoas mais infelizes do mundo. Podíamos passar horas e horas a semear palavras como quem come cerejas, noite dentro, sem que o corpo se ressentisse, sem que a PDI viesse importunar-nos como hoje. A verdade é que, nas férias - que eram loooongaaas -, compensávamos o deitar tarde levantando-nos ao meio-dia, na melhor das hipóteses.
Esta música lembra-me um Verão em Lisboa e as ininterruptas conversas, até de madrugada, com uma das minhas primas do coração. Não sei onde íamos vasculhar tanto para dizer, mas o que é certo é que não conseguíamos estar juntas sem conversar sobre os mais variados temas. Sobretudo, interpretávamos atitudes, dissecávamos sentimentos, trocávamos leituras. A distância física e temporal abrandava as palavras, mas não as calava, porque, depois de Agosto ou Setembro, e durante um ano, convocávamos a cumplicidade da escrita, em cartas, quase semanais, de 7 ou 8 páginas. Com o tempo, trocámos as cartas por emails e telefonemas. Já não passamos férias juntas, o ano que ficávamos sem nos ver tornou-se plural, contudo a amizade ganhou outras tonalidades, mais definidas e permanentes. Eu gosto desta música - talvez pelas recordações que me traz -, ela não... mas esta e outras divergências provam que não é preciso ouvir a mesma canção - ao contrário do que diz o Rui Veloso - para se gostar de alguém.