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sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Adolescência




Até aos doze anos, fui gordinha, embora nunca tivesse sido verdadeiramente comilona, como hoje também não sou e, para mal da minha bolsa, continuo com peso a mais. Um dia, depois de muito invejar as amigas magras e de sofrer com os "ataques" de um colega de turma, em particular, que me perseguia no caminho para casa, com palavras menos simpáticas sobre o meu aspecto, determinei passar fome. Ainda hoje recordo a sensação de estômago vazio e da capacidade de aguentar essa sensação. Em pouco tempo, deixei de conseguir comer. Uma batata,por pequena que fosse parecia ocupar todo o estômago. Em poucos meses, emagreci a olhos vistos. Na história não entraram psicólogos, nutricionistas, nem pedopsiquiatras, só médicos de clínica geral, que prescreveram vitaminas, como recordo. Algum tempo depois, sem saber como nem porquê, recuperei o apetite e o peso suficiente para parecer (e ser) uma adolescente saudável.
Ontem, ocorreram-me este episódio do início da minha adolescência e esta foto, quando a minha sobrinha mais velha, que tem a idade que eu tinha quando a foto foi tirada, ou seja, treze anos, se lamentava por ser magra demais. 


quarta-feira, setembro 18, 2013

Save a prayer



Esta música, que ouvi em doses "industriais" na adolescência, lembra-me, como "Wish you were here" dos Pink Floyd, entre muitas outras, alguém que teve uma grande importância na minha vida. Partiu há pouco mais de dois anos e eu continuo a pensar nela e a sentir saudades todos os dias. É uma das primeiras pessoas em quem penso sempre que tenho alguma coisa para partilhar, seja boa ou má.

terça-feira, junho 10, 2008

pois é...

Já nada é como era antes. Como naquele tempo em que jogávamos a feijões. Aquele tempo em que tínhamos tempo para tudo... até para estudar! Aquele tempo, menino (onde andas tu?), em que, a caminho do Rivoli, cantávamos

(Mas tu não ficaste nem meia-hora/ Não fizeste um esforço para gostar/ E foste embora...) Hoje já não cantamos Rui Veloso - eu pelo menos não canto ou canto poucas vezes, e tu? - e até o Rivoli já não é o mesmo...

quarta-feira, novembro 16, 2005

memórias

O bebé que se vê na imagem sou eu, deitada no berço que deve ter sido de quase todos os primos (e olhem que somos muitos!). Na falta de uma alcofa ou "casca de ovo" (esta última não se vislumbrava no horizonte e a primeira devia ser raríssima), pegaram no berço e, sem cerimónia, puseram-no na rua... Garanto-vos que não fui menos feliz ou menos saudável por isso!...