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sexta-feira, junho 12, 2020

quinta-feira, abril 23, 2020

Dia Mundial do Livro


Quando era adolescente e vivia numa pequena vila de província que não oferecia aos mais novos alternativas de diversão, o refúgio era, para alguns de nós, a leitura. Felizmente, havia, mesmo no centro da localidade, num dos edifícios mais bonitos, uma biblioteca de que me fiz amiga pelos oito anos. Entrar nela era como entrar num santuário, pois naquele espaço tudo era austeridade e fascínio - os livros metodicamente arrumados, as janelas altíssimas com pesadas portadas de madeira, o chão, também de madeira, de onde se desprendia sempre um forte cheiro a cera e o rosto sisudo do responsável que garantia o silêncio e a ordem. Veio-me provavelmente daí e do contacto com alguns professores que, felizmente, se cruzaram no meu caminho o gosto que continuo a alimentar pelos livros e pelas histórias. Acrescentaram-no, ainda na infância, a leitura do Girassol, uma publicação juvenil, que incluía passatempos, biografias em banda desenhada, receitas de culinária simples e excertos de livros - um excerto de O Cavaleiro da Dinamarca, da Sophia de Mello Breyner, abriu-me o apetite para a leitura integral da obra. Lembro-me que, nos tempos de faculdade, uma parte da magra bolsa de estudo ficava implicitamente destinado à compra de um livro. Nesse tempo, a leitura era tema de conversa habitual, como a troca e a oferta de livros. Durante o período em que decorria a Feira do Livro, primeiro na Rotunda da Boavista, depois no Pavilhão Rosa Mota, perdia a conta às horas que passava à procura de títulos interessantes, preferencialmente baratos. Vem desse tempo a leitura de Herman Hesse, de Gorki, de Kafka e de Yourcenar. Foi numa feira de 1991 que adquiri uma das obras que mais me custou perder e que não voltei a encontrar - Antologia Breve do Eugénio de Andrade. Hoje, cada vez que entro numa livraria, fico sobejamente desiludida. Já não se encontram livros que valha a pena oferecer. Nos escaparates e nas prateleiras, abunda a literatura que eu apelido de "fast-food" - rápida de confeccionar, de mastigar e digerir, que engorda, mas não alimenta. As pessoas fazem gala de dizer que leram este ou aquele título, que lêem cada vez mais... Falta critério, parece-me...

Texto resgatado do baú.

terça-feira, novembro 12, 2019

Que deste Outono

Que deste outono,
Que se verte pelo chão
Em oiro e sangue,
Saiba colher o doce fruto
E agradecer o amor da terra
Que a meus pés se prostra.

Que nestes dias de sol morno
E luz macia
Não perca o trilho

Que há-de levar-me ao sul,
Ao mais íntimo de mim.

Que saiba perdoar o vento
Que, de mansinho, me despenteia
Os sonhos...

Deep, Setembro de 2012






sábado, agosto 17, 2019

Viagens na minha terra


Mogadouro



Freixo de Espada-à.Cinta



O Douro, visto do Penedo Durão (Freixo)


Museu do Douro (Régua)


Vinhas do Douro


O Pinhão, visto do comboio (viagem de regresso ao Pocinho)




Estação do Pinhão


Estação do Tua



Rio Tua




Praia fluvial da Congida (Freixo)


Bragança em festa

quinta-feira, julho 11, 2019

domingo, março 10, 2019

Tradições, família, amigos, o planalto e o rio




Caminhada com passagem por uma aldeia abandonada. Na última imagem, as ruínas de um moinho.



Passagem por Podence, terras dos enigmáticos e carismáticos caretos.





Portas de Picote e o Douro visto do miradouro Fraga do Puio



 Miranda do Douro


Mogadouro - a árvore em frente ao que resta do castelo



quinta-feira, janeiro 03, 2019

domingo, dezembro 30, 2018