segunda-feira, março 02, 2026

Ausência


São nossos desde que nascemos, por isso, acreditamos, de uma crença irracional, que são eternos. Mesmo volvido um ano, continuamos a não acreditar, ou a preferir não acreditar, que já não estão connosco, que já não podemos ouvir-lhes a voz, confrontar-nos com as suas teimosias ou abrigarmo-nos na sua preocupação ou nos seus conselhos.

A ausência está na porta da casa que se fecha e onde temos renitência em voltar, no telefonema que falta e que confirmava preocupação e afeto e em tantas outras coisas.

A presença está nas memórias, nas aprendizagens e nos gestos que, consciente ou inconscientemente, imito, nos sons, nos aromas, em incontáveis registos, que os mais de 50 anos de convívio me proporcionaram.

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