Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens

domingo, março 10, 2019

Tradições, família, amigos, o planalto e o rio




Caminhada com passagem por uma aldeia abandonada. Na última imagem, as ruínas de um moinho.



Passagem por Podence, terras dos enigmáticos e carismáticos caretos.





Portas de Picote e o Douro visto do miradouro Fraga do Puio



 Miranda do Douro


Mogadouro - a árvore em frente ao que resta do castelo



domingo, junho 10, 2018

Redes sociais

Chego da aldeia, quando a noite começa a assomar. Chego com as baterias carregadas. De paisagem, de carinho e de pequenas ofertas. No estômago, a coalhada que comi em casa de uma das tias e a fatia de bolo que outra tia acabara de tirar do forno; em sacos, "amostras" das suculentas da mãe, as cerejas e as alfaces da horta do pai.
Uma tia fez a coalhada com o leite que o genro lhe ofereceu; a outra tia confecionou o bolo a partir de uma receita que há dias eu própria registei, de cabeça, numa folha de papel; as suculentas que a mãe me deu cresceram de rebentos que, há meses, uma senhora amiga prontamente lhe deu e, logo que os filhotes cresçam em minha casa e deles próprios nasçam filhotes hei-de oferecê-los a uma das minhas amigas, fã e coleccionadora de suculentas. Antes de entrar em casa, reparti as alfaces e as cerejas, com o meu irmão e uma amiga de longa data, a mais antiga, por sinal.
Assim, funcionam as redes sociais, sem símbolos, nem cores. Redes de afectos e da partilha que nasce dos afectos e da generosidade.

domingo, novembro 20, 2016

Das manifestações de ternura

Ontem, quando, no início da manhã, cheguei a casa dos meus pais para um dia de apanha de castanhas, a minha mãe mostrou-me o presente que a minha irmã enviou ao meu pai, que faz hoje 77 anos. No pacote, chegou também um desenho da sua autoria, acompanhado de algumas palavras sentidas, dispostas em verso.
O meu pai leu as palavras e ficou em silêncio. Eu e a minha mãe lêmo-las de seguida, com a autorização dele. A minha mãe, talvez incomodada com o silêncio do meu pai, perguntou-lhe se, de facto, as tinha lido. Eu fiquei tão emocionada que não consegui evitar que os olhos ficassem marejados de lágrimas. 
Fiquei, sobretudo, emocionada com a coragem da minha irmã, com o carinho que demonstra e com uma "frontalidade" na expressão de sentimentos que nunca acontece entre nós. Há, na nossa família, várias formas de mostrar ternura, de mostrar que se gosta, mas evitam-se as palavras "lamechas", carregadas de sentimento, assim como os abraços. Essa frontalidade têmo-la todos apenas com as duas mais novas. 

domingo, fevereiro 09, 2014

Dançar


Há quem mostre o seu talento a dançar e há quem o mostre, como a minha mana, a desenhar quem dança.
Eu, como não tenho talento para nenhuma das artes, surripio desenhos que trago para este espaço.

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

Poema do coração


(Desenho da autoria da minha irmã)

Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e também a Bondade,
e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração.
Então poderia dizer-vos:
"Meus amados irmãos,
falo-vos do coração",
ou então:
"com o coração nas mãos".

Mas o meu coração é como o dos compêndios.
Tem duas válvulas (a tricúspida e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O sangue ao circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis dos movimentos.

Por vezes acontece
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados,
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
a luz dos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.

Então, meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?


António Gedeão, Poesias Completas

quarta-feira, novembro 13, 2013

Do amor

Olho para os meus pais, que já festejaram os 46 anos de casamento, e quero acreditar que é possível ser protagonista de um amor longo, no tempo e na intensidade. Percebo-o no tom de brincadeira que usam quando, por vezes, falam entre eles, no medo que perpassa nos olhos de cada um quando o outro fica doente ou até na irritação condescendente face aos defeitos de cada um.

segunda-feira, novembro 04, 2013

Em suma...


Esta é uma pequena amostra de um fim-de-semana, que teve momentos de feliz convivência com familiares, de tristeza partilhada, à vez, com amigos e com familiares, e também de algum trabalho, pois nunca escapo à apanha da castanha. Estas que a imagem representa são uma ínfima parte do número de castanhas que, no sábado, me passou pelas mãos.

domingo, outubro 17, 2010

Instantes de felicidade...

... de uma tarde em família. Impagáveis e irrepetíveis. 

terça-feira, outubro 02, 2007

o que nos vem à memória

Ocorrem-me, não sei por que artes, nem por que manhas, histórias de família, que não tendo sido de fácil gestão pelos protagonistas e de "digestão" porventura mais difícil por quem as viveu de perto, sempre acirraram a curiosidade sobretudo dos mais novos. A primeira foi protagonizada por um casal de tios, que faleceram já em idade avançada. Conta repetidamente a minha mãe que esses tios, após o casamento, continuaram, por pudor, a viver nas respectivas casas paternas e que, quando o tio, em público, se aproximava para roubar um beijo à esposa, esta afastava-o, dizendo: "Chega-te pra lá, que podem ver-nos." Deduzo, do convívio com eles, que casaram por amor e talvez por amor, ou porque assim acontecia na época, tiveram dez filhos, de que só sobreviveram três raparigas. Por amor ou por razões que me escapam, casaram os meus avós maternos. Ela tinha 28 anos - já uma solteirona, à época -, ele 50. Antes disso, o meu avô, cujos olhos azuis e cabelo aloirado lhe davam um ténue ar de Paul Newman, estivera emigrado nos Estados Unidos, de onde trouxe algum dinheiro, que investiu em terras. Diz-se, inclusive, que, lá, foi pai de uma menina, que nunca deu notícias, mas de quem se conhece - a ser verdade - uma fotografia. Apesar da diferença de idades, criaram e viram casar seis filhos e nascer a maior parte dos dezanove netos. Parece-me sobretudo curiosa a história de uns tios que, tendo casado no início dos anos 60, se separaram alguns meses depois, sem ninguém ter conseguido apurar as verdadeiras razões, só as convenientes. Conheci-os, em momentos diferentes, num mesmo Verão da minha adolescência. Ela, que deixara, oficialmente, de fazer parte da família, comportava-se como se fosse - continuava a enviar cartões e lembranças pelo Natal e a tratar o meu avô por "pai" - , e nós, mesmo aqueles que nascemos depois da separação, tratávamo-la por "tia". O que é certo é que, aproximadamente 30 anos após a separação, voltaram a casar, tendo convidado para testemunhas os padrinhos do primeiro casamento, já velhinhos.

quinta-feira, maio 17, 2007

Há dias...


e idades, em que não há argumentos que os demovam...

Arrumou a minha varanda... disse ela... e ficou gira... acrescentou.

domingo, maio 06, 2007

para todas as mães


para a minha especialmente...

(...)
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, março 01, 2007

Parabéns a você...


(Imagem "roubada" à própria aniversariante)

Muitos Parabéns e votos de um dia Muito Feliz para uma menina que festejaria hoje o aniversário... se fosse 29 de Fevereiro!!!


quinta-feira, novembro 30, 2006

Quando a simplicidade é uma virtude

Todos, em maior ou menor grau, conscientes ou não, tendemos à autopromoção. Fazêmo-lo, porque acreditamos ser a forma de os outros nos aceitarem, porque queremos dar-nos a conhecer. Outras vezes é uma maneira de quebrarmos silêncios que nos são penosos. Há, no entanto, aquelas pessoas que, ao mínimo pretexto, usam a autopromoção para diminuir os outros, tentando provar que são superiores. Acontece que o enunciar ostensivo das qualidades, das vitórias ou dos pertences, ao contrário do que parece, esconde um complexo de inferioridade que a pessoa prefere ignorar por lhe ser demasiado doloroso, tornando-se, assim, mais fácil, comprazer-se na dor do outro.
Por norma, essas pessoas têm uma certa - para não dizer "muita" - dificuldade em aceitar a diferença, em reconhecer que nem todos tivemos as mesmas vivências e oportunidades. Estas, assim como os lugares onde vivemos podem tornar-nos diferentes de outras pessoas, mas não necessariamente mais pobres.
Seremos mais sábios se soubermos integrar o que aqueles que nos parecem culturalmente inferiores têm para nos oferecer humanamente. Para nos deixarmos surpreender, precisamos de tempo e paciência. Há pessoas que, nunca tendo praticamente saído do lugar onde nasceram, têm mais para ensinar do que outras que correram mundo. São pessoas que se revelaram corajosas, ainda que nunca tivessem enfrentado leões ou escalado montanhas. Conhecem a alma humana, conservando, apesar disso, a inocência primeira no coração e no olhar.
No Verão passado, despedi-me de uma dessas pessoas. Não frequentou a escola para além da antiga terceira classe. Exceptuando escassas visitas a Lisboa, não saiu de um raio de 60 / 80 quilómetros. As suas leituras estavam restritas à Bíblia e às vidas dos santos. Era frontal como conheço poucos, mas justa. Trabalhou o campo até bem perto dos 90 anos, não se esquivando a qualquer tipo de tarefa, até aos trabalhos reservados por tradição aos homens. Era meiga nas repreensões e espontânea nos elogios.
Contava que, em jovem, atravessou repetidamente a serra, exposta à noite e aos rigores do Inverno transmontano para ir, sozinha, à vila mais próxima vender os produtos do seu esforço.
Assumia como ofensa que alguém que entrasse em sua casa não aceitasse comer ou beber o que oferecia com simplicidade. Não tendo sido mãe nem avó, desempenhou esses papéis na perfeição. Apesar do convívio estreito, penalizo-me por não ser capaz de lhe seguir o exemplo na serenidade e no sentido de justiça.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Para amenizar...

... deixo-vos com um desenho "furtado" à Ana. Boa noite!

sábado, novembro 26, 2005

a propósito da saudade

O meu blog mudou, mais uma vez (!!!) de imagem, mas nem por isso deixou de ter problemas!Continuo a não conseguir detectar-lhes a origem... Com tempo e paciência (que hão-de faltar-me sobejamente nas semanas que se avizinham), chego lá! Mas, neste momento, não é questão que me tire o sono. A propósito: já vão sendo horas de ir dormir, porque o dia foi longo e cansativo. Porém, antes de partir, vou só ao meu ficheiro buscar umas imagens que uma "menina" por aqui deixou. As imagens surgem, sobretudo, a propósito da saudade que sinto da sua autora, que se encontra algures no meio do Oceano Atlântico...

domingo, novembro 20, 2005

parabéns!

Na postagem anterior não disse algo muito importante: hoje o meu pai faz anos. Uma das prendas que lhe dei foi umas das fotografias que coloquei na postagem anterior, em que se vêem alguns dos seus castanheiros. Penso que ele gostou!