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segunda-feira, outubro 24, 2016

sábado, dezembro 12, 2015

Pequenos prazeres


Fotografia, a serra, o sol, a companhia da mana...

Hoje, só a fotografia está ao meu alcance.

Bom Sábado para quem passa.

quarta-feira, novembro 11, 2015

A propósito do dia



Fez-se à estrada, quando o dia bocejava ainda, na esperança de esvaziar a alma e o coração de sentimentos gastos, de dar ao quotidiano outros rostos e outras vozes.
Deixou para trás um mundo de coisas “urgentes” que decidiu adiar. «Por vezes, é preciso parar.»- pensou - «Cansar o corpo, para percebermos que ainda temos alma.»
Em silêncio, entregou-se ao trabalho. Sabia que, por falta de hábito, os músculos começariam a dar sinal. Ignorá-los-ia – decidiu.
Minuto após minuto, hora após hora, apenas o som dos frutos a cair uns sobre os outros, o rumorejar das folhas, o grasnar de um corvo se atreviam a cortar o silêncio, luminoso como o dia.
E, à medida que o tempo se escoava, apercebeu-se, com contido júbilo, que o pensamento se esvaziara, que a alma se tornara mais leve, embora não tanto que não desse por ela.
Instintivamente, moveu a cabeça na direcção da Serra. Ali estava ela, como sempre, desde que se lembrava: generosa, maternal e cúmplice. Fechou os olhos por instantes e deixou que um morno e terno abraço a inundasse de energia. Como um beijo doce, uma leve brisa varreu-lhe as pálpebras, brincou com o cabelo.
Revigorada, plena de energia telúrica, fincou os pés no chão, dobrou de novo as costas e restituiu ao trabalho as mãos que, por breves segundos, haviam permanecido inertes. Gestos mecânicos conduziram-na até ao fim do dia.
De regresso a casa, alguns picos nos dedos, os músculos doridos, a certeza de uma semana de trabalho abateram-se sobre ela como uma sentença sem possibilidade de fiança.


deep, Novembro de 2007

terça-feira, setembro 22, 2015

sábado, março 07, 2015

Em tons de azul


Com  este sol, a prometer primaveras, dá vontade de esquecer o trabalho e de andar pelo campo a fartar os olhos - e o coração - de maravilha.

domingo, dezembro 07, 2014

Apontamento fotográfico III


Manhã de sábado, Trás-os-Montes; -5º

O "inferno" de uns pode ser o "paraíso" de outros... digo eu!

quinta-feira, novembro 20, 2014

Mais cores de Outono


No regresso do almoço para comemorar mais um aniversário do meu pai, fiz uma breve paragem para captar uma imagem de Outono.

terça-feira, outubro 28, 2014

Devaneio outonal


Suspendo, por breves instantes, o trabalho e ergo o corpo. Num gesto intuitivo, dirijo o olhar para a serra - que, como sempre, se mostra maternal e atenta na sua majestade. Sinto, de imediato, uma brisa morna a lamber-me o rosto. «Como quem lambe feridas.», penso. Neste caso, não são do corpo, mas da alma as feridas que precisam de apaziguamento
Não é apenas a serra que faz acontecer em mim um sentimento de familiaridade antiga, indissociável do tempo longínquo da infância. Há essa luz de Outono e um silêncio profundo, que o roçar das folhas dos castanheiros e o som rouco dos aviões - aves gigantescas, cujo estômago parece acusar uma fome permanente -, em vez de perturbarem, intensificam.
Há esse calor, excessivo para a época, que me toca a pele e me transmite a ilusão de que a alma fica em paz. Retomo, por isso, o trabalho, antes que os meus companheiros, os melhores amigos que posso desejar, me acusem de malandrice.

quinta-feira, agosto 29, 2013

quarta-feira, setembro 09, 2009

instantâneos

A partir do alto da Serra de Bornes: Macedo de Cavaleiros e algumas aldeias do concelho à direita do IP2 (Agosto/ 2009)
A partir da A24 - região do "Douro Vinhateiro" (Julho/ 2009)
Régua - ponte sobre o Douro (Julho/ 2009)

quinta-feira, junho 11, 2009

(Trás-os-Montes, 10 de Junho/09)
Votos de um dia descansado...
Por cá, o tempo não parece muito diferente de ontem. O céu continua cinzento, embora a temperatura tenha subido um pouco. A serra - suponho - exibe-se ainda em todo o seu esplendor.

quarta-feira, junho 04, 2008

continuo por cá



sem tempo para escrever e para visitas demoradas.
Na ausência de mais palavras, as imagens e os sons* de Trás-os-Montes.

*Na barra lateral, onde também há uma hiperligação para os Galandum Galundaina, o grupo que interpreta a canção, em mirandês.

domingo, outubro 23, 2005

coisas simples

Subi a serra... de carro! Como sempre, atrasada para o almoço. O que vale é que, nos domingos, se dá alguma folga ao relógio...
Depois do café - em cafeteira italiana, que é como eu mais gosto dele!-, sentei-me, num convívio exclusivo de mulheres, na varanda.Dali, pode ver-se grande parte da aldeia, os campos e outras terras distantes- sentimo-nos águias de atalaia.Naquele lugar, é impossível negar que a terra é redonda.Entre palavras simples, comemos nozes(algumas ainda a assoalhar) e ameixas secas, enquanto nos entregávamos, sem resistência, ao sol tímido de Outubro.Percebi, com felicidade, que já começa a notar-se, nas terras de cultivo e nos lameiros, que a chuva é uma benção.
Regressei à cidade, novamente pelo caminho da serra, a meio da tarde. "Coldplay"(Fix You) teria sido a banda sonora perfeita, se a serra não fosse um cenário de ardida e negra desolação.