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segunda-feira, setembro 09, 2019

segunda-feira, junho 03, 2019

Não quero cantar amores

Não quero cantar amores,
Amores são passos perdidos,
São frios raios solares,
Verdes garras dos sentidos.
São cavalos corredores
Com asas de ferro e chumbo,
Caídos nas águas fundas,
não quero cantar amores.
Paraísos proibidos,
Contentamentos injustos,
Feliz adversidade,
Amores são passos perdidos.
São demências dos olhares,
Alegre festa de pranto,
São furor obediente,
São frios raios solares.
Da má sorte defendidos
Os homens de bom juízo
Têm nas mãos prodigiosas
Verdes garras dos sentidos.
Não quero cantar amores
Nem falar dos seus motivos.

Agustina Bessa-Luís


domingo, janeiro 20, 2019

Do poeta para a poetisa



Poema para a Sofia Andresen (assim o intitulou o autor)

Não sei porque floriram no meu rosto
os olhos e os rostos que há em ti.
Floriram por acaso, ao sol de agosto
sem mesmo haver agosto ou sol em mim.
Não sei porque floriram: se o orvalho as queima
(Ponho as mãos nos olhos para os proteger!)
Tão estranho! florirem no meu rosto
olhos e rostos que não posso ver.

Eugénio de Andrade, Fevereiro de 1946

Na foto: Agustina Bessa-Luís, Sophia de M. B. Andresen e Eugénio de Andrade
Foto e poema surripiados aqui

Eugénio de Andrade nasceu há 96 anos (19 de Janeiro de 1919).



segunda-feira, setembro 10, 2018

Ler

Leituras deste Verão 

Desde Junho até ao presente:







Em processo de leitura (tenho este hábito "promíscuo" de ler vários livros ao mesmo tempo):



segunda-feira, março 05, 2018

Pensadora entre as coisas pensadas

«O mistério da vida cumpre-se em cada homem de uma forma única. A harmonia depende possivelmente de que deveríamos impor menos as fórmulas de felicidade, que é bom senso de raros, e aceitar, redimensionando-a pela responsabilidade própria, a incoerência de todos.»
Agustina Bessa Luís, Pensadora entre as coisas pensadas