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domingo, março 10, 2019

Tradições, família, amigos, o planalto e o rio




Caminhada com passagem por uma aldeia abandonada. Na última imagem, as ruínas de um moinho.



Passagem por Podence, terras dos enigmáticos e carismáticos caretos.





Portas de Picote e o Douro visto do miradouro Fraga do Puio



 Miranda do Douro


Mogadouro - a árvore em frente ao que resta do castelo



sexta-feira, março 02, 2018

Biodiversidade

Uma visita ao Jardim Botânico do Porto e à Galeria da Biodiversidade (na casa Andresen). Valeu muito a pena, apesar de a Invicta nos ter recebido com chuva e frio.





Na estufa, onde predominam as orquídeas. Esta é conhecida por "orquídea sapatinho".











Flor do papiro



domingo, dezembro 10, 2017

Amor à terra

Ainda a Lispector:

Laranja na mesa.
Bendita a árvore
que te pariu.


É mais laranja na mão... Esta foi colhida minutos antes de ser fotografada, numa laranjeira que o meu pai plantou na horta.

domingo, julho 09, 2017

terça-feira, setembro 27, 2016

Das memórias boas...


Resgato do baú um texto com alguns anos.

Assomo à varanda. Aqui é impossível não acreditarmos que a Terra é redonda. É difícil não nos sentirmos extasiados com tamanha beleza. O olhar, que, em dias claros, se perde pelos montes até ao planalto, embate agora numa cortina de água.

Num plano mais próximo, campos de verde novo alternam com terras recentemente lavradas.
Aproximo o olhar, que agora se fixa nos caminhos estreitos de terra batida, ladeados de muros de xisto que, como tentáculos, se estendem até às hortas, aos pomares, aos soutos, só depois aos olivais.
Sob a chuva miudinha, que se entranha no empedrado das ruas desertas (essas ruas que já foram de lama e de xisto e onde rolaram alegres carros feitos de tábuas e de rodas de charrua), nas árvores e nos telhados, e o fumo que se desprende das chaminés das poucas casas ainda habitadas, a aldeia é um ser melancólico e solitário, ofendido com a indiferença dos homens que se recolhem no calor das lareiras, no agasalho das casas. Também lhe viro as costas, quando um frio húmido me chega aos ossos. 
Sento-me no velho e pesado escano de madeira, em frente à lareira, onde pedaços de grossos troncos ardem. Memórias antigas teimam em roubar-me ao presente. O sabor inigualável da sopa de feijão vermelho que a tia cozinhava, à lareira, em panela de ferro. O aroma do café de mistura que se exalava do pote de barro preto. O tio que respondia em frases rimadas e que usava sempre colete, de cujo bolso pendia a corrente de um relógio. O rádio Westinghouse do tio que ele guardava tão religiosamente que só o víamos - e ouvíamos - quando coincidia a nossa visita com a hora do noticiário ou do terço. Os almanaques que, com o tempo, passámos a conhecer de cor. As conversas demoradas à lareira.
As histórias de tempos difíceis, de pobreza, de partilha e de bondade, apesar de tudo...

domingo, setembro 25, 2016

Percorrer velhos caminhos









As fotos são uma pequena amostra da caminhada que fiz ontem. 
Além dos adultos, entre os quais se encontrava apenas uma pessoa que conhecia, acompanhou-me a minha sobrinha mais velha (que se vê junto a um moinho a fotografar uma cascata). Fizemos o caminho que liga duas aldeias. 
Dizem as pessoas mais velhas que, em tempos, foram vários os moinhos naquela linha de água. Hoje restam dois ainda de pé.

terça-feira, setembro 13, 2016

En todo lugar


Terceira, Açores
En todo lugar
hay un precipicio para los valientes
y una sombra para los exhaustos
y un manantial volcando su frialdad.
En todo amanecer
hay rocío para los temblorosos
y luz para los amantes
y frías piedras y salvajes pastos.
En todo anochecer
hay sosiego para los tempestuosos
y liviandad para los solitarios
y una roca para los que yacen al final del camino.
Nathán Yonathán, Coexistence (Antología breve de la poesía israeli -árabe e hebrea contemporanea)