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sábado, março 18, 2023

quarta-feira, dezembro 08, 2021

São assim as árvores


São assim as árvores: cúmplices e companheiras num aparente mutismo. Por vezes, sob o impulso do vento, esse agitador, sussurram-nos suaves melodias, outras parecem protestar de uma raiva desconhecida, agitando os ramos e as frágeis folhas.

São incoerentes as árvores: vestem-se quando o calor se avizinha e despem-se, atirando com fingida displicência a folhagem ao chão, quando o frio ameaça e, depois, se impõe.

São assim as árvores: generosas – e gratas - na partilha do fruto, da lenha e da sombra, numa obediência voluntária às necessidades dos homens.

Como anciãos experientes e sábios, as árvores falam-nos, sem voz que se oiça, do tempo, do que passou e do que há de vir.

São assim as árvores: monumentos de raízes no chão e de braços erguidos ao céu, agradecendo a chuva que as alimenta e o sol que as ilumina e revigora.
deep, 08/12/2021

terça-feira, março 21, 2017

Celebrar a árvore e a poesia


Mogadouro

Sou como folhas de árvore — reparo.
Numerosas, presas ao ramo por pecíolos tenazes,
contudo complacentes com o ar que passa, 
e por isso frívolas, mostrando
alternadamente as duas faces.

Assim múltiplo e trémulo sou eu. 
Apenas um pouco menos perecível,
julgo. E a figueira a que pertenço
talvez um pouco mais durável
que as de verdade.
Mas isso pode ser impressão minha.

A.M. Pires Cabral

terça-feira, outubro 18, 2016

Outono no parque




Esta foto é da autoria da minha irmã.

segunda-feira, outubro 03, 2016

Da sorte que eu tenho


"Shady" de Joanne Nam

Hoje, no fim do dia, quando atravessava sozinha o espaço exterior do meu local de trabalho, senti uma certa paz e conclui que tenho sorte em trabalhar num lugar onde apetece estender uma manta na relva sempre viçosa e aparada, ou sentar à sombra dos castanheiros e dos cedros frondosos ou de ir colher ameixas quando é tempo delas.

domingo, março 13, 2016

As árvores e o castelo


(O que resta do castelo de Mogadouro. Imagem captada há uns anos, de visita, na companhia da minha irmã.)

Bom domingo para quem passa (isto anda malito por aqui...).

sábado, novembro 07, 2015

sábado, agosto 22, 2015

A árvore

Chegaste
com a tua tesoura de jardineiro
e começaste a cortar:
umas folhas aqui e ali
uns ramos
que não doeram...
Eu estava desprevenida
quando arrancaste a raiz.

Yvette Centeno

quinta-feira, junho 25, 2015

terça-feira, março 03, 2015

Árvore solitária


O modelo da foto do post anterior

sábado, setembro 13, 2014

Árvores


(Serralves, Agosto de 2014)

terça-feira, junho 17, 2014

Luz


A pessoa que se vê na imagem sou eu, na tentativa de captar uma boa imagem daquela que é uma das minhas árvores de estimação e que se encontra em frente ao que sobra do castelo de Mogadouro. É uma árvore solitária, mas muito estimada e, por isso, sobejamente fotografada.
No dia em que a foto foi tirada, segunda-feira de Carnaval, tinha chovido e estava bastante frio, mais do que prevíramos, mas tal não nos impediu de fazer uma breve incursão pela zona do castelo.
A autora da foto, que tem dez anos e é filha da minha amiga mais antiga, editou-a e enviou-ma hoje por email.

domingo, maio 25, 2014

Árvores


Em dia de ir a votos...

segunda-feira, março 03, 2014

Mogadouro





Hoje, respondendo (prontamente) ao convite de uma amiga de longa data, regressei a Mogadouro, essa vila que ainda me pertence de coração. Apesar do frio e da chuva, demos um saltinho ao que resta do castelo.

domingo, dezembro 29, 2013

segunda-feira, novembro 18, 2013

Dos castanheiros a folhagem árida


Dos castanheiros a folhagem árida
já desce no ar morto que se move
dentro da palidez do céu de outono
sobre as aves imóveis

Movem-se as folhas só na tarde escassa
de clareiras do sol movem-se as aves
extintas do outono
dentro dele e do sol

que mais que as aves mortas sob as árvores
se move 
e movem-se aves

mais do que as folhas que do alto caem
mas sem sol grande as aves não se movem
nem já não caem com a calma as aves

Gastão Cruz

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

As árvores...




... crescem sós. E a sós florescem.

Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

António Gedeão (excerto de poema)

quarta-feira, março 21, 2012

segunda-feira, fevereiro 06, 2012