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sábado, novembro 25, 2017

terça-feira, janeiro 17, 2017

À sombra do vulcão



Às vezes o coração é um vulcão em sossego,
as horas dos dias passam a medo
mas levantas-te cedo, cumpres a rotina
e acabas a noite, com a televisão ligada,
a dormir no sofá da sala.
Às vezes o coração é um vulcão em erupção,
a solidão enche tudo, a lava lava, a cinza ofusca,
cada dia uma guerra etrusca,
e acabas a noite sem dormir
numa cama qualquer.

Surripiado do mural de Facebook da autora, a Raquel Serejo Martins

terça-feira, julho 08, 2014

Nostalgia


(Calheta do Nesquim, Pico)

Deixo, por instantes, as minhas companheiras para trás e sento-me, sozinha, no muro desta igreja, de olhos postos no mar, no cais e nos barcos baleeiros, manobrados por sete jovens de ambos os sexos. 
Assalta-me, de súbito, um sentimento de nostalgia, que é comum em mim, quando experimento momentos assim, de paz. Reconheço, talvez pela primeira vez, que as saudades que possa sentir não são de alguém que gostaria de ter comigo. Tenho, talvez, saudades daquela que não sou, daquela que desejaria ser, mais livre e de bem com a vida.

Eu também quero trazer-te aqui

Hei-de trazer-te aqui


Hei-de trazer-te aqui para te mostrar 
os pequenos barcos brancos 
que levam o Verão desenhado nas velas 
e trazem no bojo a alegria dos arquipélagos 
onde se ama sem azedume nem pressa. 
Aqui, temos a ilusão breve 
de que os dias sabem a pólen 
e esvoaçam nas asas das abelhas 
como cartas eternamente sem resposta.

José Jorge Letria, Capela dos Ócios


Encontrei o texto aqui e pareceu-me a legenda perfeita para a imagem do Pico que captei há dois dias, a partir de São Jorge.