(Calheta do Nesquim, Pico)
Deixo, por instantes, as minhas companheiras para trás e sento-me, sozinha, no muro desta igreja, de olhos postos no mar, no cais e nos barcos baleeiros, manobrados por sete jovens de ambos os sexos.
Assalta-me, de súbito, um sentimento de nostalgia, que é comum em mim, quando experimento momentos assim, de paz. Reconheço, talvez pela primeira vez, que as saudades que possa sentir não são de alguém que gostaria de ter comigo. Tenho, talvez, saudades daquela que não sou, daquela que desejaria ser, mais livre e de bem com a vida.