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quinta-feira, agosto 25, 2016

Hoje soube-me a pouco

Conheci a S. quando ela, os pais e o irmão chegaram de Angola, em 75, e se instalaram numa pensão ao pé da casa onde eu morava. Não recordo o nosso primeiro encontro, mas lembro-me que ficámos amigas e cúmplices em pouco tempo. Ainda que por vezes entrássemos em choque, por ambas sermos teimosas, sobretudo durante a infância e a adolescência,tornámo-nos inseparáveis. Ela fez a faculdade em Lisboa, eu no Porto, contudo a distância física não nos separou. Sempre que nos reencontrávamos, o que acontecia nos diferentes períodos de férias, retomávamos as conversas. Entretanto, as contingências da vida de cada uma encarregaram-se de tornar mais espaçados encontros e conversas. Apesar disso, uma e outra nunca perdemos o hábito de ligar no Natal e nos aniversários.
Hoje, decidi fazer alguns quilómetros para rever a S., que está a passar uns dias em casa dos pais com o filho. Apesar de não nos vermos há dois anos, estivemos em amena cavaqueira, em esplanadas diferentes, durante horas. Pude constatar que a amizade e a cumplicidade não se perderam, por isso essas horas me souberam a pouco, ainda que me tenham enchido o coração.
Quando deixei a S. em casa dos pais, demos de caras com o M., um primo da S., que conheci quando ele era vizinho de uma das minhas primas, em Lisboa (há coincidências engraçadas!) e ouvia Rod Stewart em altos berros. Hoje, o M., que não via há alguns anos, tem o cabelo grisalho e mais rugas na cara, mas o tempo e alguns dissabores não conseguiram roubar-lhe o sorriso e a simpatia.
Antes de regressar a casa, passei na casa da mãe da L.. A L. é a  minha amiga mais antiga, com quem tomo café pelo menos uma vez por semana. A L. e a filha não me deixaram vir embora antes que as acompanhasse numa taça de gelado. Entretanto anoiteceu.
Fiz a viagem de regresso sob ameaça de chuva, com a visão de clarões ao longe e com a memória de alguém que costumava dizer que eu sou uma "keeper". Talvez seja de facto uma "keeper", mas nunca poderia sê-lo se algumas pessoas não o fossem também.

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Abraçar


(Imagem surripiada do mural da minha irmã que, por sua vez, o surripiou de outro mural)

Não veríamos, é certo, todos os nossos problemas resolvidos, como por decreto, se nos abraçássemos mais, mas esses problemas parecer-nos-iam mais pequenos e sentir-nos-íamos mais amados, certamente.

Lembro-me que, quando éramos crianças, logo que ouvíamos o meu pai chegar, eu e os meus irmãos corríamos para as escadas, que eram interiores, na tentativa de cada um ser o primeiro a beijá-lo. Tenho memória de o meu pai brincar connosco, de nos fazer cócegas para nos ver rir às gargalhadas, ou de a minha mãe desenhar, de forma rudimentar, flores e pássaros, quando lho solicitávamos. Não tenho, contudo, memória de abraços. Hoje, há, sem dúvida, entre nós, outras formas de manifestarmos o carinho que nos une, mas não os abraços. 

Recordo, com saudade, como tudo era tão mais fácil quando frequentava a faculdade. Havia então uma cumplicidade grande entre alguns de nós, que levava a que , não só os abraços, como as lágrimas, as confidências e também muito as alegrias emergissem sem pudor.

Pelo contrário, actualmente abraçar é quase um gesto em vias de extinção. São muito poucas as pessoas que abraçam e que o fazem de coração e que percebem como tomar o outro nos braços e apertá-lo contra si pode ser um gesto regenerador.

Thank you, stranger

... for your therapeutic smile!

No início da manhã, quando seguia a caminho do trabalho, cruzei-me com um senhor e uma menina, que caminhavam lado a lado, de mão dada. Suponho, considerando a idade de um e de outro, que sejam avô e neta. Mal me aproximei, a pequena ergueu a cabeça na minha direcção e, prontamente, pronunciou um «Bom dia!» que, de tão jovial e honesto, parecia transportar um sinal de Primavera.

quinta-feira, novembro 19, 2015

Memórias

Entra na cozinha, onde eu e a mãe conversamos, sem alarido e com um sorriso doce, que não perdeu desde criança. Levanto-me para a cumprimentar e reparo que aperta nas mãos um saco de água quente cuja capa é um elefante cinzento de peluche.

- Eu conheço esse elefante. - comento, em tom de brincadeira - Há muito tempo que não o via.

Em troca, recebo novo sorriso. À memória vem-me a imagem da menina que conheci, com catorze ou quinze meses, há vinte e dois anos.

quinta-feira, outubro 01, 2015

Aquilo que marca




Uns marcam as páginas dos livros, outros pessoas. Refiro-me a marcadores de livros e a gestos.
Mais importante do que ter acrescentado marcadores à minha colecção, é perceber que alguém pensou em mim quando o comprou e quando o enviou.
O postal e o marcador (muito bonitos!) que se vêem nas fotos foram-me oferecidos pela Isabel que é, como eu, coleccionadora de marcadores.
Gosto muito de ambos, como de outros marcadores em papel que vinham no mesmo pacote, mas mais do que tudo aprecio o gesto e a sensibilidade da Isabel. 
Muito obrigada!

terça-feira, junho 17, 2014

Luz


A pessoa que se vê na imagem sou eu, na tentativa de captar uma boa imagem daquela que é uma das minhas árvores de estimação e que se encontra em frente ao que sobra do castelo de Mogadouro. É uma árvore solitária, mas muito estimada e, por isso, sobejamente fotografada.
No dia em que a foto foi tirada, segunda-feira de Carnaval, tinha chovido e estava bastante frio, mais do que prevíramos, mas tal não nos impediu de fazer uma breve incursão pela zona do castelo.
A autora da foto, que tem dez anos e é filha da minha amiga mais antiga, editou-a e enviou-ma hoje por email.

segunda-feira, junho 16, 2014

É sempre bom regressar


É sempre com gosto e com uma pontinha de emoção que regresso a Mogadouro que, não sendo a terra que me viu nascer, foi aquela que me viu crescer e onde ainda tenho bons amigos. Costumo dizer que Mogadouro tem uma luz diferente.Talvez tenha que ver com o desenho das ruas. Talvez resulte da cor dos edifícios. Ou, quem sabe, seja só uma impressão que decorre do amor que tenho à vila. Certo é que, quando por lá passo, ultimamente menos, sinto-me outra.
No sábado passado, aproveitando as II Jornadas Culturais, dedicadas ao ilustre contista e magistrado, filho da terra,Trindade Coelho, regressei a Mogadouro. 
Desde cedo, o nome de Trindade Coelho tornou-se familiar para mim, não só por viver numa casa muito próxima daquela onde ele nasceu ou por passar diariamente junto à estátua que o representa, mas também porque, quando ainda mal sabia juntar as letras, a irmã da amiga que me acompanhou no sábado, que é alguns anos mais velha, nos leu excertos ou toda a nota autobiográfica apensa a uma edição de Os Meus Amores, da Portugália e que ele dedica a Louise Ey, uma filóloga e tradutora alemã, com quem se correspondeu durante algum tempo . Só mais tarde, talvez com treze anos, li todo o volume da obra citada. Do autor, lembro-me de ter lido também Outros Amores e O Senhor Sete, que há muito não é reeditado, pelo que é dificílimo encontrá-lo.
As intervenções dos oradores, que decorreram durante parte da manhã e toda a tarde de sábado, revelaram-se pertinentes e diversificadas no seu conteúdo, contribuindo, assim, para enriquecer o meu parco conhecimento sobre a vida e a obra do grande transmontano e para despertar em mim a vontade de saber mais.
Pelo meio, houve tempo para estar com amigos e para revisitar, de passagem, alguns espaços.
Ainda que o dia tenha sido cansativo, cheguei a casa de alma lavada e com o coração mais aconchegado, como quando regressamos do colo da mãe - esse tive-o no domingo!

terça-feira, abril 22, 2014

Experiências gratificantes


Além dos dias de lazer que me concedi, em que assumi o papel de turista na capital e na Invicta (aqui apenas de passagem), dos telefonemas e das mensagens dos amigos e familiares, dos presentes, do bolinho feito pela mana e do almoço confeccionado pela mãe, apresentar o livro da Raquel Serejo Martins - Pretérito Perfeito - constituiu uma bela e gratificante oferta de aniversário.

(A foto foi uma gentileza da mana.)

domingo, abril 07, 2013

Retalhos de felicidade

Conhecemo-nos em 97. Fomos colegas de trabalho e de casa e, em pouco tempo, tornámo-nos amigas. Ela é extrovertida. Eu sou mais reservada. Partilhamos o gosto por algumas músicas e por alguns escritores. Durante uma meia dúzia de anos, conseguimos encontrar-nos uma média de três vezes por ano. À medida que o tempo foi passando, os encontros tornaram-se mais espaçados. Encontrámo-nos hoje, depois de um ano sem nos vermos. Passámos a tarde juntas. Conversámos como se nos tivéssemos visto ontem. Com o mesmo à vontade e com o mesmo prazer. Connosco, as palavras são como as cerejas - é só começar! 

sábado, janeiro 05, 2013

Cor, cordis


Sabendo da minha fixação por fechaduras antigas, alguém que não vejo há algum tempo, mas de quem vou sabendo algumas coisas pelo Facebook, teve a gentileza de fotografar e de me oferecer esta. A fechadura é bonita, mas mais do que a fechadura encantou-me o gesto e o facto de alguém (que não esperava) se ter lembrado de mim quando a viu.
Só posso sentir-me agradecida, de "cor, cordis", ou seja, de coração.

domingo, março 18, 2012

Faço o balanço

do dia que terminou há três horas e ocorre-me valorizar o que é simples e bom:

a prometida chuva que, embora tímida, se fez presente; 

o breve, mas agradável, café, em óptima companhia; 

uma aula de hidroginástica;

o recorte das árvores, ainda nuas, contra o céu de crepúsculo;

os pássaros, em bando, a desenhar harmoniosas danças num céu entre azul e cinzento; 

uma peça de teatro entre o trágico e o cómico, feita por amigos, a que assisti na companhia de outros amigos; 

um chá, também em boa companhia, para pôr termo ao dia.

sábado, novembro 20, 2010

Se alguém, de repente, te oferecer flores...

... isso é "impulso"!

Há dias, quando me encontrava na caixa do supermercado, olhei para trás e apercebi-me de que um colega, que se reformou recentemente, escolhia, numa estante próxima, um vaso de pequenas rosas. Antes ainda de me cumprimentar, estendeu-me o vaso que escolhera, dizendo «São para si.». Embora tenha trabalhado pouco tempo com ele, conheço-o o suficiente para saber que este gesto constitui uma pura manifestação da simpatia e do cavalheirismo que o caracterizam. 
Assim, um momento tão prosaico como a espera numa caixa de supermercado alcançou o estatuto de poesia e, além de o meu dia ter ganhado uma outra luz, tive mais uma prova de que não devo desistir da Humanidade. 

A propósito...

domingo, outubro 17, 2010

Instantes de felicidade...

... de uma tarde em família. Impagáveis e irrepetíveis. 

terça-feira, dezembro 08, 2009

presentes

Desconhecia esta foto até que hoje alguém ma mostrou e insistiu em oferecer-ma. Optei por digitalizá-la.
A senhora que me carrega ao colo é uma vizinha da minha avó materna, que parece ter guardado, desde essa altura, um grande carinho por mim, a avaliar pela alegria que manifesta sempre que me encontra.

domingo, setembro 13, 2009

let it rain

Quem diria
que hoje teríamos uma visita há muito tempo aguardada?...
Foi uma benção sentir de novo o cheiro a terra molhada...

sábado, abril 19, 2008

Afinal

houve bolo - tosco, feito por mim -, jantar - feito pela mãe, que também trouxe um ramo de giesta branca, que eu adoro! -, presentes, sms, emails, telefonemas, um post (obrigada menina!) e carinho... sobretudo muito carinho! Em suma: sou uma sortuda!

sexta-feira, abril 11, 2008

pequenos prazeres

O dia foi de chuva - agora mesmo chove copiosamente -, o cansaço continua... Recuperei, contudo, algum ânimo... ... com os vossos comentários simpáticos; .... o jantar feito pelo mano (bifinhos com cogumelos e batatinhas alouradas... hummm); ... a tagarelice contínua da "piquena", que me obrigou a colorir desenhos e que se "encharcou" com o meu perfume, enquanto lhe secava o cabelo; ... a discussão de um livro e de um filme com a vizinha de cima, no final da noite. Um bem haja a todos e bons sonhos... embalados pelo som da chuva e por este "Lullaby" da Silje Nergaard. :)

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Com votos de boa semana para todos! :)

Sábio é quem monotoniza a existência, pois então cada pequeno incidente tem um privilégio de maravilha.
(F. Pessoa, Livro do Desassossego)
Há dias, em que pequenos gestos se elevam a "privilégios de maravilha": uma curta caminhada sob o sol morno de Inverno... um quase imperceptível corte de cabelo... o ceder à tentação de comprar uma revista de decoração... uma breve passagem pela net para "abrir" o correio...
(A letra da música - que não é para levar tudo "à letra" !- aqui.)