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domingo, junho 04, 2017
segunda-feira, junho 29, 2009
de tarde
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.
Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!
Cesário Verde
Esta tarde, não haverá burguesas, nem burricos, nem outras coisas que Cesário Verde enumera, mas, se a chuva não nos surpreender, haverá um piquenique. Bom trabalho para quem não pode, como nós, gozar o feriado!
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