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quarta-feira, março 08, 2017

Sou mulher e escrevo

«Sou mulher e escrevo. Sou plebeia e sei ler. Nasci serva e sou livre. Vi na minha vida coisas maravilhosas . Fiz na minha vida coisas maravilhosas . Durante algum tempo, o mundo foi um milagre. Depois a escuridão voltou. A pena treme entre os meus dedos cada vez que o aríete investe contra a porta. Um sólido portão de metal e madeira que não tardará a despedaçar-se. Pesados e suados homens de ferro amontoam-se à entrada. Vêm buscar-nos. As Boas Mulheres rezam. Eu escrevo. É a minha maior vitória, a minha conquista, o dom de que me sinto mais orgulhosa; e embora as minhas palavras estejam a ser devoradas pelo grande silêncio, constituem hoje a minha única arma.»

Rosa Montero, História do Rei Transparente

sábado, junho 04, 2016

«Porque las mujeres estamos presas de nuestro pernicioso romanticismo, de una idealización desaforada que nos hace buscar en el amado el súmmum de todas las maravillas. E incluso cuando la realidade nos muestra una e outra vez que no es así (…)
Las mujeres padecemos el maldito síndrome de la redención.
Los hombres, en cambio, creo que suelen ser más sanos en este punto y que son capaces de querernos por lo que en verdade somos. Nos nos inventan tanto (…).»

Rosa Montero, La ridícula idea de no volver a verte

Das minhas leituras de 2013.

quarta-feira, agosto 05, 2015

Dos pequenos incidentes que têm o privilégio de maravilha


Há dias em que vivenciamos, para usar as palavras de Pessoa, "incidentes que têm o privilégio de maravilha". O Sábado passado foi um desses dias. Comecei por fazer uma viagem de duas horas e meia na companhia serena e sempre agradável de uma das minhas melhores amigas. No fim da tarde, tive o prazer de conhecer pessoalmente a Isabel, uma das bloggers que visito e que marca presença regular neste espaço, com quem tomei um café e tive uma conversa agradável e despretensiosa, que continuou à noite, no Cine-Teatro de Castelo Branco. Foi neste espaço, depois de um jantar rápido com um grupo de pessoas bem dispostas, que pude ver, pela primeira vez, dois escritores de eleição: Rosa Montero e José Eduardo Agualusa. Não menos emocionante foi o encontro totalmente inesperado com uma das "minhas" poetisas, a Maria do Rosário Pedreira, que respondeu de forma simples e simpática à minha abordagem.