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quinta-feira, julho 30, 2015

Saudade

o que me mata
é o silêncio
e o beijo
não ser na boca

o que me mata
é a falta
de seus olhos
nos meus

o que me mata
é a ausência
de mãos
e palavras

o que me mata
é esse breu.


Martha Galrão

quinta-feira, outubro 30, 2014

Não só... mas também

«Do que mais sinto falta depois da morte dele é já não poder contar-lhe nada. Quando saio e tenho uma conversa com alguém, ainda penso, Oh, tenho de ir a correr contar ao Lars, ou o Lars vai adorar saber disto, e depois é que me lembro que já lá não está para ouvir.»

Siri Hustvedt, Elegia para um americano, Edições Asa





quinta-feira, outubro 25, 2012

Saudade

Saudade já saudade
antes saudade
amor de te não ver
porque pressinto

se sinto que te ter
é não saber
distância já agora
e que não minto

Amor de que me calo
e te não digo

amor já saudade
já instinto

Maria Teresa Horta

quarta-feira, abril 23, 2008

dia mundial do livro

A propósito deste dia, ocorreu-me resgatar do "baú" um texto que escrevi há tempos.

"Quando era adolescente e vivia numa pequena vila de província que não oferecia aos mais novos alternativas de diversão, o refúgio era, para alguns de nós, a leitura. Felizmente, havia, mesmo no centro da localidade, num dos edifícios mais bonitos, uma biblioteca de que me fiz amiga pelos oito anos. Entrar nela era como entrar num santuário, pois naquele espaço tudo era austeridade e fascínio - os livros metodicamente arrumados, as janelas altíssimas com pesadas portadas de madeira, o chão, também de madeira, de onde se desprendia sempre um forte cheiro a cera e o rosto sisudo do responsável que garantia o silêncio e a ordem. Veio-me provavelmente daí e do contacto com alguns professores que, felizmente, se cruzaram no meu caminho o gosto que continuo a alimentar pelos livros e pelas histórias. Acrescentaram-no, ainda na infância, a leitura do Girassol, uma publicação juvenil, que incluía passatempos, biografias em banda desenhada, receitas de culinária simples e excertos de livros - um excerto de O Cavaleiro da Dinamarca, da Sophia de Mello Breyner, abriu-me o apetite para a leitura integral da obra. Lembro-me que, nos tempos de faculdade, uma parte da magra bolsa de estudo ficava implicitamente destinado à compra de um livro. Nesse tempo, a leitura era tema de conversa habitual, como a troca e a oferta de livros. Durante o período em que decorria a Feira do Livro, primeiro na Rotunda da Boavista, depois no Pavilhão Rosa Mota, perdia a conta às horas que passava à procura de títulos interessantes, preferencialmente baratos. Vem desse tempo a leitura de Herman Hesse, de Gorki, de Kafka e de Yourcenar. Foi numa feira de 1991 que adquiri uma das obras que mais me custou perder e que não voltei a encontrar - Antologia Breve do Eugénio de Andrade. Hoje, cada vez que entro numa livraria, fico sobejamente desiludida. Já não se encontram livros que valha a pena oferecer. Nos escaparates e nas prateleiras, abunda a literatura que eu apelido de "fast-food" - rápida de confeccionar, de mastigar e digerir, que engorda, mas não alimenta. As pessoas fazem gala de dizer que leram este ou aquele título, que lêem cada vez mais... Falta critério, parece-me..."

domingo, junho 24, 2007

puídas metáforas

"Não se ama alguém que não ouve a mesma canção."
Carlos Tê, Paixão

sábado, novembro 26, 2005

a propósito da saudade

O meu blog mudou, mais uma vez (!!!) de imagem, mas nem por isso deixou de ter problemas!Continuo a não conseguir detectar-lhes a origem... Com tempo e paciência (que hão-de faltar-me sobejamente nas semanas que se avizinham), chego lá! Mas, neste momento, não é questão que me tire o sono. A propósito: já vão sendo horas de ir dormir, porque o dia foi longo e cansativo. Porém, antes de partir, vou só ao meu ficheiro buscar umas imagens que uma "menina" por aqui deixou. As imagens surgem, sobretudo, a propósito da saudade que sinto da sua autora, que se encontra algures no meio do Oceano Atlântico...