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sexta-feira, fevereiro 10, 2017

O mau da fita


És agora, oficial e efectivamente, o "mau da fita" de um filme de péssimo argumento e de piores desempenhos. A mim coube-me o papel mais difícil, a ti o pior desempenho.
Há actores assim, como tu, desleixados, que não estudam os papéis, nem sabem estar em sintonia com a forma de actuar dos companheiros com os quais contracenam. Há actores assim, como tu, a quem faltam a generosidade e a argúcia para salvar os piores argumentos. Há actores assim, como tu, que iludem, com palavras balofas, qualquer realizador experiente e que, em acção, se revelam uma fraude.
E, não, não foi por causa de uma Rita qualquer que tudo começou. Foi só por tua causa, don-Juan-de-nem-trazer-por-casa, que tudo acabou.

segunda-feira, janeiro 11, 2016

segunda-feira, julho 14, 2014

Ainda não sei


(Imagem do filme "Antes do amanhecer")

Ainda não sei dar um nome àquilo que me prende a ti. Poderia tentar dar-lhe vários nomes, mas todos, certamente, me pareceriam imperfeitos, insuficientes... patéticos, até. Há realidades e sentimentos que nascem antes de os nomearmos. Alguns não chegamos sequer a nomeá-los, porque não se assemelham a nada que conheçamos ou que tenhamos experimentado.
Pergunto-me se aquilo que sinto - tenha o nome que tiver - é verdadeiro. Claro que sim. Na medida em que existe, é verdadeiro. 
Se coincide com o que tu possas sentir? Não faço ideia. Dificilmente. Há tantas variantes a determinar o que um e outro possa sentir. Há tantas diferenças nas nossas semelhanças!
Não te sonho, pois sonhar-te significa pensar-te no futuro. (O futuro pode ser, para aqueles que gostam de liberdade, um lugar que sufoca, que aprisiona. Não quero, de forma alguma, que te sintas preso.) Prefiro pensar-te no presente. Conforta-me saber que existes. Saber que posso ver-te ou ouvir-te.
Se vai valer a pena? Já vale a pena. Há-de sempre ter valido a pena. A tua existência a oxigenar os meus dias há-de, certamente, ter valido a pena.

terça-feira, setembro 21, 2010

Os respigadores e a respigadora



Um documentário que nos recorda velhos hábitos que, por vergonha ou por força do uso de máquinas, fomos perdendo, que nos ensina a modéstia e nos transporta para realidades que, embora nos pareçam longe, estão mais próximas do que julgamos.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

então

(Imagem da net)
muitos Parabéns!

segunda-feira, abril 16, 2007

fui ver...


Intenso...
Não importa o lugar do mundo onde nos encontramos...
Não importam a língua e a cultura...
Há emoções que são iguais, apesar de... há homens capazes de gestos nobres... como outros são capazes de atitudes desprezíveis...

No caminho, acompanhou-nos Leonard Cohen. No ouvido, ficou:

If you want a lover
Ill do anything you ask me to
And if you want another kind of love
Ill wear a mask for you
If you want a partner
Take my hand
Or if you want to strike me down in anger
Here I stand
Im your man

If you want a boxer
I will step into the ring for you
And if you want a doctor
Ill examine every inch of you
If you want a driver
Climb inside
Or if you want to take me for a ride
You know you can
Im your man

Ah, the moons too bright
The chains too tight
The beast wont go to sleep
Ive been running through these promises to you
That I made and I could not keep
Ah but a man never got a woman back
Not by begging on his knees
Or Id crawl to you baby
And Id fall at your feet
And Id howl at your beauty
Like a dog in heat
And Id claw at your heart
And Id tear at your sheet
Id say please, please
Im your man

And if youve got to sleep
A moment on the road
I will steer for you
And if you want to work the street alone
Ill disappear for you
If you want a father for your child
Or only want to walk with me a while
Across the sand
Im your man

If you want a lover
Ill do anything you ask me to
And if you want another kind of love
Ill wear a mask for you

terça-feira, fevereiro 07, 2006

farenheit 451

Em criança- penso que teria menos de 10 anos -, vi, na RTP1, Farenheit 451. Algumas cenas ficaram para sempre gravadas na minha memória, embora, na verdade, não tenha compreendido grande parte do que vi. Só alguns anos depois, já adulta, em conversa com uma amiga, soube ter sido realizado por François Truffaut, em 1966. Não revi o filme. Reconstituí a sua trama com a leitura, muito posterior, da obra de Ray Bradbury, que lhe serve de inspiração.
A acção de Farenheit 451 decorre em 2099. A sociedade americana tinha sido proibida pelo governo de ler e de possuir livros, porque se temia que as pessoas pudessem pensar com autonomia, criando uma elite que fosse uma ameaça ao poder vigente. As histórias dos livros eram, assim, guardadas na memória, pelos mais velhos, que as contavam aos mais novos, sempre que estes pretendiam "ler".
Por ser uma sociedade avançada, as casas eram à prova de fogo, não havendo, por isso, bombeiros. Em contrapartida, havia corporações de incendiários, cuja função era, essencialmente, incendiar as bibliotecas que alguns mantinham secretas nas suas casas. A descoberta de uma biblioteca implicava não só a sua destruição, como a punição dos seus donos. O castigo estava igualmente reservado àqueles de quem se suspeitava que tivessem um gosto, ainda que ténue, pelos livros.
Hoje, não sei muito bem porquê (ou talvez saiba!), recordei, de novo, Farenheit 451...