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sexta-feira, junho 19, 2020

Léxico da luz e da escuridão


Terminei hoje a leitura de Léxico da luz e da escuridão, que me foi oferecido há dias. Já li muitos livros sobre o Holocausto, mas nenhum cuja ação tenha como palco a Noruega.
Para escrever a obra, o autor, Simon Stranger, inspirou-se em relatos de familiares da sua esposa e em pesquisas que desenvolveu e através das quais procurou conhecer melhor a vida e os motivos de Henry Oliver Rinnan, considerado o maior criminoso norueguês de todos os tempos. Rinnan, que se revelou, durante a infância e a juventude, uma pessoa reservada, cordial e pacífica, acabou por aceitar ser informador dos alemães, aquando da ocupação da Noruega, tendo, ao longo de alguns anos, como líder de um grupo, denunciado e executado impiedosamente um grande número de noruegueses.
Apesar da crueza do tema e da narrativa, o autor construiu a sua obra de uma forma habilidosa e cativante.

sexta-feira, março 24, 2017

Perguntem a Sarah Gross


é o título da obra em processo de degustação. Já me tinham chegado, através da televisão, de blogues e de artigos de jornais, ecos deste romance de João Pinto Coelho, um lisboeta nascido em Londres, que vive há aproximadamente 20 anos em Trás-os-Montes. 
Há dias, assisti a uma apresentação de Perguntem a Sarah Gross pela voz do próprio autor, que falou do seu interesse antigo pelo Holocausto e do trabalho de pesquisa que desenvolveu até chegar à escrita. Salientou o precioso contributo de um grupo de alunos de uma escola de Valpaços, com os quais levou a cabo um trabalho de projecto, que implicou muita pesquisa, correspondência assídua com alunos polacos e que teve um ponto alto num encontro entre portugueses e polacos, na Polónia.
A acção do livro decorre, em capítulos alternados, nos Estados Unidos, no fim dos anos 60, e  em Oshpitzin, nome em iídiche para Oświęcim’s, a cidade onde nascerá, com a ocupação nazi, Auschwitz, no período entre as duas grandes guerras.
Ainda que a minha leitura vá só a meio, posso dizer-vos que estou a gostar. Pela trama, pela construção de personagens, pela linguagem, pelo que tem de cinematográfico e informativo.
Quando terminar, dar-vos-ei conta da impressão final.