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terça-feira, junho 05, 2012

Talvez um desabafo

Chego a casa, cansada, depois de muitas horas de trabalho, de alguns aborrecimentos menores, mas também de alguns pequenos sucessos. Descalço os sapatos e sento-me confortavelmente, enquanto saboreio um café acabado de fazer, em cafeteira italiana, como prefiro. (Aprecio igualmente o aroma que se espalha pela casa.) 
Ligo o computador e abro o Facebook , ao qual continuo a reconhecer alguma utilidade, por um certo número de partilhas e, sobretudo, porque me permite o contacto diário com alguns amigos que estão longe e dos quais teria menos notícias - e mais espaçadas -, doutra forma. Apercebo-me, contudo, que há algo neste modo diário de estar com os outros que começa a saturar-me. Talvez seja esta exposição em demasia, que, na verdade, não se coaduna com a minha forma reservada de estar na vida. Talvez  seja  a quantidade de "lixo" que invade o espaço e para o qual eu própria contribuo, obviamente. Ou talvez seja, sobretudo, a atitude de algumas pessoas que se aproximam de nós e que, convencidas da nossa ingenuidade, nos "usam" para atingir ou chegar a outros. Não me incomoda que as pessoas se aproximem, aborrece-me e entristece-me, em particular, que menosprezem a minha inteligência que, não sendo excepcional, não é algo de que deva envergonhar-me (!!).
Regresso, por tudo isto, com mais vontade a este espaço que, embora público, continua a ser um a espécie de refúgio, em que ainda me sinto em casa.

sábado, dezembro 04, 2010

É verdade,

Hipatia, o Facebook está longe de substituir um blogue, ainda que ofereça também a possibilidade de publicarmos textos, músicas ou fotos e de remetermos os "leitores" para certas ligações. 
Não achei qualquer graça ao H5 e levei bastante tempo - só depois de muitos convites - a criar uma conta no Facebook. Se ponderei algumas vezes pôr termo ao Letras, mais vezes me passou - e ainda passa- pela cabeça fechar a página do "Face". Antes de tudo, porque me aborrece a forma indiscriminada como conhecidos e desconhecidos se mostram empenhados em estabelecer connosco um "pacto de amizade", a maior parte das vezes com o único intuito de acrescentar a lista de amigos, não se dignando, não raras vezes, a dirigir-nos um cumprimento quando se cruzam connosco na rua, apesar de saberem muito bem quem somos. Suspeito até que certas pessoas são uma espécie de "voyeurs", sequiosos de escarafunchar a vida alheia. Além disso, ainda que tenhamos algum cuidado em limitar o acesso ao nosso perfil e, mais ainda, ao mural ou que evitemos publicar informações muito pessoais, as escolhas ou os comentários que fazemos, só por si, dizem muito de nós, mais do que muitas pessoas merecem saber. Não deixamos, de certa maneira, de escancarar as portas e janelas do nosso quotidiano e, consequente e inevitavelmente, a nossa vida.
É certo que o Facebook nos permite, muitas vezes, a partilha desinteressada ou o convívio assíduo com pessoas de quem gostamos e de quem dificilmente estaríamos tão perto de outra forma, através do próprio perfil ou pela pertença a grupos. É igualmente certo que nos dá acesso rápido a informação variada em tempo útil, sem que tenhamos de fazer grande esforço. Contudo, o imediatismo de que se reveste esta nova forma de comunicar obriga-nos a leituras superficiais, a rejeitar, frequentemente, tudo o que nos faça perder tempo ou nos exija mais esforço.
Sei que, no blogue, a exposição é maior e que aqui deixo sobejamente mais de mim, no que escrevo, nos poemas e nas músicas que selecciono para publicar, porém o facto de me "esconder" sob a pele de um nick dá-me a ilusão de que me mantenho longe de olhares indiscretos, mesmo que alguns dos meus visitantes saibam quem sou e tenha sido eu quem lhes deu "livre-acesso" para me visitarem e para, desta forma, me conhecerem um pouco mais e poderem fazer-me companhia neste espaço que, não sendo de papel, se vai fazendo (cada vez menos) de letras.