Chego a casa, cansada, depois de muitas horas de trabalho, de alguns aborrecimentos menores, mas também de alguns pequenos sucessos. Descalço os sapatos e sento-me confortavelmente, enquanto saboreio um café acabado de fazer, em cafeteira italiana, como prefiro. (Aprecio igualmente o aroma que se espalha pela casa.)
Ligo o computador e abro o Facebook , ao qual continuo a reconhecer alguma utilidade, por um certo número de partilhas e, sobretudo, porque me permite o contacto diário com alguns amigos que estão longe e dos quais teria menos notícias - e mais espaçadas -, doutra forma. Apercebo-me, contudo, que há algo neste modo diário de estar com os outros que começa a saturar-me. Talvez seja esta exposição em demasia, que, na verdade, não se coaduna com a minha forma reservada de estar na vida. Talvez seja a quantidade de "lixo" que invade o espaço e para o qual eu própria contribuo, obviamente. Ou talvez seja, sobretudo, a atitude de algumas pessoas que se aproximam de nós e que, convencidas da nossa ingenuidade, nos "usam" para atingir ou chegar a outros. Não me incomoda que as pessoas se aproximem, aborrece-me e entristece-me, em particular, que menosprezem a minha inteligência que, não sendo excepcional, não é algo de que deva envergonhar-me (!!).
Regresso, por tudo isto, com mais vontade a este espaço que, embora público, continua a ser um a espécie de refúgio, em que ainda me sinto em casa.
Regresso, por tudo isto, com mais vontade a este espaço que, embora público, continua a ser um a espécie de refúgio, em que ainda me sinto em casa.