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domingo, julho 12, 2009

manhãs de domingo

(Trás-os-Montes)
Era em Julho, um domingo; fazia um grande calor; (...) sentia-se fora o sol faiscar nas vidraças, escaldar a pedra da varanda; havia o silêncio recolhido e sonolento de manhã de missa; uma vaga quebreira amolentava, trazia desejos de sestas, ou de sombras fofas debaixo de árvores, no campo, ao pé da água (...).
Eça de Queirós, O Primo Basílio

terça-feira, abril 21, 2009

e mais de um século depois...

O português nunca pode ser um homem de ideias, por causa da paixão da forma. A sua mania é fazer belas frases, ver-lhes o brilho, sentir-lhes a música. Se for necessário falsear a ideia, deixá-la incompleta, exagerá-la, para a frase ganhar em beleza, o desgraçado não hesita... Vá-se pela água abaixo o pensamento, mas salve-se a bela frase. Eça de Queirós, Os Maias
... será que é diferente?
No excerto, substituiria "pensamento" por "verdade"...