segunda-feira, outubro 01, 2012

Fiz-me barco ancorado


Nessa tarde em que as aves
adivinhavam tempestades
recolhi as velas
e fiz-me barco ancorado.

Nessa tarde de sal e maresia
lancei os sonhos ao mar
e deixei que, num vaivém de espuma,
se fizessem ondas.

De olhos postos no horizonte em brasa,
fui concha e alga na orla do mar, fui farol...
E, no entanto, um maremoto me nascia no peito.

Deep/ Outubro de 2012

5 comentários:

  1. Muito bonito o texto e bela a fotografia.

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  2. Esses maremotos costumam resultar em algo...
    Excelente poema, gostei imenso.
    Beijo, querida amiga.

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  3. Obrigada a todos pelas palavras simpáticas! Beijos e abraços. :)

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