quinta-feira, junho 11, 2026

Há um rumor


Há um rumor de folhagem
nas tardes lentas da infância, 
e há vozes longínquas 
que o calor estrangula. 

Sentada no silêncio, 
entregue à penumbra 
estendo as mãos, 
mas da limpidez 
e da frescura das fontes
os dedos tocam só a memória. 

De quando em quando, 
há ainda uma rã que me ensina
o desgaste das pedras,
a verdura dos limos,
há ainda o odor dos pomos 
que, debruçados,
trocam serenas palavras com a água.

Junho de 2009

4 comentários:

  1. Muito bonito, o poema e a imagem!
    Beijinhos, bom fim-de-semana😊📚🌼☕

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    1. Muito obrigada, Isabel. Já tinha visto o teu comentário, no email, mas tenho sido uma "desnaturada", pelo que peço desculpa.
      Bom fim de semana. Beijinhos :)

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  2. Excelente artigo!
    Se tiverem oportunidade, convido-vos também a visitar o meu blog: noite.blix.pt
    Se o seguirem, terei todo o gosto em retribuir e seguir o vosso.

    Obrigada!

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