As palavras cruzam-se em aparente desalinho no meu pensamento, como aparente é a desordem com que, neste cais, pessoas, línguas e destinos se cruzam.
Suponho-me anónima. Preciso de respirar anonimato.
Varreram-se da minha mente rostos e lugares familiares, como se tivessem ficado presos num tempo e num espaço até que eu regresse. Sinto este ponto de confluência como uma terra de ninguém, a que também pertenço, sem que me pertença.
Porto, 19 de Julho de 2008





