domingo, dezembro 30, 2007

Feliz 2008!! :)

Desejo que, em 2008, alguns (todos é utopia!!) dos vossos sonhos se concretizem, que a saúde, a amizade e a boa disposição não vos abandonem... nunca! Deixo-vos com as palavras sábias do José Gomes Ferreira: Vivam, apenas. Sejam bons como o sol. Livres como o vento. Naturais como as fontes. Imitem as árvores dos caminhos que dão flores e frutos sem complicações. Mas não queiram convencer os cardos a transformar os espinhos em rosas e canções. E principalmente não pensem na Morte. Não sofram por causa dos cadáveres que só são belos quando se desenham na terra em flores. Vivam, apenas. A Morte é para os mortos! (José Gomes Ferreira, Comício) os versos do Félix, o poeta do ambiente: (Que 2008) Traga árvores p’ra plantar, Consciências p’ra despertar, Almas p’ra consolar, E vidas para cuidar. Traga champanhe fresquinho, Por ser chique esse vinho E fazer-nos acreditar, Que o mundo ainda vai mudar. Para acompanhar, uma música de um grupo que um amigo me deu a conhecer (não é a minha preferida, mas foi a única cujo vídeo é audível):

sexta-feira, dezembro 21, 2007

com votos de Feliz Natal para todos

É urgente o Amor, É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras ódio, solidão e crueldade, alguns lamentos, muitas espadas.

É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros, e a luz impura até doer. É urgente o amor, É urgente permanecer.

("Urgentemente" de Eugénio de Andrade)

domingo, dezembro 16, 2007

no Natal é natural...

ficar à espera de anjos... :)))

porque o que importa é partir

Apesar do adiantado da hora, não resisto a partilhar convosco a modesta experiência da noite que agora termina. Vencendo a timidez e o nervosismo, acedi participar numa tertúlia dedicada a Miguel Torga e que teve como orador Ernesto Rodrigues, professor na Universidade Nova de Lisboa. Coube-me dizer (o termo "declamar" parece-me excessivo), ao som do violoncelo, o poema Viagem (que eu escolhi). Dizem ( eu não tenho noção, porque estava demasiado atordoada) que me saí bem. Fica o link para o poema, que já postei anteriormente.

sábado, dezembro 15, 2007

utilidades

Tautologia é o termo usado para definir um vício de linguagem, que consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. Também pode designar-se como pleonasmo.

Os exemplos clássicos são os famosos 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros...

- elo de ligação - acabamento final - certeza absoluta - quantia exacta - nos dias 8, 9 e 10, inclusive - juntamente com - expressamente proibido - em duas metades iguais - sintomas indicativos - há anos atrás - vereador da cidade - outra alternativa - detalhes minuciosos - a razão é porque - anexo junto à carta - de sua livre escolha - superavit positivo - todos foram unânimes - conviver junto - facto real - encarar de frente - multidão de pessoas - amanhecer o dia - criação nova - retornar de novo - empréstimo temporário - surpresa inesperada - escolha opcional - planear antecipadamente - abertura inaugural - continua a permanecer - a última versão definitiva - possivelmente poderá ocorrer - comparecer em pessoa - gritar bem alto - propriedade característica - demasiadamente excessivo - a seu critério pessoal - exceder em muito (Texto recebido por email, com alterações e supressões)

quarta-feira, dezembro 12, 2007

citando

Álvaro de Campos: Um supremíssimo cansaço. íssimo, íssimo, íssimo, Cansaço...

terça-feira, dezembro 11, 2007

prendas














para preguiçosos...







segunda-feira, dezembro 10, 2007

conselhos II

Na sequência do post anterior, o Nilson deixou, gentilmente, um poema da sua lavra na minha caixa de comentários, que partilho convosco:
Procuramos o ideal atolados em pântanos, somos árvores perdidas a triturar verdades escuras que adubam o chão por onde se passeiam as raízes que nos sustentam. Apascentamos a alma e engordamos a razão num choro sereno, imploramos que os braços se tornem frondosos e abarquem um céu sempre azul, filtrado das chuvas ácidas que teimam em irrigar com prantos negros as impotências da vida. Esgravatamos as entranhas do saber para encontrarmos o sílex do desejo, dissolvemo-nos na pirólise de maciços rochosos que embargam horizontes, percorremos o mapa do querer em nascentes de força que devorem o húmus indeclinável. Somos Deuses, fazemos milagres para que a seiva chegue aos frutos que queremos ao sol, suspensos à sombra dos nossos ramos. Obrigada, Poeta!

domingo, dezembro 09, 2007

conselhos

Mantém a cabeça erguida, enche o peito. És capaz de fazê-lo. Caem as trevas da noite, mas a manhã volta... Mantém viva a esperança.
(Jesse Jackson)
Obrigada, meninas (Wandolas e Hipatia), pela força!

Digam lá que não é bonita

a minha primeira prenda de Natal?!


A pequena Ana fez este desenho a pensar em mim e quis oferecer-mo hoje sem falta.

Obrigada, Ana!

"A luz continuava a crescer e à medida que crescia, subindo do chão para o céu, ia tomando a forma de um cone.
Era um triângulo radioso cujo cimo subia mais alto do que todas as árvores.
Agora toda a floresta se iluminava. Os gelos brilhavam, a neve mostrava a sua brancura, o ar cheio de reflexos multicolores, grandes raios de luz passavam entre os troncos e as ramagens.
- Que maravilhosa fogueira - pensou o Cavaleiro - Nunca vi fogueira tão bela.
Mas quando chegou em frente da claridade viu que não era uma fogueira. Pois ali era a clareira de bétulas onde ficava a sua casa. E ao lado da casa, o grande abeto escuro, a maior árvore da floresta, estava coberta de luzes. Porque os anjos de Natal a tinham enfeitado com dezenas de pequeninas estrelas para guiar o Cavaleiro."

Sophia de M. B. Andresen, O Cavaleiro da Dinamarca*

*A história de Natal que mais me encantou em criança, em particular este excerto.

terça-feira, dezembro 04, 2007


Desperto com a impertinente precisão do despertador. Num misto de irritação e sonambulismo, arrasto-me disposta a silenciar o electrónico inimigo, que abandono estrategicamente a uns metros - a proximidade torna-o objecto de sonho, por isso ineficiente.
De relance, olho a rua. A paisagem exibe um manto de opaca frieza, carente de contornos, propícia a misteriosas efabulações. Sinto-me em sintonia com essa indefinição exterior: pensamentos e sentimentos são ainda esboços de um desenho que há-de revelar-se em traços precisos - pressinto-o.

Pouso, de novo, os olhos na paisagem para além da janela - uma outra janela. Em frente, o manto opaco começa a desfazer-se numa fina camada de humidade que tudo toca - o asfalto, a relva, as árvores quase nuas de Outono. Fixo-me numa folha que, numa dança harmoniosa, se entrega ao chão, que a abraçará, até que um vento revolto e caprichoso lhe tire o sossego e a arraste com ele.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Eu também tenho...

... uma fotografia da praxe!
Pronto: também já tive dez anos e não me lembro de saber mais do que agora!!

De que mais se hão-de lembrar?!

Nota: tirei a cor à foto, porque a conjugação de padrões já atesta suficientemente a minha triste figura!... Ah! E o penteado, que tal?

domingo, dezembro 02, 2007

something

Something in your eyes was so inviting, Something in you smile was so exciting, Something in my heart, Told me I must have you.
(Frank Sinatra, Strangers in the Night)

sábado, dezembro 01, 2007

Os "não-sei-quês" que aproximam os outros de nós são tão ténues e incompreensíveis como os "não-sei-quês" que, sem aviso, os afasta. Numa e noutra situação, de nada serve vestirmos a capa da racionalidade e procurar, qual detective de lupa e caderno de apontamentos nas mãos, os motivos. No segundo caso, é inútil e desgastante. Não compreender pode ser, quase sempre, doloroso. Não mata, mas mói...