quarta-feira, abril 05, 2006

viagem

A propósito de um post da Wicca, ocorreu-me o poema de Miguel Torga, que ofereço (como prometi) à menina que mo lembrou.
Aparelhei o barco da ilusão E reforcei a fé de marinheiro. Era longe o meu sonho, e traiçoeiro O mar... (Só nos é concedida Esta vida Que temos; E é nela que é preciso Procurar O velho paraíso Que perdemos). Prestes, larguei a vela E disse adeus ao cais, à paz tolhida. Desmedida, A revolta imensidão Transforma dia a dia a embarcação Numa errante e alada sepultura... Mas corto as ondas sem desanimar. Em qualquer aventura, O que importa é partir, não é chegar.

5 comentários:

aprendiz de viajante disse...

A menina agradece do fundo do coração!!!
O poema vai mesmo de encontro às minhas palavras!!! Associação genial...

Uma boa noite para ti!!!Sonhos do tamanho do mar...

boleia disse...

eu parti e tenho ainda muito tempo para chegar! Este poema é sempre uma maravilha!

aprendiz de viajante disse...

Estamos amarradas ao mesmo barco... espreita o que fiz no meu blog!

spartakus disse...

se se partiu, o resto se verá...b'dia.

deep disse...

Wicca, ainda bem que gostaste. Não tens que agradecer, foi oferecido de coração.

Boleia, na óptica do Torga,já fizeste o mais importante: partiste.

Spartakus, sim, o resto se verá... boa noite!