domingo, julho 30, 2006

Indo eu, indo eu...

(Algures na A24)
(Algures na A24)
(Régua vista da A24)
... a caminho da capital. Fim-de-semana cansativo, mas agradável.

quinta-feira, julho 27, 2006

What have we done, Maggie what have we done?(...) Should we shout, should we scream"What happened to the post war dream?" Oh Maggie, Maggie what have we done? Estes versos de Pink Floyd - The Post War Dream - têm -me ocorrido insistentemente nos dois últimos dias...

terça-feira, julho 25, 2006

DE RERUM NATURA*

Para variar, um dia fresco e com céu nublado. Manter-se-á assim? Hope so... Alheios ao destino / dos mortais/ além das nuvens/claras e sombrias/ vivem os deuses/ raros nas alturas/ livres de enganos/ dores nostalgias/ da morte vil/ que aos poucos nos invade;/ da chuva de átomos/ em que se evade/ indefinidamente/ a natureza (...)/ e acima desse/ mundo sempre em guerra / acima/ da miragem dessa terra repousam/ esquecidos nos meatos mais livres/ os celestes, mais beatos. * Título do poema de Marco Lucchesi, de que vos deixo um excerto.

segunda-feira, julho 24, 2006

É, eu sei: não são horas cristãs para se estar acordado, a menos que se trabalhe no turno da noite, que não é o meu caso, pois, amanhã - hoje - "pico o ponto" às nove horas e o relógio não se compadece do muito ou pouco sono que hei-de sentir quando acordar - disso não tenho a menor dúvida!!
Dói-me tudo... sobretudo o corpo. Uma tarde e uma noite inteiras no computador, toda torta - não há yoga ou aulas de expressão dramática que me levem a bom porto no que toca a costas direitas-, às voltas com as palavras, a tentar que estas floresçam em terrenos sobejamente áridos - relatórios - é dose que não quero repetir tão cedo e que me faz suspirar pelas férias. Cadê elas? perguntaria a minha amiga D., em quem o Português de Portugal começa a ganhar pontos ao do Brasil.
Bem, vou fazer a vontade ao corpo e arrastá-lo até "Vale de Lençóis". Boa noite - ou posso dizer já "Bom Dia"? - e boa semana!

sábado, julho 22, 2006

instantâneos

do fim de tarde

Daqui a pouco...

... vou saber o que é o DO-IN. Depois conto-vos. Até logo!
Num "workshop" essencialmente prático, de aproximadamente duas horas e meia, fiquei a saber que o Do-in é uma técnica de relaxamento e de massagem que integra exercícios de yoga e de shiatsu, que podemos fazer em casa, sozinhos ou com a ajuda de alguém.
O Do-in supõe que se aprenda a desbloquear alguns orgãos do nosso corpo, permitindo que a energia flua, e a exercitar em particular as articulações.
Ouvi, pela primeira vez, falar de etiomedicina, mais uma alternativa à medicina tradicional, que, entre outros processos, se serve de filtros de cor para determinar o estado de espírito de alguém, que pode ser o responsável por uma doença aparentemente física, mas que não é mais do que um bloqueio emocional.
Para não correr o risco de vos maçar e de dizer asneiras, fico por aqui.

sexta-feira, julho 21, 2006

Metamorphosis - Escher
Falas da civilização, e de não dever ser, Ou de não dever ser assim. Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos, Com as coisas humanas postas desta maneira, Dizes que se fossem diferentes sofreriam menos. Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor. Escuto sem te ouvir. Para que te quereria eu ouvir? Ouvindo-te nada ficaria sabendo. Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo. Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres. Ai de ti e de todos os que levam a vida A querer inventar a máquina da felicidade! F. Pessoa - Alberto Caeiro

quinta-feira, julho 20, 2006

antes do anoitecer

Há dias, encontrei, a um preço muito convidativo, Antes do Anoitecer. Trouxe-o comigo.
Na altura em que o filme saiu, porque não chegou cá - a hipótese mais próxima da verdade - ou porque não estive atenta, não o vi, como não vi Antes do Amanhecer.
Filme curto (77 minutos), com meia dúzia de figurantes e duas personagens centrais - Jesse e Cèline, que se reencontram, após nove anos, em Paris, mais maduros, talvez menos certos dos seus sentimentos.
Em Antes do Anoitecer, mais do que as acções, resultam intensos os diálogos - reflexivos, maduros, dolorosos, no entanto divertidos -, como intenso parecer ser o que não se diz, mas se insinua.
"Dissecam-se" as relações, pesa-se a importância do amor romântico (noção que ambos julgam perdido), das convenções, num misto de desencantamento e esperança.
Ao visionar o filme, ri com vontade, em diferentes momentos, e surpreendi em mim um romantismo que julgava esquecido.
Desde o Clube dos Poetas Mortos, Ethan Hawke ganhou maturidade, alguns vincos no rosto; guarda, contudo, um ar de rapaz tímido, que assenta bem a Jesse.
"Recordo-me de pensar, na altura, que muitos dos homens que mais admirava tinham dedicado as vidas a algo mais importante do que eles. Eu tinha essa ideia de ser uma pessoa respeitável. Queria tentar sê-lo ainda que isso pusesse em causa a minha honestidade." (Jesse)
"Eu estava bem, até ler o teu maldito livro. Recordou-me como eu era genuinamente romântica, como tinha tanta fé nas relações e agora sinto que não acredito em nada que se relacione com o amor." (Cèline)
Post-it: A propósito de filmes, não posso esquecer-me de rever, esta noite (22h30), na RTP1, Voando Sobre Um Ninho de Cucos.

fim de tarde

com sabor a férias: água, churrasco e esplanada... telemóvel desligado e relógio esquecido...

terça-feira, julho 18, 2006

confesso...

(Imagens enviadas por uma amiga, por e-mail)

... que me impressionaram e me deixaram a pensar!

Para desfazer equívocos: as imagens alertam para os malefícios do tabaco.

segunda-feira, julho 17, 2006

gosto...

(retirada da net)

  • do aroma de café a espalhar-se pela casa logo pela manhã;

(óleo de Lena Bartula)

  • de ouvir música e de cantar (apesar de não cantar bem!);

(retirada da net)

  • de sorrisos meigos;

(foto de Bradley Trevor Greive)

  • de abraços fortes e genuínos;

(retirada da net)

  • de conversas noite dentro;

(foto da Ana)

  • do mar (embora também me assuste);

(retirada da net)

  • de luas-cheias de Verão;

(retirada da net)

  • do cheiro da terra molhada;

(foto tirada por mim)

  • de olhos grandes e castanhos escuros;

(retirada da net)

  • de alguns perfumes masculinos;
  • ...

Copio a ideia da Xana (com o seu consentimento) para começar a semana de forma bem disposta.

Para todos uma óptima semana!

domingo, julho 16, 2006

quarta-feira, julho 12, 2006

tentativa frustrada...

... de surpreender um relâmpago!

segunda-feira, julho 10, 2006

só porque me ocorreu

("Garfos" - Luís Sanches)
Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo, Serviram-me amor como dobrada fria. Disse delicadamente ao missionário da cozinha Que a preferia quente, Que a dobrada ( e era à moda do Porto) nunca se come fria. Impacientaram-se comigo. Nunca se pode ter razão, nem num restaurante. Não comi, não pedi outra coisa, paguei a conta, E vim passear para toda a rua. Quem sabe o que isto quer dizer? Eu não sei, e foi comigo... (Sei muito bem que na infância de toda a gente houve um jardim, Particular ou público, ou do vizinho. Sei muito bem que brincarmos era o dono dele. E que a tristeza é de hoje). F. Pessoa - Álvaro de Campos, Dobrada à Moda do Porto

domingo, julho 09, 2006

noites calmas

Noite calma, na varanda, na companhia de

"Quando naquela manhã se levantou do leito e foi como de costume à janela olhar a cidade e espantar a sonolência, Leonor deu de frente com um surpreendente arco-íris que, lá longe, fazia a ligação entre o mar e o céu. Não era a primeira vez que se deslumbrava com a beleza efémera de um arco-de-sete-cores - aquilo que os seus antepassados consideravam ser uma das poucas entidades anunciadoras de felizes acontecimentos. (...)
Ao contemplar esse espectáculo, Leonor Teles lembrou-se de um dia ter ouvido a Vicente Esteves - o professor de Leis, de Coimbra, com quem dormiu e por quem se apaixonou por tempo breve - que o arco-íris é o caminho e a mediação entre a terra e o céu; a ponte de que se servem os deuses e os heróis para fazerem o percurso entre o nosso e o outro mundo."
ao som de

e de

sexta-feira, julho 07, 2006

um homem tem que viver...

Um homem tem que viver. E tu vê lá não te fiques - um homem tem que viver com um pé na Primavera. Tem que viver cheio de luz. Saber um dia com uma saudade burra dizer adeus a tudo isto. Um homem ( um barco) até ao fim da noite cantará coisas, irá nadando por dentro da sua alegria. Cheio de luz - como um sol. Beberá na boca da amada. Fará um filho. Versos. Será assaltado pelo mundo. Caminhará no meio dos desastres, no meio dos mistérios e imprecisões. Engolirá fogo. Palavra, um homem tem que ser prodigioso. Porque é arriscado ser-se um homem. É tão difícil, é (com a precaridade de todos os nomes) o começo apenas. Fernando Assis Pacheco, Poeta no Supermercado (2)

quinta-feira, julho 06, 2006

é sempre dia de oferecer flores...

(Hundertwasser, Ruhige Blumen. Silent Flowers)

A escolha 'teve difícil!

quarta-feira, julho 05, 2006

porque não adianta desmoralizar...

Pátria

(Fotografia de Trás-os-Montes tirada pela Ana)

Serra! E qualquer coisa dentro de mim se acalma... Qualquer coisa profunda e dolorida, Traída, Feita de terra E alma. Uma paz de falcão na sua altura A medir fronteiras: - Sob a garra dos pés a fraga dura, E o bico a picar estrelas verdadeiras...

Miguel Torga

terça-feira, julho 04, 2006

falta de tempo

Porque o trabalho nesta altura é bastante e é todo "para ontem", tem-me sido difícil arranjar tempo para postar ou para responder aos vossos simpáticos comentários - pelo menos até à tarde de quinta-feira não poderei fazê-lo. A meio do trabalho, senti vontade de partilhar convosco a letra de "I Hope That I Don't Fall in Love with You" do Tom Waits, que me fez companhia e de que poderão ouvir um excerto aqui. Well I hope that I don't fall in love with you 'Cause falling in love just makes me blue, Well the music plays and you display your heart for me to see, I had a beer and now I hear you calling out for me And I hope that I don't fall in love with you. Well the room is crowded, people everywhere And I wonder, should I offer you a chair? Well if you sit down with this old clown, take that frown and break it, Before the evening's gone away, I think that we could make it, And I hope that I don't fall in love with you. Well the night does funny things inside a man These old tom-cat feelings you don't understand, Well I turn around to look at you, you light a cigarette, I wish I had the guts to bum one, but we've never met, And I hope that I don't fall in love with you. I can see that you are lonesome just like me, and it being late, you'd like some some company, Well I turn around to look at you, and you look back at me, The guy you're with has up and split, the chair next to you's free, And I hope that you don't fall in love with me. Now it's closing time, the music's fading out Last call for drinks, I'll have another stout. Well I turn around to look at you, you're nowhere to be found, I search the place for your lost face, guess I'll have another round And I think that I just fell in love with you.
Uma óptima semana para todos!

sábado, julho 01, 2006

sintonia

Há dias em sentimos necessidade de que a música que ouvimos se harmonize com as emoções e os estados de espírito que nos assaltam e, muitas vezes, nos consomem.
Neste assunto, sou um pouco como o Almodóvar: largo uma série de vezes a tarefa que tiver entre mãos e vou trocando de CD, até encontrar "aquela" música. Hoje acabei por sintonizar-me com Rodrigo Leão - que não ouvia há muito tempo -, destacando o tema "Rosa".

Hoje o céu está mais azul. Eu sinto Fecho os olhos, mesmo assim Eu sinto O meu corpo estremecer Não consigo adormecer Ah, nem o tempo vai chegar P'ra dizer o quanto eu sinto Você longe de mim É uma espécie de dor Hoje o céu está mais azul Eu sinto Olho à volta mesmo assim Eu sinto Que este amor vai acabar E a saudade vai voltar Ah, nem o tempo vai chegar P'ra dizer o quanto eu sinto Você longe de mim É uma espécie de dor Já não sei o que esperar Dessa vida fugidia Não sei como explicar Mas é mesmo assim o amor (Tema interpretado por Rosa Passos, do álbum Cinema de Rodrigo Leão)

Desta forma, desejo a todos um óptimo fim-de-semana.