Quinta-feira, Dezembro 31, 2009
Feliz 2010!
Que 2010 traga a todos muitos momentos de alegria, saúde e a concretização de alguns sonhos. Divirtam-se nesta noite de passagem do ano e não se esqueçam de comer as doze passas!
Por aqui, começou a nevar intensamente há poucos minutos... por isso a passagem de ano vai ser à lareira, em ambiente familiar. Seremos poucos e bons! Terça-feira, Dezembro 29, 2009
Bom dia!
Foi assim no sábado e no domingo... Ontem e hoje, a chuva e o nevoeiro têm-nos afastado do campo e do trabalho.
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Sexta-feira, Dezembro 25, 2009
saldo positivo
(Trás-os-Montes, 23 de Dezembro de 2009)
Findo o sereno convívio deste grupo restrito que, em conjunto, confeccionou e saboreou as iguarias da quadra, concedo-me, apesar do adiantado da hora, uns minutos - longos minutos - a sós comigo. Por nenhum motivo especial. Talvez seja só um hábito aprendido ou herdado da minha mãe e das irmãs que são sempre as últimas a deitar-se nos respectivos lares.
Nestes minutos em que na lareira não restam mais do que umas brasas mortiças, faço o balanço do dia, indiscutivelmente positivo, apesar da ausência de alguns elementos da família, que hão-de vir amanhã, se a meteorologia for favorável.
Terminadas algumas tarefas culinárias que eu assumo naturalmente, não faltaram as visitas a e de familiares, telefonemas de e para os que estão longe e, antes do fim do dia, a surpresa de encontrar pessoas que não via há muito tempo e com as quais tive o privilégio de conversar um pouco.
Os pequenos-grandes momentos do dia tornaram menor o frio que tem caracterizado estes dias e que é mais intenso aqui na encosta da serra.
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Quinta-feira, Dezembro 24, 2009
Quarta-feira, Dezembro 23, 2009
retrato
Este é o meu primeiro presente de Natal. Foi feito, em aproximadamente três minutos, pela Ana, que tem seis anos, enquanto eu e a mãe tomávamos o último café antes do Natal.
Natal
Porque sobre os meus Natais já escrevi aqui , aqui, aqui e também aqui, deixo-vos as palavras de um poeta:
Acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.
Era gente a correr pela música acima.
Uma onda uma festa. Palavras a saltar.
Eram carpas ou mãos. Um soluço uma rima.
Guitarras guitarras. Ou talvez mar.
E acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.
Na tua boca. No teu rosto. No teu corpo acontecia.
No teu ritmo nos teus ritos.
No teu sono nos teus gestos. (Liturgia liturgia).
Nos teus gritos. Nos teus olhos quase aflitos.
E nos silêncios infinitos. Na tua noite e no teu dia.
No teu sol acontecia.
Era um sopro. Era um salmo. (Nostalgia nostalgia).
Todo o tempo num só tempo: andamento
de poesia. Era um susto. Ou sobressalto. E acontecia.
Na cidade lavada pela chuva. Em cada curva
acontecia. E em cada acaso. Como um pouco de água turva
na cidade agitada pelo vento.
Natal Natal (diziam). E acontecia.
Como se fosse na palavra a rosa brava
acontecia. E era Dezembro que floria.
Era um vulcão. E no teu corpo a flor e a lava.
E era na lava a rosa e a palavra.
Todo o tempo num só tempo: nascimento de poesia.
Manuel Alegre
A todos quanto passam por aqui: votos de um Natal Muito Feliz!
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mais neve
Christmas Song - Jethro Tull
Once in Royal David's City stood a lonely cattle shed,
where a mother held her baby.
You'd do well to remember the things He later said.
When you're stuffing yourselves at the Christmas parties,
you'll just laugh when I tell you to take a running jump.
You're missing the point I'm sure does not need making
that Christmas spirit is not what you drink.
So how can you laugh when your own mother's hungry,
and how can you smile when the reasons for smiling are wrong?
And if I just messed up your thoughtless pleasures,
remember, if you wish, this is just a Christmas song.
(Hey! Santa! Pass us that bottle, will you?)
Sábado, Dezembro 19, 2009
Estas são mesmo para causar inveja...
As fotos são do meu irmão, o "roubo" é meu...
P.S. - São 00h08 do dia 21. Se continuar a nevar com a intensidade de há cinco minutos, daqui a pouco estará tudo novamente coberto de um manto branco, desta vez mais espesso...
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Sexta-feira, Dezembro 18, 2009
Tenho saudades das noites em que, esquecidos das horas, nos perdíamos em palavras, em risos, e confidências; do tempo em que os abraços eram tão fáceis como as lágrimas; dos momentos em que todo o rosto era um sorriso; dos dias em que umas escassas moedas não nos roubavam a felicidade; do tempo em que confiávamos; desse tempo em que tínhamos a arrogância dos que acreditam já saber tudo.
Não sei dizer quando tudo mudou, quando recolhemos os braços e começámos a encolher os ombros, quando calámos as palavras e silenciámos alma e coração, para nos recolhermos num mutismo que, suspeito, não tem retorno.
Quarta-feira, Dezembro 16, 2009
Terça-feira, Dezembro 15, 2009
Sem tempo para outros cafés além dos caseiros, solitários, bebidos a espaços, enquanto procuro a chave do carro ou resgato da gaveta um cachecol para enfrentar os 1,5 graus negativos da manhã; sem outros intervalos senão os necessários para deglutir breves refeições mal amanhadas; sem tempo para preocupações natalícias -a árvore e algumas prendas que esperem!; sem direito aos costumeiros e familiares almoços de fim-de-semana; com o sono e a vida atrasados e a casa a pedir cuidados... assim têm sido os meus últimos dias.
Outros melhores virão... com neve, dizem.
Domingo, Dezembro 13, 2009
Sábado, Dezembro 12, 2009
Cada coisa a seu tempo tem seu tempo
Cada coisa a seu tempo tem seu tempo.
Não florescem no Inverno os arvoredos,
Nem pela Primavera
Têm branco frio os campos.
À noite, que entra, não pertence, Lídia,
O mesmo ardor que o dia nos pedia.
Com mais sossego amemos
A nossa incerta vida.
À lareira, cansados não da obra
Mas porque a hora é a hora dos cansaços,
Não puxemos a voz
Acima de um segredo,
E casuais, interrompidas, sejam
Nossas palavras de reminiscência
(Não para mais nos serve
A negra ida do sol).
Pouco a pouco o passado recordemos
E as histórias contadas no passado
Agora duas vezes
Histórias, que nos falem
Das flores que na nossa infância ida
Com outra consciência nós colhíamos
E sob uma outra espécie
De olhar lançado ao mundo.
E assim, Lídia, à lareira, como estando,
Deuses lares, ali na eternidade,
Como quem compõe roupas
O outrora compúnhamos
Nesse desassossego que o descanso
Nos traz às vidas quando só pensamos
Naquilo que já fomos,
E há só noite lá fora.
Ricardo Reis, Odes
Sexta-feira, Dezembro 11, 2009
gestos de ternura
Com um beijinho para a dona da mão e da gata...
A gata, infelizmente, desapareceu há algum tempo sem se saber como.
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Quarta-feira, Dezembro 09, 2009
Postal de Natal
(Vídeo que resgatei da minha caixa de e-mail.)
É também para minimizar o consumismo que este ano, à semelhança do anterior, optei por confeccionar algumas prendas. Além disso, tenciono, como tem acontecido em anos anteriores, silenciar o máximo possível o telemóvel. Na vida cada vez mais atribulada que levamos, roubamos tanto tempo e atenção às pessoas de quem gostamos, que é um desrespeito passarmos a noite de dedos e olhos colados no telemóvel, sobretudo se as mensagens que lemos e enviamos são tudo menos personalizadas.
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Terça-feira, Dezembro 08, 2009
presentes
Desconhecia esta foto até que hoje alguém ma mostrou e insistiu em oferecer-ma. Optei por digitalizá-la. A senhora que me carrega ao colo é uma vizinha da minha avó materna, que parece ter guardado, desde essa altura, um grande carinho por mim, a avaliar pela alegria que manifesta sempre que me encontra.
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isto anda mal...
Deitar caril na aletria e despejar acetona na escova de dentes não são, por certo, gestos muito normais...
Segunda-feira, Dezembro 07, 2009
Palíndromo
Recebi na minha caixa de email:
"Um palíndromo, como deve saber, é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos (...).
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR.
O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido: SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS "
E eu acrescento: AMOR / ROMA
A este propósito diz-nos o Ciberdúvidas:
"Palíndromo vem do grego "palíndromos" (= que corre outra vez). Terá partido do poeta helénico Sotades (século III a.C.) a ideia de descobrir palavras, frases ou versos que podem ser lidos indiferentemente da direita para a esquerda ou da esquerda para a direita."
Como se percebe, nesta definição não se incluem os números, que conheço apenas como capicua.
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Domingo, Dezembro 06, 2009
erros comuns
- à (a+a) e há (= existe)
- adesão ( a uma causa) e aderência (à estrada)
- ir ao encontro de ( estar de acordo) e ir de encontro a (ir contra, entrar em desacordo)
- desfolhar (tirar as folhas) e folhear (passar as folhas)
- lêm (não existe) e lêem como vêem e crêem
- por que (para perguntar) e porque (para responder)
- prespectiva (não existe) e perspectiva como percurso
- trocer (não existe) e torcer
Sábado, Dezembro 05, 2009
Sexta-feira, Dezembro 04, 2009
Quinta-feira, Dezembro 03, 2009
fairytale of new york
A primeira música que ouvi hoje, logo que liguei o rádio do carro...
The Pogues e Kirsty MacColl: Fairytale of New York
Terça-feira, Dezembro 01, 2009
struggle for pleasure
Wim Mertens: Struggle for Pleasure
Wim Mertens: Humility
Com um dia assim, apetece ficar em casa e deixarmo-nos levar pela música...
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