segunda-feira, dezembro 14, 2015

Devaneios


Duy Huynh, "Freeform"
Oiço a tua voz - reconhecê-la-ia
ainda que, subitamente, falasses
outra língua...

Oiço a tua voz, dizia, e, dentro de mim,
um vulcão ameaça entrar em erupção
para, de seguida, se desfazer num rio de lava.
Oiço-a e, por instantes, sou pássaro
em sinuoso voo,
sou margem venturosa de um rio que,
por descuido, extravasa o leito.

Sonho-a e, nos meus sonhos, a tua voz,
desconhecida, outra,
perde-se dos meus dedos e da possibilidade
de a recolher límpida e inocente no meu colo.

deep, Março de 2011

Em repetição por aqui...

5 comentários:

Isabel disse...

Muito bonito!
E adorei a imagem!

Beijinhos:)

deep disse...

Obrigada, Isabel. :)

Beijinhos

Laura Ferreira disse...

belas palavras...

© Piedade Araújo Sol disse...

bem reeditado, pois o poema é muito bonito.

beijinho

:)

deep disse...

Obrigada, Laura. :)

Obrigada, Piedade. :) Beijinho