domingo, novembro 29, 2009

Hoje...

... a serra estava assim...
As fotos, que tirei esta tarde, são a minha oferta virtual para os meninos que estão longe e que sentem saudades da serra e da terra. Desculpem a falta de qualidade das imagens... foi o que se pôde arranjar!

Primeiro remédio: o tempo

Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos. Padre António Vieira, Excerto do Sermão do Mandato (1643)

of this land

Clannad: Of this land

sábado, novembro 28, 2009

amarelo

Bom dia... e votos de óptimo fim-de-semana!

sexta-feira, novembro 27, 2009

Reflexos

Olho-te pelo reflexo 
Do vidro 
E o coração da noite

E o meu desejo de ti 
São lágrimas por dentro, 
Tão doídas e fundas 
Que se não fosse: 

o tempo de viver; 
e a gente em social desencontrado; 
e se tivesse a força; 
e a janela ao meu lado 
fosse alta e oportuna, 

invadia de amor o teu reflexo 
e em estilhaços de vidro 
mergulhava em ti. 

Ana Luísa Amaral, Anos 90 e Agora, Quasi Edições

segunda-feira, novembro 23, 2009

flatshare

Acho que vou querer um destes cá em casa... mas em tons de azul! Pormenores aqui.

domingo, novembro 22, 2009

the more you live the more you love

Para a Hipatia acrescentar à lista...

(Sim, é verdade: o "Peterzinho" anda um pouco esquecido por aqui.)

A Flock of Seagulls: "The more you live the more you love" Echo and the Bunnymen: "The Killing Moon" The Waterboys: "Red Army Blues"

segunda-feira, novembro 16, 2009

cinzento

(Trás-os-Montes, Janeiro de 2007)
... e chuva, muita chuva! :(

terça-feira, novembro 10, 2009

azul

(Sagres, Agosto de 2009)
Saudades do mar e do azul...

Boa tarde e até logo!

segunda-feira, novembro 09, 2009

Limpar Portugal

Recebi por e-mail e partilho convosco: "A ideia original veio da Estónia. Em 2008, um grupo de cidadãos anónimos resolveu "meter mãos à obra" e conseguiu juntar num único dia 50.000 pessoas que removeram toneladas de lixo das florestas. Em Portugal, a iniciativa será concretizada no dia 20 de Março de 2010. Até lá, há muito trabalho a fazer, em termos de organização. Mas, para já, é preciso divulgar e suscitar o envolvimento do maior número possível de pessoas. No Algarve já foram criados diversos grupos. O grupo de Faro já conta com cerca de 140 inscritos. Participa e passa a palavra. "

outros muros

Conselho Cerca de grandes muros quem te sonhas. Depois, onde é visível o jardim Através do portão de grade dada, Põe quantas flores são as mais risonhas, Para que te conheçam só assim. Onde ninguém o vir não ponhas nada. Faz canteiros como os que os outros têm, Onde os olhares possam entrever O teu jardim como lho vais mostrar. Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém, Deixa as flores que vêm do chão crescer E deixa as ervas naturais medrar. Faz de ti um duplo ser guardado; E que ninguém, que veja e fite, possa Saber mais que um jardim de quem tu és Um jardim ostensivo e reservado, Por trás do qual a flor nativa roça A erva tão pobre que nem tu a vês... Fernando Pessoa (1888-1935)

muros

    Sem cuidado nenhum, sem respeito nem pesar, 
    ergueram à minha volta altos muros de pedra.

    E agora aqui estou, em desespero, sem pensar
    noutra coisa: o infortúnio me depreda.


    E eu que tinha tanta coisa por fazer lá fora!
    Quando os ergueram, mal notei os muros, esses.


    Não ouvi voz de pedreiro, um ruído que fora.
    Isolaram-me do mundo sem que eu percebesse. 

           Konstantinos Kavafis

sexta-feira, novembro 06, 2009

black coffee

Ella Fitzgerald: Black Coffee

quinta-feira, novembro 05, 2009

Fuga

Vento que passas, leva-me contigo
Sou poeira também, folha de outono.
Rês tresmalhada que não quer abrigo
No calor do redil de nenhum dono.

Leva-me, e livre deixa-me cair
No deserto de todas as lembranças,
Onde eu possa dormir 
Como no limbo dormem as crianças.



Miguel Torga, Diário, vol. V, 1949

terça-feira, novembro 03, 2009

Trás-os-Montes

Boa tarde... e até logo!