segunda-feira, novembro 26, 2007

estados de espírito

Acompanhar com o texto. ... e com esta me vou, que, dentro de poucas horas, serei vítima de um despertador implacável!

domingo, novembro 25, 2007

uma pausa

para um velhinho: (To Kill a Mockingbird, baseado na obra homónima de Harper Lee) Em português, o filme e livro intitulam-se Na Sombra e no Silêncio (com Gregory Peck) e Não Matem a Cotovia, respectivamente.

"Boulevard Of Broken Dreams"

I walk a lonely road The only one that I have ever known Don't know where it goes But it's home to me and I walk alone I walk this empty street On the Boulevard of Broken Dreams Where the city sleeps and I'm the only one and I walk alone I walk alone I walk alone (...) My shadow's the only one that walks beside me My shallow heart's the only thing that's beating Sometimes I wish someone out there will find me 'Til then I walk alone (...) I'm walking down the line That divides me somewhere in my mind On the border line Of the edge and where I walk alone (...)

sábado, novembro 24, 2007

bom fim-de-semana

Para vos desejar bom fim-de-semana...

...os versos do Nilson:

A rosa que guardas discreta,
que na seiva do teu querer
me levanta e me empurra para ti,
é uma flor que te agiganta,
que antes nunca vi.

...as fotos do Alexandre:



quarta-feira, novembro 21, 2007

há pessoas com sorte

Ontem ofereceram-me uma flor...

... hoje outra...

... e outra...

... e ainda outra!


Obrigada, pequena Ana L.!


Obrigada, Alexandre!


Vão ter que pensar em oferecer-me jarras!... :)


E... tcharam... uma jarra!



P
or sinal, bem bonita, também!

Obrigada, Hipatia!

terça-feira, novembro 20, 2007

cansa sentir quando se pensa

Cansa sentir quando se pensa. No ar da noite a madrugar Há uma solidão imensa Que tem por corpo o frio do ar.

Neste momento insone e triste Em que não sei quem hei de ser, Pesa-me o informe real que existe Na noite antes de amanhecer.

Tudo isto me parece tudo. E é uma noite a ter um fim Um negro astral silêncio surdo E não poder viver assim.

(Tudo isto me parece tudo. Mas noite, frio, negror sem fim, Mundo mudo, silêncio mudo - Ah, nada é isto, nada é assim!)

Fernando Pessoa
Parece que na blogosfera também se aplica o provérbio:
"A casamentos e a baptizados só vai quem é rogado."
... e quem se arma em " sr. narigudo"* leva com a porta na cara! *O título de um livro que me foi apresentado nas minhas primeiras visitas à biblioteca municipal. Estava na estante da entrada, na última prateleira!

segunda-feira, novembro 19, 2007

hoje, um


disse-me:

"Nem todas as estrelas estão no céu. Tu estás aqui!"


Ocorreu-me que ainda estivesse a dormir...

domingo, novembro 18, 2007

sabiam que...


(Imagem da net)

"An apple a day, keeps the doctor away."


Podem saber porquê aqui.

Obrigada, Carlota, pela outra versão do adágio: An apple a day, might give you an A.


Hoje, dia 19, assisti, por coincidência, a uma iniciativa, que se prende com o Dia do Não Fumador e que consiste em trocar um cigarro por uma peça de fruta, maçãs incluídas!



sábado, novembro 17, 2007

dá vontade que chova...

Boy Somebody hurt you Boy I wish I knew who Could look Into your sad eyes And make Such a sweet thing cry You're lonely like only the broken can know Aching for love but afraid to show See how I miss you Boy Someone might hurt you But it would never be me I'd wrap you inside me Be free or just hide for awhile 'Cause I'm lonely like only the broken can know Aching for love but afraid to show Lonely like only the broken can be Breaking my own heart to make you see See how I miss you Please don't run away from the things that are real And don't be afraid of whatever you feel I'm feeling it too I'm feeling it too Boy If you go looking For things like in younger days There won't be an answer Only love can change your ways Your lovely like only the broken can know Aching for love but afraid to show Lonely like only the broken can be Breaking your own heart to make me see See how I miss you Boy, somebody hurt you Boy, somebody hurt you Boy, somebody hurt you Boy, somebody hurt you Boy, somebody hurt you Boy, somebody hurt you Boy

quarta-feira, novembro 14, 2007

quando as letras são papéis



(Michael Goldman e NouvellesImages)



(L. West e NouvellesImages)

Não há muito tempo, nomeadamente em períodos de férias, quadras festivas e datas de aniversário, a espera pela passagem do carteiro fazia-se com alguma expectativa. Nessa altura, havia tempo para escrever e para nos deliciarmos com as palavras de primos e amigos que tinham outro tanto tempo como nós.
Lembro-me que, na adolescência, me correspondia com primas e amigas a quem escrevia e de quem recebia, por vezes semanalmente, cartas de oito páginas, algumas com "top secret" em anexo, que era de imediato "surripiado" ao conjunto, não fosse um descuido permitir que alguém mais curioso fosse inteirar-se dos nossos mais íntimos segredos, invariavelmente as nossas conquistas ou impossíveis paixões. Sempre que alguma dessas cartas me vem parar às mãos ainda me surpreendo com incidentes da minha vida que havia esquecido.
É verdade que também experimento algum prazer quando, actualmente, recebo emails ou sms, sobretudo quando se aproximam da função e do tom da carta, mas não os saboreio da mesma forma.
Hoje, continuamos, ao chegar a casa diariamente, a executar o gesto mecânico de abrir a caixa do correio. Quando, no meio das inevitáveis contas para pagar e dos quilos de publicidade, descobrimos uma carta com o sabor das de antes, com palavras amigas e imagens simpáticas, escolhidas a pensar em nós, e, ainda por cima, a terminar com "B'jocas", em vez do formal "Com os melhores cumprimentos.", até o dia tem obrigação de correr melhor.

Há dois dias, ao abrir a caixa do correio, como faço sempre que chego a casa para almoçar, veio parar-me às mãos um envelope diferente. Dentro, as imagens que partilho convosco, acompanhadas das palavras simpáticas de alguém que me conhece o suficiente para me pregar destas partidas de vez em quando.

Obrigada, maninha!

deep... só um nick

Em resposta ao Alexandre: "Deep", o meu nome de guerra, não resulta do facto de me considerar "profunda" ou "difícil"... Adoptei-o essencialmente por duas razões:
  • por ser pequeno e musical e, por isso, de fácil memorização;
  • por dar título a uns dos álbuns de Peter Murphy, um dos meus músicos de eleição.

segunda-feira, novembro 12, 2007


(Imagem captada por mim na manhã de ontem)

Fez-se à estrada, quando o dia bocejava ainda, na esperança de esvaziar a alma e o coração de sentimentos gastos, de dar ao quotidiano outros rostos e outras vozes.
Deixou para trás um mundo de coisas “urgentes” que decidiu adiar. «Por vezes, é preciso parar.»- pensou - «Cansar o corpo, para percebermos que ainda temos alma.»
Em silêncio, entregou-se ao trabalho. Sabia que, por falta de hábito, os músculos começariam a dar sinal. Ignorá-los-ia – decidiu.
Minuto após minuto, hora após hora, apenas o som dos frutos a cair uns sobre os outros, o rumorejar das folhas, o grasnar de um corvo se atreviam a cortar o silêncio, luminoso como o dia.
E, à medida que o tempo se escoava, apercebeu-se, com contido júbilo, que o pensamento se esvaziara, que a alma se tornara mais leve, embora não tanto que não desse por ela.
Instintivamente, moveu a cabeça na direcção da Serra. Ali estava ela, como sempre, desde que se lembrava: generosa, maternal e cúmplice. Fechou os olhos por instantes e deixou que um morno e terno abraço a inundasse de energia. Como um beijo doce, uma leve brisa varreu-lhe as pálpebras, brincou com o cabelo.
Revigorada, plena de energia telúrica, fincou os pés no chão, dobrou de novo as costas e restituiu ao trabalho as mãos que, por breves segundos, haviam permanecido inertes. Gestos mecânicos conduziram-na até ao fim do dia.
De regresso a casa, alguns picos nos dedos, os músculos doridos, a certeza de uma semana de trabalho abateram-se sobre ela como uma sentença sem possibilidade de fiança.

quarta-feira, novembro 07, 2007

na falta de tempo para mais...

... deixo-vos um

Porque:

* existe algo num simples abraço que sempre aquece o coração e dá-nos boas
vindas ao voltarmos para casa, e torna mais fácil a partida;

* um abraço é uma forma de dividir-vos as alegrias e tristezas que
passamos, ou só uma forma de os amigos dizerem que gostam de ti como és;

* abraços significam amor para alguém com quem realmente nos importamos...

* um abraço é algo espantoso... é a forma perfeita de mostrar o amor que
sentimos, mas que palavras não podem dizer.

* um simples abraço faz-nos sentir bem... em qualquer lugar ou língua....

* é sempre compreendido...

* os abraços não precisam de equipamentos, pilhas ou baterias especiais...

* é só abrir os braços e o coração...



(Imagem e texto recebidos por mail - o último com adaptações)

sábado, novembro 03, 2007

vizinhos

Tenho mesmo que assistir ao Paços de Ferreira - Benfica?! Bem, se o vizinho do lado insiste...

as árvores e os livros


As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos

de flores e letras de oiro nas lombadas.


E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,

no pecíolo, no limbo, nas nervuras.


As florestas são imensas bibliotecas

e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro

a dizer: «Floresta das zonas temperadas».


É evidente que não podes plantar,
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,

basta um vaso de sardinheiras.


Jorge Sousa Braga


Com votos de bom fim-de-semana para todos...