segunda-feira, novembro 26, 2007
estados de espírito
domingo, novembro 25, 2007
uma pausa
"Boulevard Of Broken Dreams"
sábado, novembro 24, 2007
bom fim-de-semana
quarta-feira, novembro 21, 2007
terça-feira, novembro 20, 2007
cansa sentir quando se pensa
| Cansa sentir quando se pensa.
No ar da noite a madrugar
Há uma solidão imensa
Que tem por corpo o frio do ar. Neste momento insone e triste Em que não sei quem hei de ser, Pesa-me o informe real que existe Na noite antes de amanhecer. Tudo isto me parece tudo. E é uma noite a ter um fim Um negro astral silêncio surdo E não poder viver assim. (Tudo isto me parece tudo. Mas noite, frio, negror sem fim, Mundo mudo, silêncio mudo - Ah, nada é isto, nada é assim!) |
segunda-feira, novembro 19, 2007
hoje, um
domingo, novembro 18, 2007
sabiam que...
Podem saber porquê aqui.
Obrigada, Carlota, pela outra versão do adágio: An apple a day, might give you an A.
sábado, novembro 17, 2007
dá vontade que chova...
quarta-feira, novembro 14, 2007
quando as letras são papéis
É verdade que também experimento algum prazer quando, actualmente, recebo emails ou sms, sobretudo quando se aproximam da função e do tom da carta, mas não os saboreio da mesma forma.
Há dois dias, ao abrir a caixa do correio, como faço sempre que chego a casa para almoçar, veio parar-me às mãos um envelope diferente. Dentro, as imagens que partilho convosco, acompanhadas das palavras simpáticas de alguém que me conhece o suficiente para me pregar destas partidas de vez em quando.
Obrigada, maninha!
deep... só um nick
- por ser pequeno e musical e, por isso, de fácil memorização;
- por dar título a uns dos álbuns de Peter Murphy, um dos meus músicos de eleição.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Fez-se à estrada, quando o dia bocejava ainda, na esperança de esvaziar a alma e o coração de sentimentos gastos, de dar ao quotidiano outros rostos e outras vozes.
Deixou para trás um mundo de coisas “urgentes” que decidiu adiar. «Por vezes, é preciso parar.»- pensou - «Cansar o corpo, para percebermos que ainda temos alma.»
Em silêncio, entregou-se ao trabalho. Sabia que, por falta de hábito, os músculos começariam a dar sinal. Ignorá-los-ia – decidiu.
Minuto após minuto, hora após hora, apenas o som dos frutos a cair uns sobre os outros, o rumorejar das folhas, o grasnar de um corvo se atreviam a cortar o silêncio, luminoso como o dia.
E, à medida que o tempo se escoava, apercebeu-se, com contido júbilo, que o pensamento se esvaziara, que a alma se tornara mais leve, embora não tanto que não desse por ela.
Instintivamente, moveu a cabeça na direcção da Serra. Ali estava ela, como sempre, desde que se lembrava: generosa, maternal e cúmplice. Fechou os olhos por instantes e deixou que um morno e terno abraço a inundasse de energia. Como um beijo doce, uma leve brisa varreu-lhe as pálpebras, brincou com o cabelo.
Revigorada, plena de energia telúrica, fincou os pés no chão, dobrou de novo as costas e restituiu ao trabalho as mãos que, por breves segundos, haviam permanecido inertes. Gestos mecânicos conduziram-na até ao fim do dia.
De regresso a casa, alguns picos nos dedos, os músculos doridos, a certeza de uma semana de trabalho abateram-se sobre ela como uma sentença sem possibilidade de fiança.
quarta-feira, novembro 07, 2007
na falta de tempo para mais...
Porque:
* existe algo num simples abraço que sempre aquece o coração e dá-nos boas
vindas ao voltarmos para casa, e torna mais fácil a partida;
* um abraço é uma forma de dividir-vos as alegrias e tristezas que
passamos, ou só uma forma de os amigos dizerem que gostam de ti como és;
* abraços significam amor para alguém com quem realmente nos importamos...
* um abraço é algo espantoso... é a forma perfeita de mostrar o amor que
sentimos, mas que palavras não podem dizer.
* um simples abraço faz-nos sentir bem... em qualquer lugar ou língua....
* é sempre compreendido...
* os abraços não precisam de equipamentos, pilhas ou baterias especiais...
* é só abrir os braços e o coração...
sábado, novembro 03, 2007
vizinhos
as árvores e os livros

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar,
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
Com votos de bom fim-de-semana para todos...












