sexta-feira, abril 04, 2014

Dois cimbalinos escaldados

Não sei, meu amigo, o que
irradiava mais calor, se
a chávena escaldada, se
o cimbalino fervente, se
as conversas sobre livros de poesia
que nesse tempo, ainda
acreditávamos ser a maior 
razão

Curto, normal, cheio
o cimbalino, esse negro odor
com moldura branca 
numa mesa de café, na cidade 
onde habitávamos desde sempre.

Inês Lourenço


3 comentários:

Hipatia disse...

Ou o tempo em que o Majestic era uma relíquia envelhecida onde passávamos as tardes. Antes, muito antes, de apenas ser café para turistas...

deep disse...

Tudo muda, nem sempre para melhor... pelo menos na nossa perspectiva. :)

Boa semana. Bj

Mar Arável disse...

Na verdade improvável

tudo se move