sábado, julho 07, 2012

Finjo que és quase nada

Finjo que és quase nada
És só mais uma fotografia
Clandestina numa pasta
Dum arquivo do qual só eu
Conheço a palavra-passe
E minto-me cada vez
Que abro essa pasta e digito
A palavra que só eu sei
E que compõe
A password que é
O teu e o meu nome
Enredados
Escritos em letra minúscula

Finjo que foste quase nada
E afinal trago tatuado
Em meu subsistir
O teu nome em letra imperceptível
Que se retém
Nas reminiscências dos meus dias

Finjo que és quase nada
E sei que afinal
és quase tudo... 

Piedade Araújo Sol

3 comentários:

Anónimo disse...

Bonito. Muito atual. Perfeitamente desconhecido também. ótima escolha.

deep disse...

Desconhecia a autora que, ao que percebi numa breve pesquisa, é madeirense e tem pouca coisa publicada, mas gostei.

Bom domingo. :)

© Piedade Araújo Sol disse...

é sempre bom ler coisas que já escrevi faz muito tempo...