Segunda-feira, Outubro 25, 2010

Louco de raiva



Segui o exemplo da Hipatia. Passei por aqui e assinei. Sei que a minha assinatura é uma gota num oceano, sei também que há muitos interesses que impedem que a nossa "voz" se faça ouvir e que as ajudas cheguem onde e quando são necessárias, mas não custa tentar. Afinal muitas coisas têm início com uma ínfima semente. :)

Me gusta leer

Domingo, Outubro 24, 2010

Como é por dentro outra pessoa?

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.


Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.


F. Pessoa


(Volto mais tarde para responder a comentários. Até lá, bom domingo para os poucos que ainda por aqui passam.)

Quarta-feira, Outubro 20, 2010

Turn off the light



(Emmy Curl)

Também não conhecia... ;)
A "miúda" tem uma voz doce, que embala, e é transmontana, de Vila Real.

Terça-feira, Outubro 19, 2010

Hoje é dia de festa!


Quando, há precisamente cinco anos, criei esta minha casa blogosférica, estava longe de imaginar que pudesse aguentar tanto tempo. Nessa altura, tinha ainda pouca noção do que era um blogue e menos ainda dos passos que teria que dar para o manter "vivo".
Ao longo destes anos, fui fazendo vizinhos. Uns acabaram por abandonar os seus espaços, alguns deixaram simplesmente de me visitar e outros fecharam-me a porta sem aviso. Felizmente, alguns tornaram-se presença assídua e amiga. É a esses e a todos quantos me visitam regularmente sem que deixem rasto aparente da sua passagem (mas eu sei que passam por cá, porque, de vez em quando, tenho eco dessas visitas) que quero agradecer a amizade e a companhia de todos estes anos e convidar para celebrar comigo mais um aniversário do Letras.

Um xi grande para todos. :)

Respiro as margens de um tempo

Respiro
as margens dum tempo
sem cuidado

e o ar é frio

atravessa os sulcos
da memória

como erva ou ave
suspensa
na manhã breve

Há um rio
parado
nesse registo

um pomar
com seus aromas

altos pinheiros
minados de solidão
e distância

Aqui penso
termina o texto ázimo
da infância

Reinvento
o que dela resta
noutro idioma

e uma dor antiga
me dói no vento

Luís Serrano, Entre Sono e Abandono

Domingo, Outubro 17, 2010

Instantes de felicidade...

... de uma tarde em família. Impagáveis e irrepetíveis. 

A gente vai continuar



Nunca mais aprendo que há memórias e pessoas que pertencem ao passado e que convocá-las para o presente é um esforço (unilateral) inútil.

Sexta-feira, Outubro 15, 2010

Não só para diversão...

... mas também para desejar Feliz Aniversário ao tsiwari:



Faço votos que o melhor - ou muito de bom - ainda esteja para chegar. Parabéns!

Sexta-feira, Outubro 08, 2010

O Nobel "escrevedor"

Escrever um romance é uma cerimónia parecida com o strip-tease. Como a rapariga que, sob impudicos reflectores, despe as suas roupas e mostra, um por um, os seus encantos secretos, também o romancista desnuda em público a sua intimidade através dos seus romances. Há, evidentemente, diferenças. Aquilo que o romancista exibe de si mesmo não são os seus encantos secretos, como a rapariga desenvolta, mas demónios que o atormentam e obcecam, a parte mais feia de si mesmo: as suas nostalgias, as suas culpas e os seus rancores. Outra diferença é que, num strip-tease, a rapariga começa vestida e acaba despida. No caso do romance, a trajectória é inversa: o romancista começa por estar despido e acaba vestido. 

Mario Vargas Llosa, História secreta de um romance

Há...

...cartas que nunca mais chegam,
as que não chegarão nunca.

O nosso destino suspenso
das notícias de longe.

Para alguém temos de ser
a luz e o lume,
o fogo e a água.


João Camilo

Terça-feira, Outubro 05, 2010

All I Want



I don't want another lover
So don't keep holding out your hands
There's no room beside me
I'm not looking for romance
Say I'll be here,
I'll be here
But there's no way you'd understand

All I want
All I want
All I want
When I don't even know myself

I don't want another partner
So don't try and break the spell
I can't even understand me
So don't think that you can help
When I say things and see things
That's no way on earth to tell

(...)

No-one wants to be lonely
But what am I to do?
I'm just trying to be honest
I don't want to hurt you too
When I'll be there,
I'll be there
I know I sound confused

But all I want
All I want
All I want
All I want
All I want
See, all I want
All I want
Is to one day come to know myself

República e poesia



Do poeta transmontano Guerra Junqueiro.

Domingo, Outubro 03, 2010

The Killing Moon



Gosto desta versão mais madura de "The Killing Moon" dos Echo and the Bunnymen.

Ontem...


... foi assim o meu despertar.

Hoje, como quase todos os portugueses, acordei com vento, chuva, frio e nevoeiro. 

Parece que o Inverno chegou mais cedo.

Sábado, Outubro 02, 2010

Às vezes o amor



Sérgio Godinho


(Acabei de saber que sou tia pela segunda vez. Pois... estou feliz!)