sexta-feira, novembro 27, 2009

Reflexos

Olho-te pelo reflexo 
Do vidro 
E o coração da noite

E o meu desejo de ti 
São lágrimas por dentro, 
Tão doídas e fundas 
Que se não fosse: 

o tempo de viver; 
e a gente em social desencontrado; 
e se tivesse a força; 
e a janela ao meu lado 
fosse alta e oportuna, 

invadia de amor o teu reflexo 
e em estilhaços de vidro 
mergulhava em ti. 

Ana Luísa Amaral, Anos 90 e Agora, Quasi Edições

4 comentários:

Lídia Borges disse...

Um poema cheio de imagens sugestivas a despertarem sensações...

L.B.

CCF disse...

Muito, muito bonito :)
Bom fds
~CC~

deep disse...

Sem dúvida, Lídia!

CCF, também acho... muito bonito!

Uma óptima semana para ambas. :)

deep disse...
Este comentário foi removido pelo autor.